Este é um trabalho da Logotipo.pt que fizemos para uma empresa de software informático sediada em Aveiro, pediram-nos não só um logótipo mas também uma imagem de marca susceptível de figurar nas embalagens dos produtos da empresa, uma identidade forte, bem legível e carismática.
A inicial da marca Warepro, ou seja, o "W" aparece-nos como protagonista e este é formado por 5 ovais inspiradas na forma dos discos usados para comercializar o software, de uma forma abstracta podemos ver 5 discos em perspectiva. Utilizando a referência da oval construímos um "W" por meio de sobreposição e transparência o que confere um aspecto moderno e sofisticado à letra.
Este logo tem bastante força gráfica, é facilmente identificável como sendo a "personificação" do título Warepro e tem uma profusão de cores que lhe oferece um toque de dinâmica, juventude e frescura.
Concluindo, é um logótipo que pela sua forma e grafismo está intimamente ligado ao universo da informática e software mas que ao mesmo tempo se apresenta como uma solução original, com uma ideia forte por trás e que representa a empresa da melhor maneira.
Falando do logótipo podemos dizer que foi criado com o intuito de simbolizar o espírito da Cáritas, de união, caridade, empreendedorismo e ajuda ao próximo. A ideia é clara, um círculo onde aparecem inúmeras mãos de diversas cores a criar uma imagem de união, na geometria deste logótipo podemos "ver" a matriz do logótipo da Cáritas (a cruz em baixo), ou seja, a cruz com as chamas.
O que procuramos foi um logo que retratasse bem aquilo que se proponha, isto é, o "chamamento" de voluntários para ajudar quem mais precisa. O logo teria que ser alegre, teria que representar diversidade e acima de tudo apelar ao sentido de civismo e responsabilidade que todos temos para com os nossos concidadãos mais necessitados que, neste momento de crise se multiplicaram em relação a outros anos.
A Cáritas gostou bastante das várias propostas que lhes esboçamos e ficaram com um segundo logótipo para o seu Banco de Voluntários. Este logótipo é como podem reparar mais uma vez baseado na forma do logo da instituição com uma cruz "em negativo" de onde irradiam raios de cor a substituir as chamas.
Este é o cartaz da campanha da Cáritas.
Podem ver o "spot" nesta ligação:
Portugal vai acolher mais um evento com grande projecção mundial, a Cimeira da Nato. Já todos nos apercebemos da grande comoção à volta deste acontecimento com os média a explorar ao máximo as notícias acerca desta e com a segurança a apertar nas fronteiras e especialmente na zona da Expo em Lisboa onde a Cimeira terá lugar.
No que diz respeito à imagem gráfica do evento esta tem qualidade como não poderia deixar de ser sendo um momento importante para o país. Não sabemos quem é responsável pela identidade gráfica mas isso pouco importante para o que nos dispomos a fazer que é como de costume uma análise breve e construtiva do logótipo e imagem gráfica em questão.
Tal como já mencionamos em artigos anteriores as cores da nossa bandeira não são nada simpáticas para quem tem a tarefa de as transformar num logótipo que simbolize a pátria, neste caso temos as nossas cores misturadas com o azul "apaziguador" da Nato. Esta combinação parece-nos instável na medida em que temos o "folclore" da bandeira portuguesa misturado com a seriedade frio da Nato, aparecem como duas realidades que não se misturam talvez se devesse ter feito concessões cromáticas num dos lados, o português ou o da Aliança.
O logo aparece-nos a fazer lembrar uma ponte onde os dois pilares estruturais aparecem à direita talvez simbolizando a ponte Vasco da Gama, o tabuleiro da ponte pavimentado com as já referidas cores patrícias desenrola-se para ir tocar o elemento referente à Nato, um rectângulo rigoroso e estático em contraste com a dinâmica e espontaneidade dos restantes elementos. Também na forma podemos ver a dicotomia entre a frieza da aliança contrastando com a "flexibilidade" portuguesa, talvez fazendo um retrato literal das duas realidades que de facto contrastam imenso.Um pormenor muito interessante neste logo é o título aparecer "Lisbon" em verde e o "ne" em vermelho" fazendo assim uma separação que poderá indiciar a leitura em várias línguas.
Tal como já referimos o logo tem qualidade, tem mestria, poderia ter uma harmonia maior em termos cromáticos e formais, pensamos que não seria difícil consegui-lo, para tal bastaria ter escolhido o tema mais importante, ou Portugal ou a Nato e dar maior importância a um deles, com certeza que o resultado teria sido mais convincente.
Este logo aplica-se num fundo azul-escuro em consonância com as cores da nato e talvez no conjunto da identidade gráfica esteja melhor acomodado ficando as cores portuguesas como um pormenor contrastante.
Esperemos que a Cimeira corra sem incidentes e que traga boas-novas para um mundo em crise.
A primeira rede social a conquistar em massa os utilizadores do globo, o Myspace mudou o seu logótipo.
Como normalmente acontece nestes casos de sucesso meteórico na web o design gráfico fica para segundo plano, sendo que estas plataformas são feitas por programadores sem o mínimo de cultura gráfica. O logótipo do Myspace começou por ser uma sucessão de três figuras humanas numa perspectiva duvidosa em que o título aparecia normalmente ao lado direito do símbolo, a cor oficial era o azul.
O mundo dá muitas voltas e com o aparecimento do Facebook o Myspace sofreu um grande corte na sua popularidade, talvez devido a este facto faz agora numa tentativa de recuperar o prestígio que gozava outrora. Esta rede social aparece-nos agora com uma ideia arrojada, original mas que nos parece pouco funcional. O novo logótipo transforma a palavra "space" num traço que baliza o lugar onde esta deveria estar, ou seja, o "space" foi substituído literalmente pelo espaço que ocupa. É bastante corajosa a mudança, é irreverente e arriscada mas peca por não ser muito forte a nível de mancha gráfica, não tem um carácter de imediato reconhecimento tal como têm marcas como a MacDonalds ou a Tmn por exemplo.
Falta-lhe cor e falta-lhe "corpo" mas tal como tem acontecido com outros casos como a Aol por exemplo este logótipo pretende ter uma grande polivalência na sua apresentação permitindo usar o espaço em branco como um "pódio" onde são susceptíveis de aparecer tudo o que se quiser, basta ter imaginação, ( podemos ver dois exemplos em baixo ).
Além do seu logótipo e conjunto gráfico o Myspace aparece com um layout web refrescado com um novo visual e novas funcionalidades.
Conclusão, o Myspace está de volta à luta, o feedback que corre na web não é o melhor, há muitas críticas desfavoráveis ao novo logo mas apenas o tempo nos dirá como correu a estratégia e novo look desta rede social.
Considero este trabalho um dos logótipos mais bem sucedidos da história do design gráfico e as razões penso que são óbvias, é um logótipo com 40 anos que é conhecido e reconhecido globalmente e é um logótipo que ao longo destas quatro décadas manteve sempre a sua valência como representante dos Rolling Stones. A boca com a língua exposta é universalmente conhecida, é um símbolo pop por excelência e um símbolo muito bem construído graficamente.
Foi projectado por John Pasche em 1970 um estudante de artes que aparentemente se inspirou na icónica boca de Mick Jagger, na atitude irreverente e anti-autoridade da banda e numa clara conotação sexual que movia a juventude na altura. Pasche tinha na altura 24 anos e recebeu pelo seu trabalho uns bons 40£ para a altura e dois anos mais tarde devido ao sucesso do seu trabalho mais uns 200£, o designer refere também como inspiração a deusa hindu Kali, deusa da inesgotável energia que caracteriza tão bem a maneira de estar dos Stones!
