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Foi com ansiedade que aguardamos  a saída do design para o novo logo do Windows e foi com decepção que o vemos materializado. Todos sabemos que existe uma feroz rivalidade entre a Microsoft (detentora do Windows) e a Apple estando esta última um passo  sempre à frente, quer em termos de design quer em termos de qualidade e fiabilidade. O novo design Windows é bastante singelo e tem como apanágio um retorno às origens. A pergunta chave que anda a percorrer a net foi feita pela Paula Scher autora do novo logo e famosa designer nova iorquina da companhia Pentagram: "Se o vosso nome é janelas (Windows) porque é que têm como símbolo uma bandeira?". Logo à partida esta parece-nos uma visão muito simplista do logo ainda em vigor do Windows que obviamente que para além de uma bandeira o logo é uma janela e que pela sua ondulação nos parece ser uma janela original e fora do comum auspício de um produto inovador. Ao longo dos anos o logótipo do Windows tal como é normal foi tendo actualizações ele que começou por ser um rectângulo com os cantos arredondados com um conjunto de linhas a cortar o mesmo que nos fazem lembrar a geometria de um quadro de Piet Mondrian (neoplasticismo) num tom de azul suave, a analogia com as janelas ainda não era completamente clara aqui. Com o desenvolvimento do software e das potencialidades dos sistemas operativos do Windows os seus logos foram-se transformando e ficando cada vez mais complexos a janela estática tornando-se num híbrido janela/bandeira que persistiu até esta mudança com as devidas actualizações que cada vez mais tornasvam o logo numa simulação de 3D.

Apesar de gostarmos do estilo gráfico do novo logo que busca a origem, a bidimensinalidade, a simplicidade e funcionalidade temos que apontar vários aspectos que nos parecem mal pensados. O primeiro é o conjunto entre o ícone da janela e o título estar mal conseguido dando a ilusão do título estar por trás da janela visto esta estar em perspectiva , a solução para este problema era básica bastando inverter o ponto de fuga da mesma (em baixo).

Aliás se virmos o próprio "banner" no website da Microsoft temos um "tablet" disposto desta forma em relação ao texto informativo!

Outro aspecto é a escolha da cor, vimos um comentário na net que fazia uma piada com os famosos ecrãs azuis dos sistemas Windows que como sabemos quando aparecem é muito mau sinal e daí o logo poder ser conotado com falta de qualidade e de rigor. Por outro lado todo o processo explicado no website da Pentagram mostra-se muito débil, com apresentações e esquemas muitos rudimentares para justificar as opções tomadas o que vem confirmar em certa medida a suspeita de que o processo não foi tão bem maturado quanto uma marca como a windows necessitaria.

 

"As coisas das quais nos livramos são coisas que as pessoas ligadas á industria tech pensam que os grafismos têm que ter gradientes e fogo de artíficio"

O novo design veio complementar a filosofia de Design Metro da Microsoft que se baseia no uso de uma tipografia com os princípios de funcionalidade e simplicidade do design suiço clássico. Paula scher diz que o título Windows 8 foi fornecido pela equipa da Microsoft metro e que o trabalho da Pentagram foi desenhar o ícone. A tipografia utilizada é baseada na Segoe UI e tem um desenho bastante simples com uma legibilidade optimizada ao máximo.

 

 

 

"Windows é realmente uma bela metáfora para o mundo da informática e com o novo logo nós quisemos celebrar a ideia de uma janela em perspectiva" diz Sam Moreau um director da Microsoft.

Concluindo, o novo logo da Windows desenhado pela Paula Scher parece-nos aquém do que poderia ser, concordamos com o que a designer diz sobre um logo de uma entidade como a Windows não tem que ser necessariamente um mostruário de efeitos de desenho vectorial mas a solução que ela apresentou além de não ter personalidade suficiente não tem a melhor fundamentação teórica. A janela não nos mostrou a melhor perspectiva!

