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A Maçonaria está mais popular do que nunca devido às insistentes notícias que falam da invasão de maçons na política portuguesa e consequentemente da vantagem que é pertencer a uma destas "lojas" cujos valores parecem deturpados nos dias que correm.

A origem desta organização remonta à antiguidade e aos tempos medievais e tem origens ligadas à construção e supostamente assenta em princípios de secretismo que fazem pouco sentido hoje em dia, como alguém disse à pouco tempo" deixou de ser secreta para ser discreta" .

O lema da Maçonaria é o mesmo que está na fundação da república francesa, ou seja: Igualdade, Liberdade,Fraternidade. Esta entidade é baseada em princípios nobres e aparentemente bastante válidos a julgar pelo que nos diz a wikipédia.

O símbolo máximo desta sociedade discreta é uma composição rudimentar onde um esquadro e um compasso se cruzam e pode ter a letra G enquadrada pelos mesmos. O compasso e o esquadro são utensílios basilares da atividade da construção e o seu simbolismo de busca de perfeição é fácil de entender se conhecermos minimamente os ideais maçónicos que procuram a evolução e melhoramento do Homem não fazendo distinção de classes ou raças.

Da nossa parte temos apenas a dizer que em termos de qualidade de grafismo a maçonaria não parece ter evoluído durante os séculos da sua existência. Os seus símbolos caraterizam-se por uma enorme falta de sensibilidade geométrica e cromática nada coincidente com a mestria dos pedreiros/arquitetos que supostamente lhe deram o impulso genérico. Pelo que apuramos o G foi escolhido por ser geralmente a sétima letra dos alfabetos e portanto simboliza a perfeição, pela lógica mais valia utilizar o número 7.  A letra G tem vários significados sendo inicial de uma série de virtudes preconizadas pela filosofia maçónica.

Existe uma imagética muito "sui generis" neste contexto mas esta é cheia de artifícios e simbolismos que fazem lembrar a conceptualização atual do design gráfico. Será que não existe um Designer Gráfico que pertença à maçonaria capaz de dotar  a mesma de qualidade nos seus símbolos?

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Está a ser discutido em Bali, Indonésia se o Fado deverá ser património Cultural Imaterial da Humanidade no panorama da UNESCO, estamos todos confiantes que isso irá acontecer visto que este tipo de música tem muita qualidade e representa um pouco da alma portuguesa e também devido aos comentários elogiosos á candidatura por parte da organização.

O nosso artigo não visa discutir esta possibilidade mas sim fazer um breve ensaio sobre o logótipo da candidatura.

A primeira coisa que queremos referir  é que não consideramos o logo à altura do desafio, pensamos que um símbolo de uma linguagem musical tão rica quanto o Fado deveria conter nele mais capacidade criativa e representativa da mesma. O logo configura-se a partir da palavra FADO numa tipografia que não sendo a Museo é muito aproximada tendo apenas a letra A diferente, ao F e ao A colocaram uma espécie de cachecol vermelho a substituir os travessões de ambas as letras ligando-as e criando um efeito de separação e segmanetação da palavra, ou seja FA-DO. Não conseguimos à partida encontrar nenhuma razão imediata a este pormenor, talvez seja uma referência aos lenços que o ícone do Fado Alfredo Marceneiro usava. Qualquer das formas este efeito de partição não nos parece nem propositado nem pertinente e cremos que tira a coesão da palavra e portanto retira um pouco de força ao conceito FADO.

Não podemos dizer que é um logótipo de má qualidade mas podemos dizer seguramente que o Fado tem na sua imagética símbolos poderosos ligados à nossa tradição como país que serviriam melhor de logótipo para uma candidatura como esta da maior importância para a personalidade e até turismo do país.

Retomamos os votos da integração do fado na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade e deixemos o design gráfico para segundo plano.

Silêncio que se está a decidir o nosso FADO!

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