Os Rolling Stones foram dos primeiros a reconhecer o potencial que tem uma marca gráfica como representante duma banda de música. O logótipo foi apresentado com o álbum Sticky Fingers de 1971 e começou aí o seu reinado de sucesso indiscutível que sobra até hoje.
Uma característica que atesta bem o valor do logótipo é que nunca precisou de ter uma tipografia aliada a si, ou seja é universalmente reconhecido apenas pelo símbolo, deixando assim o título para segundo plano.
Este logótipo aparece tão bem estruturado, com uma ilustração tão elementar e simples que se mantém actual até aos dias de hoje 40 anos depois da sua criação, o tom vermelho fortíssimo e os brilhos lascivos introduzidos no grafismo são intemporais e o logótipo é uma marca fortíssima devido a esta sua forma provocadora e o seu tom vermelho provocante.
Ao longo destas 4 décadas este logótipo foi aparecendo com variações nos tons, com diferentes tipografias mas manteve sempre a sua personalidade forte em harmonia perfeita com a própria banda e os seus protagonistas.
Concluindo, este logo tem a simplicidade e economia de meios que lhe permite a intemporalidade e a constante frescura e identificação por parte da camada jovem. Além destas características gráficas tem por trás uma banda em completa simbiose com a imagem e esta relação de harmonia é o melhor condimento para o bom resultado de um logótipo.
Jonh Pasche fez um dos melhores trabalhos a nível de logótipo de sempre na minha opinião e merece ser reconhecido por este óptimo trabalho!
Ainda decorria o mundial de futebol deste ano de 2010 e já estava a ser apresentado o logótipo que podem ver em cima. Este logo foi projectado pelo estúdio de design brasileiro África, denominação oportuna visto que a apresentação decorreu precisamente em África e contou com o próprio presidente do Brasil Lula da Silva que disse que, o logótipo representa «o talento dos brasileiros, o seu trabalho duro e as cores do país». O logótipo apresenta-nos uma versão da própria taça do evento que é esculturalmente um globo terrestre suportado por várias figuras humanas, no caso deste logo as figuras humanas e o próprio globo foram transformados em mãos e antebraços que configuram a silhueta da taça e marcam claramente este paralelismo entre o objecto físico e a imagem gráfica do logotipo, o estúdio África foi buscar inspiração a uma fotografia em que três mãos tocavam a taça aquando de uma vitória do Brasil no mundial.
O cromatismo da composição vai buscar os seus tons à bandeira brasileira exceptuando o 2014 em vermelho, pormenor este que criou uma pequena polémica "per si". Vemos neste logótipo uma clara tentativa de representação não só do evento mas também do próprio país feito duma mistura de pessoas de todas as cores e raças, um povo descontraído e sorridente que nutre uma forte e enraizada paixão pelo futebol.
Conclusão, embora o logótipo não seja particularmente inspirado ou inspirador pelas falhas que já apontamos ele não deixa de se adequar bem ao evento que representa, um evento que move o mundo inteiro em torno de um desporto de massas cuja exigência gráfica não será juiz da decepção, acreditamos que talvez durante este interregno de 4 anos se possa melhorar um pouco o logótipo e que em 2014 ele estará mais interiorizado e mais consensual entre a crítica cibernética na qual nos incluímos.
Podem ver em baixo um vídeo com uma breve explicação da ideia feita por várias personalidades da cultura brasileira nomeadamente, o mestre arquitecto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho e a modelo Gisele Bündchen.
O portal aeiou mudou recentemente de imagem, apresentando-se agora com um logótipo novo.
Este novo logo substitui o antigo criado num concurso dirigido a profissionais, estudantes ou interessados em áreas artísticas. O vencedor foi Pedro Andrade Teixeira que usando a tipografia Y2K Neophyte http://www.dafont.com/y2k-neophyte.font?text=aeiou criou um logótipo simples e bem aplicado com um pormenor que fazia a diferença, o "a" transformava-se por meio de uma inversão com eixo vertical num balão de fala aplicado no fim do título. Este logótipo apresentou o mote “O aeiou tem muito para dizer”. (podemos ver a versão anterior em baixo)
O novo design é bastante simples e funcional é um avanço lógico do logótipo anterior,
a cor torna-se mais evidente e o tom de azul é modificado.
Agora foi a vez da Wikipédia mudar o aspecto do seu logótipo embora de uma forma muito humilde à imagem do que sucedeu com a Google. Como podemos ver na imagem em cima houve de facto um melhoramento no aspecto do logo mas não foi de todo significativo. Houve um bom trabalho de "profissionalização" do logo, ou seja, o designer encarregue da tarefa pegou na imagem anterior e deu-lhe um aspecto mais profissional e rigoroso.
Philip Metschan foi o homem incumbido para operar esta tarefa e dentro do possível fez um trabalho competente, a base com que tinha que trabalhar não é um logo particularmente forte mas tem um peso descomunal no mundo da Internet. Mais uma vez houve medo de fazer uma mudança radical pela parte da marca. O logótipo da Wikipédia é um globo construído a partir de peças de puzzle cada uma com o seu carácter de inúmeras línguas de todo o globo, transmitindo verdadeiramente uma imagem coerente com a realidade do portal: Conhecimento construído pelos utilizadores, agentes da globalização pela partilha de informação. As mudanças prendem-se com a eliminação do aspecto volumétrico das peças de puzzle, da adequação dos caracteres dentro de cada peça e pelo desaparecimento do subtítulo em itálico passando a ser "roman", isto é, de eixo alinhado verticalmente.
Philip Metschan construiu o globo em 3d dando-lhe um maior valor conceptual visto que em vez de uma simulação de volume este torna-se na verdade uma imagem de um volume que tem outras faces que não estão visíveis, podemos constatar isto nas imagens sobranceiras. O globo não tem só uma vista mas sim todas as vistas possíveis.
Aqui podemos ver uma maqueta real do globo e o encaixe das peças do puzzle.
Nesta imagem vemos a tabela de caracteres que dá origem à esfera da Wikipédia . Houve um trabalho muito capaz no aprofundamento da ideia por trás do logo da Wikipédia, um símbolo de construção faseada do conhecimento acessível a todos e construído por todos, o designer soube apesar de tudo elaborar uma história em torno do logo e dar-lhe o volume que ele já tinha em teoria.
Agora a Wikipédia conta com um símbolo com um grande nível de bagagem conceptual, o trabalho que aparentemente é superficial de facto é muito mais profundo.
Ficam aqui algumas ligações que contêm mais info sobre este trabalho:
http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Wikipedia_logos
http://blog.wikimedia.org/2010/wikipedia-in-3d/
http://commons.wikimedia.org/wiki/Wikipedia/2.0
http://wikimediafoundation.org/wiki/Wikimedia_official_marks/Word_mark_creation
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Este logótipo já é conhecido de todos mas agora é a altura certa para falar dele visto que está a começar a campanha do mundial na África do Sul.
Como foi anunciado na altura em que esta imagem apareceu o designer responsável por esta imagem é filho de portugueses chama-se Gabriel de Abreu e embora nem esteja familiarizado com a língua dos seus pais não deixamos de sentir orgulho em termos mais um evento com tanto visibilidade global “desenhado” por um luso-descendente.
O logo conta com uma figura negra que executa um “pontapé de bicicleta” com a estilização de África como fundo em diversas cores muito familiares à maior parte das bandeiras deste continente conhecido pelo gosto pela cor forte e os seus contrastes. A figura está a pontapear uma bola e o grafismo do fundo além de ser a representação do continente africano retrata simultaneamente o movimento ascendente e rotativo do jogador.
É um logótipo que vai buscar todo o seu conteúdo à cultura africana, aos desenhos do artesanato tradicional africano, à alma deste continente que influenciou tanto o mundo com a sua cultura e personalidade.