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A Maçonaria está mais popular do que nunca devido às insistentes notícias que falam da invasão de maçons na política portuguesa e consequentemente da vantagem que é pertencer a uma destas "lojas" cujos valores parecem deturpados nos dias que correm.

A origem desta organização remonta à antiguidade e aos tempos medievais e tem origens ligadas à construção e supostamente assenta em princípios de secretismo que fazem pouco sentido hoje em dia, como alguém disse à pouco tempo" deixou de ser secreta para ser discreta" .

O lema da Maçonaria é o mesmo que está na fundação da república francesa, ou seja: Igualdade, Liberdade,Fraternidade. Esta entidade é baseada em princípios nobres e aparentemente bastante válidos a julgar pelo que nos diz a wikipédia.

O símbolo máximo desta sociedade discreta é uma composição rudimentar onde um esquadro e um compasso se cruzam e pode ter a letra G enquadrada pelos mesmos. O compasso e o esquadro são utensílios basilares da atividade da construção e o seu simbolismo de busca de perfeição é fácil de entender se conhecermos minimamente os ideais maçónicos que procuram a evolução e melhoramento do Homem não fazendo distinção de classes ou raças.

Da nossa parte temos apenas a dizer que em termos de qualidade de grafismo a maçonaria não parece ter evoluído durante os séculos da sua existência. Os seus símbolos caraterizam-se por uma enorme falta de sensibilidade geométrica e cromática nada coincidente com a mestria dos pedreiros/arquitetos que supostamente lhe deram o impulso genérico. Pelo que apuramos o G foi escolhido por ser geralmente a sétima letra dos alfabetos e portanto simboliza a perfeição, pela lógica mais valia utilizar o número 7.  A letra G tem vários significados sendo inicial de uma série de virtudes preconizadas pela filosofia maçónica.

Existe uma imagética muito "sui generis" neste contexto mas esta é cheia de artifícios e simbolismos que fazem lembrar a conceptualização atual do design gráfico. Será que não existe um Designer Gráfico que pertença à maçonaria capaz de dotar  a mesma de qualidade nos seus símbolos?

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Está a ser discutido em Bali, Indonésia se o Fado deverá ser património Cultural Imaterial da Humanidade no panorama da UNESCO, estamos todos confiantes que isso irá acontecer visto que este tipo de música tem muita qualidade e representa um pouco da alma portuguesa e também devido aos comentários elogiosos á candidatura por parte da organização.

O nosso artigo não visa discutir esta possibilidade mas sim fazer um breve ensaio sobre o logótipo da candidatura.

A primeira coisa que queremos referir  é que não consideramos o logo à altura do desafio, pensamos que um símbolo de uma linguagem musical tão rica quanto o Fado deveria conter nele mais capacidade criativa e representativa da mesma. O logo configura-se a partir da palavra FADO numa tipografia que não sendo a Museo é muito aproximada tendo apenas a letra A diferente, ao F e ao A colocaram uma espécie de cachecol vermelho a substituir os travessões de ambas as letras ligando-as e criando um efeito de separação e segmanetação da palavra, ou seja FA-DO. Não conseguimos à partida encontrar nenhuma razão imediata a este pormenor, talvez seja uma referência aos lenços que o ícone do Fado Alfredo Marceneiro usava. Qualquer das formas este efeito de partição não nos parece nem propositado nem pertinente e cremos que tira a coesão da palavra e portanto retira um pouco de força ao conceito FADO.

Não podemos dizer que é um logótipo de má qualidade mas podemos dizer seguramente que o Fado tem na sua imagética símbolos poderosos ligados à nossa tradição como país que serviriam melhor de logótipo para uma candidatura como esta da maior importância para a personalidade e até turismo do país.

Retomamos os votos da integração do fado na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade e deixemos o design gráfico para segundo plano.

Silêncio que se está a decidir o nosso FADO!

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