Temos uma pequena crítica a fazer a este logótipo, acreditamos que a presença de duas bolas no topo da imagem faz com que se perca um pouco o sentido de equilíbrio da composição, pelo que o logo que representa a taça da Fifa deveria estar numa posição na imagem na parte de baixo.
Paralelamente a este logo Gabriel de Abreu projectou um outro para a taça das confederações em que aplica basicamente a mesma base gráfica agora sem a personagem apenas deixando num estilo mais “3d” a representação do continente africano.
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Este texto serve para desfazer um mal-entendido da nossa parte relativo à nova imagem do AKI. Após lermos uma notícia na web relativa a este assunto, interpretamos mal o conteúdo e avançamos com a notícia de que o AKItinha mudado a sua imagem com um concurso para alunos do IADE o que não se verifica como verdade. Na realidade houve um concurso para a criação de uma nova imagem mas apenas para uma exposição comemorativa dos 20 anos. Esta iniciativa revela um dinamismo e empreendedorismo louváveis uma vez que apostou em designers em formação impulsionando a criatividade e originalidade dos estudantes ao mesmo tempo que revelava uma preocupação e cuidado na sua imagem gráfica bem cimentada e reconhecida no nosso país.
“Este ano o AKI comemora 20 anos. Nesse âmbito a marca solicitou a alunos do IADE – Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing – um exercício que consistiria em realizar um logótipo para a marca. A concepção deste logótipo trata-se apenas de um exercício pedagógico realizado por alunos de um instituição de ensino superior e não de uma mudança efectiva de logótipo da marca. Assim, o logótipo do AKI mantém-se inalterado não estando prevista actualmente uma mudança do mesmo.”
Na imagem em cima temos o logótipo do AKI e o modelo vencedor do concurso. Mais uma vez sublinhamos a sua qualidade e ficamos contentes com o novo talento dos estudantes de design portugueses.
No dia 23 de Março, foi dado a conhecer ao público o aparecimento da holding Grupo Boticário. Este grupo visa ser a face institucional da conhecida marca de cosméticos O Boticário que continuará a funcionar com a sua actual imagem gráfica que podemos ver em baixo.
O Boticário começou por ser uma pequena farmácia que abriu em 1977 na cidade de Curitiba no Paraná, Brasil. Como é do conhecimento geral actualmente esta marca é uma poderosa empresa que produz e exporta para todo mundo todo tipo de cosméticos. Só no Brasil existem 2500 lojas e cerca de 70 outras em 15 cidades espalhadas pelo mundo inclusivamente em Portugal. O Grupo Boticário nasce de uma necessidade de dar uma face a uma empresa em constante crescimento perante o público consumidor.
O logótipo projectado para o Grupo Boticário é da autoria da Future Brands Brazil e conta com uma imagem muito forte que aposta na profusão de cor, transparências e sobreposições, linhas curvas e uma ideia geométrica forte por trás da imagem resultante. O Brasil é um país único e com forte personalidade no mundo, conhecido pela exuberância de cores e de formas, pela diversidade do seu povo, pela arquitectura ondulante de Oscar Niemeyer, pelo grandioso carnaval, pela música quente e animada etc , não nos espanta que a Future Brands queira sintetizar essas realidades todas num logótipo tal como o próprio logo do turismo brasileiro em baixo.
O logótipo do Grupo boticário vai buscar muito desta imagem colorida que vemos em cima, mas leva este tipo de imagem a um nível superior onde encontramos uma referência à regra de ouro da geometria da espiral.
Há uma tentativa de racionalizar e teorizar o porquê desta forma onde podemos ver um “b” um “G” e também um “o” a diferença de estilo para a imagem corporativa de ” O Boticário” é abismal em dinamismo e em qualidade, sendo que esta última é formada por um título na tipografia Rotis de Otl Aicher e com uma distorção horizontal o que retira imenso valor ao logótipo uma vez que distorce um tipo de letra cujas proporções horizontais e verticais foram cuidadosamente pensadas pelo autor.
A tipografia do novo logótipo é muito leve graficamente e todo em minúsculas. O título é claro, simples e demonstra actualidade embora tenha um pormenor no “g” que perturba um pouco a leitura gráfica da imagem, a interrupção da sua forma inferior. Pelo contrário a ligação do acento do “á” em “boticário” ficou muito bem resolvido e dá personalidade e espontaneidade ao título. A espiral do símbolo remete ao movimento contínuo em direcção ao futuro as suas cores diversas e exuberantes representam a pluralidade do grupo e a transparência denota a o modelo de gestão da instituição.
De forma geral o logótipo está muito bem conseguido, representa não só uma empresa como também um país e a sua alma. falha um pouco no título que devido à personalidade extrovertida do símbolo que a acompanha deveria ser mais linear e sóbria. Apareceu no panorama global um símbolo poderoso e que deve ter em atenção o limite antes de se tornar exagerado como quando o vemos renderizado em 3d nas imagens em baixo. Agora resta-nos esperar que “O Boticário” renove a sua imagem e se torne mais consentâneo com a qualidade que vemos no Grupo.
Versão em escala de cinzas.
Versão a uma cor.
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Exemplo da aplicação da colorida linguagem corporativa.
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Imagens relativas ao estacionário.
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Logo versão 3d, perde um pouco o valor devido ao exagero nesta versão.
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A visita do Papa Bento XVI a Portugal é um evento deveras notório e notável para o nosso país, um evento deste calibre exige um trabalho de construção de uma identidade capaz de representar quer o Papa e a instituição que ele simboliza quer o talento e criatividade portugueses.
O logótipo construído para este evento esteve a cargo de Xavier Nunes experiente designer que nos explica que procurou acima de tudo simplicidade, sobriedade e positividade. O logótipo dá atenção em primeiro lugar ao nome do Papa “Bento XVI” em segundo lugar o título “Papa” e por fim o local e data da visita “Portugal 2010”, para completar a composição existe uma cruz grega na parte superior. Estes elementos tipográficos estão dispostos de maneira a formar uma cruz, ou o “sinal da bênção” usando as palavras do próprio designer, uma solução que apesar de óbvia nos parece muito bem conseguida uma vez que a cruz tem alguma complexidade e dinâmica não tendo a geometria “correcta” da cruz latina, isto é um dos braços laterais é maior que o outro. A tipografia utilizada na construção do logótipo é a “Prelo” do designer português Dino dos Santos um tipo de letra sóbrio, legível, contemporâneo e com uma grande variedade de espessuras o que lhe dá uma polivalência importante num trabalho desta natureza.
Esta versão insere o logo original numa forma ovaloíde de cor dourada que nos parece ter ido buscar o contorno do “O”, a cruz grega que pontua o topo da composição sobe até à borda do fundo. Nesta versão encontramos um pormenor que nos deixa um pouco reticentes, a cruz no local onde foi colocada dá uma ligeira impressão de ter o braço do topo um pouco mais comprido e por isso configura uma cruz invertida, claro que isto é um pormenor que ninguém vai considerar e que só notamos aquando uma análise mais profunda como a que estamos a elaborar com este texto.
Concluindo, consideramos este trabalho muito bem conseguido, houve uma ideia forte que configurou o logótipo e que tem toda a legitimidade, foi escolhida uma tipografia que além de ter muito potencial para o caso ganha mais valor por ser de um designer português, as cores são bem escolhidas tendo em conta a natureza do evento e acabamos por referir que é um prazer ver trabalhos deste calibre a representar eventos cuja notabilidade é inquestionável mesmo sendo Portugal um país laico.
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Podem ver o manual de normas da identidade nesta ligação:
http://www.bentoxviportugal.pt/pdf/BentoXVI_NormaGrafica.pdf
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E uma curta entrevista a Xavier Nunes aqui:
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Actualização: Novo Logotipo do Google
“Descubra as diferenças”, a Google mudou! Recentemente repararam seguramente nas vossas buscas diárias que a página de busca mais utilizada globalmente mudou de layout e com essa mudança houve um tímido restyle no logo. A nova versão do logótipo difere da anterior por ter um efeito de “drop shadow” (sombra) mais aproximado das letras e por haver uma simulação de volume menor nas mesmas. Outra modificação superficial é a tonalidade mais laranja do segundo “o”. Como a mudança é irrisória e não há muito a dizer vamos falar um pouco da história dos logótipos que representaram a Google ao longo do tempo.
O primeiro logo da Google foi desenhado em 1997 por Sergey Brin que com Larry Page foi um dos criadores do motor de busca, usando o programa Gimp este desenhou o colorido princípio da marca que seria conhecida em todo mundo.
Esta primeira versão contava já com os artifícios que simulam volume nas letras e o aparente pairar do título sobre a superfície de fundo, a marca começou por ter um ponto de exclamação a fazer lembrar a Yahoo que posteriormente foi abandonado quando a Google começou a ter poder no mundo da internet e renovou o seu logo com a designer brasileira Ruth Kedar usando a tipografia Catull e mantendo o aspecto geral do grafismo.
O logótipo começou por ser um trabalho amador, trabalho este que devido à ascensão da marca ficou intimamente conotado com o mundo cibernético e pensamos que seja por isso que as novas versões do logo se mantenham com uma aspecto um pouco amador. Notamos nitidamente nas novas versões do logótipo que há um receio em modificar verdadeiramente a identidade da marca mantendo sempre a mesma paleta exagerada de cor e estilo de letra serifada. É verdade que a Google não precisa de melhor para se afirmar perante o público mas com a força que tem no panorama mundial poderia apostar num corte mais decisivo e original sublinhando a sua quase hegemonia no contexto no qual trabalha.
Curiosamente o logótipo da Google assume inúmeras formas marcando acontecimentos e datas especiais por todo mundo nos chamados Google Doodles como podemos ver no exemplo em baixo, estas versões são normalmente desenvolvidas por Dennis Hwang:
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É sempre com grande agrado que vemos portugueses a ganhar concursos internacionais, é um claro sinal de que Portugal e o seu design tem potencial e merece um lugar de destaque.
João Borges profícuo e dinâmico designer português conquistou o primeiro lugar num concurso de design gráfico ligado às Nações Unidas, em segundo lugar ficou Oleg Macujev um designer russo (imagem em baixo).
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A temática para a criação do logo era o urbanismo sustentável e a sua aplicação no panorama da actualidade, o evento é denominado por World Urban Campaign.
O designer português apresentou uma proposta original onde um conjunto de formas baseadas no quadrado que fazem lembrar folhas formam um círculo a fazer lembrar o conjunto de quarteirões que formam os bairros e as cidades.
A ideia e o grafismo têm muito potencial mas na nossa opinião o resultado final apresenta alguns aspectos que falham, nomeadamente na maneira descomprometida e aparentemente sem critério como o título se relaciona com o símbolo e também a maneira irregular e aleatória com que os elementos que formam o circulo estão colocados.
Queremos ressalvar que apesar das nossas críticas pontuais aos pormenores supracitados apreciamos muito o facto de um designer português ter sido destacado entre os demais e ter ganho este concurso cujo prestigio é inquestionável.
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A Chupa Chups remonta ao inicio dos anos 50 do século passado, foi criada por um espanhol catalão chamado Enric Bernat que possuía anteriormente uma companhia de doces chamada Productos Bernat. Este visionário teve a ideia ao observar os miúdos e os seus hábitos aquando comiam doces, que seria proveitoso incluir no rebuçado uma maneira de poder indo comendo, no entanto ressalvando a possibilidade de poder tira-lo da boca de maneira funcional e guarda-lo se por exemplo estivessem a comer doces sem os pais saberem =). Assim nasceu a ideia dos chupas chupas ou seja, “rebuçados com pauzinho” ! De ínicio este novo tipo de doce chamou-se Gol, (golo) numa clara alusão ao futebol ou seja a estratégia de “marketing” era o doce metafóricamente ser uma bola e a boca dos mais gulosos a baliza. Este nome não funcionou da maneira que era desejada e foi então que Bernat contratou uma empresa de publicidade, estes arranjaram o nome de Chups e um jingle que cantava: ” Chupa chupa chupa Chups!”. Foi daqui que veio o nome que ainda hoje faz sucesso entre as crianças. A maior curiosidade e o facto que levou à escrita deste artigo é o logo desta marca ter sido desenvolvido por Salvador Dalí, artista surrealista sobejamente conhecido. Dalí pegou no logótipo existente em 1969 e que tinha a sua origem nos anos 50 com um tipo de letra muito familiar às formas “handwritten” da CocaCola e que era comum ser usado nesta altura e adicionou-lhe um fundo numa forma abstractizada de margarida com 8 pontas onde a tipografia se integrava com alguma naturalidade. Aqui surgiu o novo logo sobre o slogan, “És rodó i dura molt, Chupa Chups”, ou seja, “É redondo e dura muito” em catalão. Dalí sempre teve uma ligação com a publicidade e com a cultura pop não é de estranhar que tenha feito um trabalho desta natureza, entrou inclusivamente em vários anúncios televisivos do chocolate Lanvin. Podemos dizer que o trabalho de Dalí neste logo foi muito consistente e perdura até hoje de uma forma mais trabalhada, a palavra Chupa adquiriu a mesma tipografia da palavra Chups adicionaram-se uns pormenores nas pontas das pétalas mas a essência do desenho de Dalí está lá. Ele soube fazer a ponte entre o passado da marca e as potencialidades para o futuro apostando num desenho simples e marcante, original e ao mesmo tempo familiar. Mais curioso é a forma natural e descontraída como surge este logótipo, conta a história que Bernat numa viagem para Figueres terra a cerca de 150km de Barcelona com o objectivo de visitar Dalí sendo esta onde o excêntrico génio habitava propôs-lhe que desenhasse uma sugestão para a nova cara da sua marca. Dalí em menos de uma hora e num pedaço de jornal enquanto os dois almoçavam desenhou o logo e até fez sugestões de “packaging” a Bernat dizendo para aplicar o logo no topo do chupa chupa como se fosse uma coroa e de forma a ser totalmente visível e estar de acordo com a geometria do doce coisa que até hoje é naturalmente cumprida.
Logo inicial da marca, muito literal e ingénuo.
1958 – Mudança para um “letring” estilo “handwritten” muito comum na época, a marca torna-se mais profissional.
1961 – A marca mantém quase intacta a forma da tipografia mas acrescenta num tipo de letra moderno e depurado (possivelmente a akzidenz grotesk) a palavra Chupa, nasce a denominação Chupa Chups. O logótipo vive também do fundo amarelo em que o título se enquadra.
1963 – Aqui há uma curiosa modificação da tipografia da palavra Chupa, especulamos que esta modificação se deva ao contraste extremo que existia na versão anterior em que a simplicidade chocava com a complexidade no conjunto das duas palavras. Neste logo perde-se o fundo amarelo mas ganha-se uma conjugação de tipos de letra mais harmoniosa.
1969 – É aqui que entra Dalí e de novo o fundo amarelo mas desta vez em forma de uma flor estilizada.
1978 – O logo ganha de novo à imagem da sua génese uma componente literal que neste caso é um par de Chupa-Chupas, o logo ganha também um “stroke” que delineia a forma desenhada por Dalí.
1988 – Por fim temos a versão que essencialmente perdura até hoje, aqui podemos ver que a palavra Chupa adoptou a tipografia de Chups e há uma verdadeira harmonia entre as duas. A forma da flor torna-se mais complexa com uns pormenores na ponta das pétalas, o logo torna-se mais rico e colorido e adquire uma imagem icónica que começou nos desenhos de Dalí mas soube actualizar-se com mestria ao futuro.
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A Hertz companhia que remonta ao ano 1918 recentemente mudou o seu logótipo, este era um símbolo com muita força, talvez devido á simulação de 3d feita recorrendo à extrusão do título em cor preta. Este grafismo não é muito comum mas em combinação com o contraste preto/amarelo conseguiu um efeito marcante e original. Do novo logo podemos adiantar que é uma evolução natural, o tipo de letra torna-se mais consentâneo com a actualidade, formas mais arredondadas e uma geometria mais apurada. O logótipo torna-se um título a negro sobre fundo amarelo, a identidade é mantida pela manutenção do uso das cores enquanto que a utilização de volume nas letras perde-se nesta actualização.
É um trabalho bem conseguido sem dúvida mas a volumetria tão sui generis da Hertz vai deixar um pouco de saudade, talvez se pudesse ter mantido nesta nova fase da imagem da empresa.
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Dentro do nosso local de trabalho temos todos estes logótipos e alguns que de certeza escaparam, todo o nosso equipamento informático, mobiliário, utilitários entre outros estão aqui representados. É inevitável o input de inspiração que todos os dias temos no nosso local de trabalho, logos por todo lado, logos que já nem reparamos neles, logos de todos os feitios e cores, uns muito bons, outros muito maus. =)
Dentro deste manancial gráfico destaco alguns como o da Apple cuja força icónica ultrapassa a necessidade de usar um título associado como é normal fazermos, o da Tesa que embora tenha já uns valentes anos continua com muita força no jogo gráfico da dobra na tira onde se escreve o título, o da Staedtler que só muito depois de o conhecer é que reparei que o ícone que vemos nos nossos lápis é um guerreiro grego de capacete. O da Optimus pela irreverência com que se apresenta, a Caixa Geral de Depósitos que consegue pela repetição de um elemento 3 vezes formar as inicias CGD, o icónico e intemporal Bayer, o minimal GG “helvético” da Gustavo Gili e o imutável logótipo da Bic cuja mascote todos conhecemos desde há muito tempo. Dentro destes todos o que mais me agrada é o símbolo do USB aquela ramificaçãozinha é tão simples, sucinta e ao mesmo tempo tão forte e representativa.
Vivemos rodeados destes símbolos onde quer que vamos, conhecemos os produtos às vezes apenas pela cor que apresentam, pensar marcas é um trabalho gratificante, criativo e também de uma responsabilidade muito grande. Temos que saber bem o que fazemos, respeitar as regras da legibilidade, da combinação de cores, da harmonia de formas, da polivalência dos ícones e todos os dias chegamos ao nosso estúdio e lá estão eles como um enxame colorido à nossa volta prontos a julgar o nosso trabalho, eles são os logótipos que passaram a prova do tempo e são uma aspiração e inspiração para nós designers da logotipo.pt.
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A Intermarché, marca familiar ao contexto português de supermercados mudou o seu logótipo, esta marca tinha uma imagem que apresentava um aspecto muito datado e já era altura de mudar. O logo era como podemos ver na imagem de cima um hexágono dividido na horizontal em duas cores o vermelho alaranjado e o negro onde uma figura estilizada de um mosqueteiro se repete até ao infinito. Este símbolo era acompanhado lateralmente por um título na font Helvetica Condensed Bold e um sub-título no mesmo estilo de letra mas com uma densidade diferente e inserida num traço a sublinhar a composição.
Na nova imagem temos apenas um título numa tipografia que não conseguimos identificar mas que tem alguns traços da Dax, são utilizadas as mesmas cores com a diferença do vermelho perder um pouco da componente alaranjada e o sub-título passou a ser “Super”.
Esta evolução é positiva embora seja muito modesta, isto é, a Intermarché não apostou numa imagem de grande impacto mas sim na simplicidade e continuidade de alguns traços da sua personalidade. Houve de facto um passo em frente mas dado com insegurança. Acreditamos que se o sub-título “Super” não estivesse inserido na figura geométrica que sublinha o “Marché” ganharia imenso em termos da qualidade da composição, uma vez que esta figura apresenta um peso muito superior ao que seria desejável.
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A Porto Editora renovou o seu logótipo, a sua imagem encontrava-se com um aspecto deveras datado e foi uma decisão acertada actualizar o mesmo . O logo antigo era uma imagem forte em que dois livros sobrepostos numa perspectiva cavaleira formavam subtilmente um P e um E, esta ideia parece-nos que nunca chegou a ter reconhecimento perante o público geral, no entanto o logo estava bem conseguido e consolidado no mercado embora como já dissemos tivesse já um aspecto atávico.
No nosso estúdio este novo logótipo causou algumas divergências entre os designers sendo as opiniões favoráveis numa facção e obviamente desfavoráveis na outra. Pela primeira vez vamos fazer uma crítica sem unanimidade e da qual sou porta-voz da parte que acha este logótipo um passo em falso.
Vou passar a apresentar as minhas razões que me levam a fazer esta consideração: o logótipo tendo uma herança tão sólida deveria ter um impacto muito superior e na minha opinião deveria ter mantido a herança da identidade do anterior ou pelo menos apresentar um grafismo que causasse um grande impacto positivo de modo a “eclipsar” o antigo . Todavia a maior razão que me leva à rejeição deste logótipo é identificar uma grave falha numa ideia que aparentemente era boa mas que não tinha pernas para andar. Digo isto porque a ideia de transformar umas aspas num P e num E estilizado parece-me muito válida mas quando vemos o resultado final percebemos que não é possível uma vez que as aspas são sempre a duplicação de uma figura. Neste logo a primeira aspa tem a perna mais vertical de modo a podermos vislumbrar um P e a segunda tem a perna mais na diagonal para de igual modo podermos aperceber um E, esta diferença entre os dois signos torna o logo incoerente e bizarro pois nenhum tipo de letra tem umas aspas diferentes entre si. A ideia como disse poderia parecer luminosa à primeira vista mas deveria ter sido abandonada quando verificadas estas incongruências. Há ideias que não devem nascer apesar de à partida parecerem muito válidas .
As frases que se seguem são da autoria da outra facção que considera este um logotipo com bastante qualidade e apenas com um ponto negativo a acrescentar ao que foi falado.
Bom de facto tudo o que foi dito acima é válido. E até achei interessante perceber o ponto de vista da incoerência que este logotipo representa, tal como foi acima mencionado. Na verdade as aspas são sempre iguais. Bem, exceptuando aquelas que escrevemos à mão, nessa altura poderão ser bem diferentes consoante os casos. Do meu ponto de vista hà incoerências graves que devem ser evitadas aquando a criação de algo. Neste caso em específico penso que a incoerência só veio a trazer mais valor ao logotipo, pois é-lhe atribuído um certo humor em seu significado e protagonismo.
Em relação ao ponto negativo que já ficava esquecido, talvez metesse as palavras “Porto Editora” num cinza um pouco mais claro.

A MTV mudou o seu logótipo, deu um pequeno retoque que consistiu basicamente em “cortar” as pernas do M tornando o logo mais horizontal. Outras mudanças superficiais são a inexistência do subtítulo “Music Television” e da linha que limitava o braço direito do V em TV. Parece-nos que houve medo e conservadorismo, o que não deixou espaço para a criatividade e para uma modificação significativa.
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Apesar da manutenção da imagem clássica a MTV tem agora uma nova vertente em que o seu logo se transforma numa espécie de layout onde se podem incluir as mais variadas imagens como podemos ver em cima. Esta característica que se encontra muito em voga e que podemos ver no novo logo da AOL ou até da SIC K parece-nos uma solução interessante e que se as imagens forem cuidadosamente escolhidas poderá resultar bem.
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A Sonae é uma empresa que todos conhecemos pela sua força no mercado, pelo seu espírito de empreendedorismo e pela figura do engenheiro Belmiro de Azevedo. Sonae é um nome que conhecemos muito mais pela fama que tem do que pela sua imagem gráfica, ontem foi apresentada ao mundo a sua nova identidade gráfica que substitui a anterior representada pelo logótipo em baixo.
Este logótipo não é especialmente inovador, especial ou apelativo mas tinha alguma qualidade, transparecia profissionalismo e rigor.
A Sonae apresentou publicamente com grande pompa e circunstância a sua nova imagem e temos que dizer que está muito aquém do que esta marca representa!
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A empresa criadora deste trabalho é a Ivity e decepcionou de uma forma avassaladora, pegou numa ideia que nos parece boa, o uso do círculo como ponto de partida, esta forma geométrica acompanha a marca desde o inicio e é uma forma com imenso potencial, ( tal como podemos ver no vídeo de apresentação da imagem nesta ligação:
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mas o potencial do círculo, do átomo, da forma que combinada pode gerar as mais diversas, originais e espectaculares imagens surge um logótipo muito fraco. O logótipo basicamente é uma tipografia formada por círculos, uma tipografia com sérias deficiências de coerência entre as letras que o constituem, um trabalho medíocre e apenas marcante pela negativa, faz-nos lembrar o flop do logótipo dos jogos olímpicos de 2012 em Londres que criou uma polémica sem precedentes no mundo do design gráfico. A Ivity é uma empresa de grandes projectos e que normalmente apresenta uma qualidade e criatividade acima da média não entendemos este projecto tão debilitado no que concerne à força e até à legibilidade gráfica.
Podemos encontrar neste portal de tipografias exemplos que serviriam de logótipo com muita mais qualidade que o que nos apresentam ontem.
( http://www.dafont.com/theme.php?cat=302&page=8&text=SONAE ).
Talvez a Sonae não precise de ter uma boa imagem gráfica para ser reconhecida no mundo dos negócios mas merecia ter uma sem dúvida!
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O evento é monumental, são 100 anos de república, embora pelo meio haja muita coisa pouco republicana no sentido estrito da palavra! E para uma tarefa monumental temos um orçamento monumental, houve um concurso público cujo prémio ascendia aos 5000€ no qual não houve vencedores por falta de qualidade das propostas, sendo assim o trabalho foi entregue ao atelier do Sr. Henrique Cayatte que auferiu 195000 euros pelo trabalho de criação do logótipo (10000€) ,identidade corporativa (90000€) e portal web (95000€) .
Não comentando a parte monetária porque a liga milionária do design não é a nossa! Passamos a comentar a parte gráfica relativamente ao logo e as suas potencialidades. O logótipo tem uma ideia que é muito clara, aproveita as cores da nossa bandeira, símbolo máximo da república e vai combinar visualmente as iniciais CR (centenário da república) com um balão de fala tipicamente de banda desenhada, é uma ideia válida e que representa bem o acontecimento. O balão de fala sugere que existe algo para contar, que existe uma história que é importante ter conhecimento, ao mesmo tempo como este elemento é formado pelas letras C e R torna-se um símbolo ambivalente o que traz valor ao trabalho. O “estilo” do Sr.Cayatte encontra-se bem demarcado e este é caracterizado por uma linguagem que nos faz lembrar os recortes de Matisse, com as cores de Matisse e as formas de Matisse, é uma linguagem gráfica que se instala no bidimensional, nas cores planas, no uso do espaço negativo e na simplicidade por vezes naïf dos logos, podemos vislumbrar estas características mais acentuadas no logótipo do fluviário de Mora em baixo..
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O logótipo tem qualidade, não poderia deixar de a ter visto o nome grande que o apresenta. Falha a nosso ver em vários aspectos que o tornam frágil, o balão desenhado pelas manchas vermelha e verde tem uma tangente muito aproximada ao rectângulo que o subscreve tornando o símbolo de aspecto débil e “quebradiço” a nosso ver as manchas de cor deveriam ter mais expressão dando mais integridade visual ao conjunto. Outro aspecto que nos parece que poderia resultar melhor seria o balão não ser fragmentado, o C tem uma abertura muito superior à do R que inclusivamente se encontra mais abaixo. Se a abertura das duas letras fosse a mesma o balão seria mais evidente e a composição mais pregnante o que tornaria o logótipo mais sólido na geometria do seu todo.
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Era esta configuração que falávamos em cima, o balão ganhava força, a identidade da bandeira mantinha-se e a representação do CR perdia evidência mas continuava válida.
A tipografia parece-nos bem escolhida é serifada e tem bons pormenores que retiram a monotonia à mesma, nomeadamente nos algarismos 9 e 1.
Conclusão, é um trabalho digno e capaz mas um acontecimento desta envergadura poderia apresentar um visual mais arrojado, mais actual, que reflectisse a evolução do país a todos os níveis. O logótipo parece-nos um pouco atávico muito devido às cores que apresenta mas também devido à rigidez geométrica das formas e a sua composição.
Estão representados aqui 100 anos de República, pode ser que para comemorar os próximos 100 se inove mais!!
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Na senda de actualizações chegou a vez da Peugeot uma marca bem conhecido há muitos anos no nosso país. este projecto foi levado a termo pela empresa parisiense BETCDESIGN que partiu do conhecido e icónico leão que acompanha a marca desde o inicio ou seja 1850 para o tornar actual aos olhos das tendências de design gráfico actual e em particular do ramo automóvel.
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Na imagem acima podemos ver o percurso que esta marca teve ao longo dos tempos sempre usando o leão como símbolo, o logótipo que agora é o oficial da marca na nossa opinião não se encontra bem conseguido pela simples razão que o leão torna-se mais semelhante a um urso do que com um leão.
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É óbvio que não é um urso nem pretende se-lo mas com a junção gráfica da linha da perna traseira com o braço superior dá-lhe uma posição típica da imagética que temos presente dos ursos. Numa pesquisa pelos “opinion makers” da internet a visão do urso é quase unânime, isto é, não somos só nós que vislumbramos aqui a fera errada. A falha não é técnica esta empresa sabe trabalhar muito bem os logótipos e deu-lhe um aspecto muito actual com efeitos realistas de “metalizado” e volume, ou seja, a falha da-se a nível formal e na geometria do ícone.
Apesar deste aspecto que apontamos encontramo-nos perante um trabalho de qualidade digno de uma marca como a Peugeot.
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O desafio de criar um logótipo para um criativo como é o caso de um arquitecto é sempre uma tarefa delicada, por um lado tem que ser uma imagem que reflicta a própria obra do cliente e por outro lado tem que passar no díficil exame critico do mesmo visto estar habilitado para isso.
O arquitecto não nos deu nenhuma premissa preferencial e deixou ao nosso critério a criação do logo, apenas nos disse que tinha que estar de acordo com a sua linha arquitectónica de linhas simples e funcionalidade. Partimos das iniciais do seu nome FSC para criar num formato de quadrado um monograma representativo. Depois de muitos esquissos apercebemo-nos que encaixando no F um C invertido na horizontal conseguiamos criar um S em espaço negativo o que perfazia FSC. Esta solução agradou ao arquitecto que viu neste símbolo um exemplo de simplicidade, rigor,criatividade e que ao memso tempo tinha um pormenor que fazia com que o logótipo se destacasse e fosse impossível de imitar, era totalmente personalizado e adequado à situação.
Depois de ter o símbolo, partimos para a tarefa de encontrar uma tipografia que se adequasse ao mesmo, tinha que ser um tipo de letra rigoroso bem legível e de aspecto profissional e ao mesmo tempo com um carácter de excepção. Escolhemos a Din Pro um tipografia com provas dadas, que se destaca pela sua legibilidade e pela sua simplicidade mas que tem pelas suas formas um desenho que não se confunde com o banal. Depois de escolhida a tipografia foi adapta-la ao monograma e tínhamos um bom logo pronto para mostrar ao mundo.
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Campanha ‘Save Your Logo‘ mobilizou a famosa marca, empenhada em contribuir para proteger a biodiversidade
Famosa pelo seu logo – o já mítico crocodilo – a Lacoste deu mais um passo na sua política de responsabilidade social e foi a primeira marca a apoiar a campanha ‘Save Your Logo’.
Uma campanha lançada pelo GEF), o Banco Mundial e a International Union for Conservation of Nature, que convida empresas e outras instituições a protegerem o animal ou a planta que têm no seu logótipo e assim contribuírem para a protecção da biodiversidade.
“Com esta iniciativa esperamos criar novas parcerias com o sector privado. Muitas empresas têm beneficiado com as centenas de plantas e animais em torno das quais construíram as suas marcas. Com a crise da biodiversidade que se vive no planeta, é hora de as marcas devolverem parte do que ganharam se querem que os seus logos não desapareçam”, afirmou Monique Barbout, presidente-executivo do GEF, na apresentação da campanha.
“A Lacoste é a marca mais associada a um animal. O crocodilo faz parte da nossa história e da nossa identidade e é óbvia a razão por que participamos neste projecto” disse fonte da empresa.
Desta forma, a Lacoste vai doar por ano (e até 2013) 350 mil euros para preservar o ‘seu’ crocodilo, que está em vias de extinção. A selecção dos projectos a apoiar cabe ao GEF e tanto pode ser a criação de quintas como de ‘habitats’ protegidos para que os animais se possam reproduzir, evitando, assim, a sua extinção.
Outras Marcas que já aderiram a esta causa:


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Este é o logótipo que bem conhecem e que representa a nossa empresa desde o início da sua existência.

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Havia chegado a altura de um retoque plástico, mantivemos a alma do logótipo intacta, um círculo formado por três partes coloridas que revolvem de maneira a criar um aspecto de 3 dimensões e profundidade. Este logo foi criado com o intuito de ser um símbolo representativo das nossas capacidades como designers gráficos, gostamos de simplicidade e gostamos de qualidade. Este logótipo é complexo de uma maneira muito simples, é um círculo que se forma por o intricamento de três parcelas. Usamos três cores para mostrar as potencialidades do uso de cor numa marca, fizemos uma espécie de logo catálogo que oferece ao observador o espírito do que nós conseguimos projectar.
Ao logo antigo modificamos muito subtilmente a barra horizontal do G que deixa de existir dando um aspecto “modernizado” a essa letra e consequentemente ao título LOGOTIPO.PT. Outra modificação foi feita no símbolo, engrossamos as partes do círculo dando mais cor e uma maior mancha gráfica, o logo ganhou em força cromática e portanto em dinamismo e expressividade . Por fim, repensamos a proporção entre o título e o símbolo, diminuímos o tamanho do círculo em relação ao título dando maior ênfase ao texto.

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O logótipo ganhou em consistência gráfica, em contemporaneidade e não perdeu nenhuma das suas qualidades. É um bom representante da nossa empresa e das suas capacidades de design.
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O logótipo dos Pormenor Arquitectos foi um projecto conjunto entre a nossa empresa e o estúdio de arquitectura de Amarante visto que, o desenho do icone da casa foi elaborado pelos arquitectos e o título e subtítulo foram aplicados pela Logotipo.pt na font Ideomatechnit de nossa autoria. Esta font é de uma geometria muito simples e rigorosa, pelo que, foi a escolha ideal para representar um gabinete de arquitectura que prima pela simplicidade e qualidade nos seus projectos.
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O logótipo no site www.pormenor.net
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A produção de marcas e subsequentes logótipos é de tal forma uma actividade profícua e notória actualmente, que um designer de Orlando (EUA) Jason Dean criou um poster onde conjuga o alfabeto com marcas representadas por letras. O poster apresenta uma imagem simples e eficaz onde marcas como a Disney, a Coca cola, a Honda entre outras 22 pontuam cada uma a sua letra do alfabeto. Um pormenor muito bom é o facto do logótipo da Volkswagen representar ambas as letras V e W. Uma característica menos conseguida a nosso ver é ver logos fraccionados, isto é, por exemplo o logótipo da Ford está representado por um F retirado da tipografia típica da marca, é facilmente reconhecível mas no entanto seria mais inteligente usar marcas que se fazem representar somente por iniciais, como por exemplo a MacDonald’s e o seu famoso M “dourado”.
Ficam aqui mais imagens acerca do poster e das suas variadas facetas cromáticas.
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O poder da publicidade é enorme e as marcas ficam gravadas nas nossas memórias ainda que inconscientemente na maior parte das vezes. O culto das marcas e suas imagens tornou-se ao longo do século XX uma realidade e hoje em dia mais do que nunca, a importância de uma boa identidade corporativa é fulcral num mundo onde se distinguem os bons dos maus pela “cara” gráfica que têm.
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Este é o logótipo do Euro 2012 um evento em parceria entre a Polónia e a Ucrânia. É um trabalho feito por um grande estúdio de design e publicidade português, a Brandia Central que ganhou o concurso internacional que se estendeu durante cerca de um ano. Este logo segundo o autor (líder da equipa de designers), Hélder Pombinho, inspirou-se na wycinanka. Esta palavra estranha de origem polaca refere-se a uma prática comum ás zonas rurais dos dois países vizinhos ( Polónia e Ucrânia ) que consiste em fazer adornos folclóricos por recortes em papel. Os dois países estão representados por um par de tulipas com as respectivas cores das bandeiras e entre estas uma bola de futebol que partilha as mesmas formas das flores, participando na composição como uma terceira flor. Um elemento unificador e que dá uma grande coerência ao conjunto é a figura humana e a forma onde ela imediatamente se inscreve a qual encontramos dentro das três flores unidas também por um caule.
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É um logótipo com potencial, bem adaptado ao público que o evento representa, um pouco à imagem do logótipo do Euro 2004, existe uma familiaridade entre os dois que podemos notar no tipo de traço, grafismo, nas cores e gradientes e também no aproveitamento de um aspecto do artesanato dos países anfitriões.
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O título do logótipo esta bem conseguido também, é usada uma tipografia actual na qual foi personalizado o pormenor da junção ‘RO’, é um tipo de letra bem legível e pelas suas formas arredondados tem um visual descontraído em sintonia com o evento.
Concluindo, este logótipo embora não seja uma criação excepcional serve muito bem o seu propósito, tem poder gráfico é bem legível, identificável e foi desenhado por uma equipa portuguesa, facto este que não nos deixa passar sem um pouco de orgulho no nosso país e nas nossas mentes criativas.
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A ideomaSpray surgiu da ideia de construir uma font “stencil” mais sofisticada. Esta vontade deve-se à observação de um logótipo duma marca de máquinas de “stencil”, a MARSH.
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O tipo de letra deste logótipo deu azo à criação de um tipo de letra denominado “Cargo”, esta tipografia pegava literalmente no logo da Marsh e transformava-o no alfabeto completo uma vez que só existiam as letras que apareciam no logótipo. Podem ver a font no seguinte link: http://www.optimo.ch/pages/departement/view_font.php?id_categorie=2&id_font=1&id_font_type=5
Esta é a tipografia utilizada no logótipo dos “Urbanos” uma empresa de mudanças que tem uma imagem gráfica muito simples e muito forte.
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Gostávamos imenso desta font mas verificamos que o pormenor do corte entre as várias partes das letras não obedeciam à regra de terem sempre uma componente curva. Projectamos a ideomaSpray como uma font que assume sempre essa característica de possuir pelo menos um corte em curva em cada caractere. A base para a ideia foi a Cargo no entanto as nossas letras não se baseiam nesta tipografia, houve um construção de cada letra de raiz. Houve uma modernização da tipografia, com formas mais fluídas e mais simples.
Esta font teve uma grande aceitação pelo público tendo tido 31,692 downloads até agora no http://www.dafont.com/ideoma-spray.font. A tipografia teve tanto sucesso que tivemos inúmeros pedidos para uso comercial, desde os Estados Unidos da América, passando pela Inglaterra, Brasil, Índia até Hong Kong. Foi nesta última localização que desenvolveram um livro de grande qualidade acerca de design (Design Play) em que utilizaram a ideomaSpray na capa do mesmo.
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É com um grande orgulho que vemos este nosso trabalho a cativar mentes criativas pelo mundo inteiro.
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Está aí a imagem da Cimeira de Copenhaga, um evento de grande importância para o futuro do nosso planeta, isto é, se os países mais renitentes em aceitar que a natureza é mais importante que o capital tomarem consciência disto. Os Estados Unidos da América encabeçam o problema, com uma população de 5% do total global produzem níveis de poluição na ordem dos 25% do total global! É um grande passo para a humanidade se sair desta cimeira resoluções que travem o deterioramento que vemos acontecer todos os dias.
Passando a assuntos mais técnicos, o logótipo da cimeira está bem conseguido. Vemos nele um planeta que é um emaranhado de fios, um jogo intrincado de inter-relações, um sem número de acontecimentos que geram um novelo confuso e caótico. Pensamos que houve por parte do estúdio de design uma preocupação em relação à economia de meios na elaboração desta marca, tanto o símbolo do globo como a tipografia utilizada são formados por linhas finas muito depuradas.
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De igual modo na publicidade do evento vemos linhas muito contidas, de um essencialismo gráfico que nos leva a pensar na tinta que se poupou a produzir estes suportes publicitários. É com contentamento que vemos a preocupação acerca da nossa sustentabilidade como humanidade ser levada ao design gráfico e ser aplicada com coerência num evento que visa esse assunto.
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Estamos no bom caminho, esperemos que o “sacralizado” presidente dos E.U.A. queira ajudar neste processo ao aceitar as sugestões que o mundo tem para lhe dar.
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Este é um trabalho da Interbrand uma das maiores empresas de branding do mundo, os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 vão ter lugar na cidade russa de Sochi e a imagem criada para este evento é a que podemos ver nas imagens em baixo.
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Pensamos que, apesar de ser um logótipo muito plano e simples e que falha um pouco em termos de rigor na tipografia, as opções elaboradas para a imagem da marca têm um grande potencial. Como podemos ver pelas imagens o uso de triângulos em gradiente com tons familiares à neve resulta muito bem quando aplicado nos mais diversos suportes. É um trabalho de grande simplicidade, que não prima pela espectacularidade mas que serve bem o propósito, tem força como marca, identifica-se bem como logótipo de jogos olímpicos e introduz uma inovação o “.ru” no título. Esta introdução permite ao observador fazer a relação entre os jogos e o website dos mesmos, uma característica que nos parece muito actual e bem pensada. Deverá ser um logo que não criará grandes ondas na opinião pública uma vez que não choca mas também não é inteiramente cativante, um trabalho dentro da média.
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O logótipo em questão é o que vemos na figura em cima, este símbolo foi criado para o evento do Tratado de Lisboa. Não é recente, visto que foi apresentado em 2007 pela altura da cimeira do Tratado em Lisboa mas está de novo presente nos nossos ecrãs de televisão, jornais e revistas. Desde a primeira impressão algo nos pareceu incorrecto, a palavra Lisboa estava adulterada, parecia estranha de alguma forma. Não foi necessária uma análise muito cuidada para perceber que o que tínhamos à frente era mais aproximado da palavra LisboaL do que de Lisboa. O recurso ao enquadramento da palavra entre dois ângulos rectos levou os criadores desta marca a acrescentar no término da letra A uma espécie de L inverso, esta modificação transformou indubitavelmente a palavra inicial e converteu-a num signo estranho e pouco legível. Esta situação agrava-se se tivermos em conta que este logótipo é visto pela Europa inteira e até pelo mundo inteiro, pessoas que não estão familiarizadas com a nossa língua e que, muitas delas, vão certamente achar que Lisboal é a capital do nosso país.
O restante trabalho gráfico ligado a este tratado tem um nível muito alto, os criadores optaram por usar a imagem elaborada para presidência portuguesa da União Europeia.
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A equipa que criou este logótipo em cima que logicamente será a mesma que criou o logótipo do tratado não manteve a consistência existindo um profundo desnivelamento gráfico entre as duas, este ícone da flor está muito bem conseguido e foi utilizado para formar a bandeira de cada país com uma composição rica em transparências e sobreposições.
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Consideramos este trabalho um flop no panorama da exportação de uma imagem de seriedade e competência de Portugal para os olhos do mundo, devia ter havido uma maior consciência da abrangência do logótipo que é como já dissemos, global.
Um trabalho que vai ser apercebido por um grande número de pessoas de outras línguas tem que primar pela legibilidade acima da aparência, será que a capital de Portugal se tornou Lisboal ou Lisbonl por esse mundo fora?
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A abordagem para a construção deste logótipo começou por uma premissa muito importante, o uso da cor vermelha. A marca estava registada com esta cor e não podíamos contornar esta condicionante. O título Horizonte Chic é muito extenso pelo que a primeira decisão foi usar as iniciais HC como ícone da marca, a partir daqui o projecto desenvolveu-se em torno destas duas letras. O tema Horizonte deu origem ao uso de um traço de desenho espontâneo que sublinha o HC. Dentro do H encontramos no espaço negativo um lugar onde se poderia inscrever uma pequena referência ao ramo da imobiliária, uma casa, símbolo corrente deste tipo de negócio. Ficamos com uma casa que se implanta numa espécie de pequeno monte. O título Horizonte Chic é colocado ao lado da ilustração e respeita os alinhamentos de altura do logótipo, o subtítulo Mediação Imobiliária, Lda está colocado estrategicamente no prolongamento da linha vermelha criando assim uma continuidade natural entre os dois elementos.
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Brevemente colocaremos aqui o trabalho da aplicação do logótipo nos suportes da identidade corporativa e também esquemas e fotos dos reclames luminosos da loja
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Foi-nos pedido pelo cliente um logótipo que transmitisse o espírito do negócio, um ginásio só para mulheres. Pediu-nos que retrata-se uma figura feminina activa,energética, elegante, dinâmica, positiva, um ideal a que as mulheres que usarem o ginásio podem ascender.
O trabalho criativo começou por encontrar uma pose para a figura feminina, houve uma apresentação de várias poses das quais a escolhida foi a que está representada no logo.
Inicialmente a figura não estava contida no circulo, esta versão apareceu posteriormente para conferir ao símbolo uma força gráfica superior visto o traço da ilustração ser muito fino e delicado. O circulo é por excelência a melhor forma para se inscrever um logótipo, é uma forma que não tem acidentes, todos os olhares são levados para o seu centro. Este trabalho foi um processo de muito diálogo com o cliente que se interessou bastante pelas etapas da sua elaboração e quis estar presente em todas elas. A cor fez parte deste paralelismo entre a Logotipo.pt e o cliente, foram testadas várias cores sempre dentro da imagética feminina das cores quentes, desde o laranja aos roxos. A cor escolhida foi a que vemos no logótipo, os tons estão entre o purpura e o rosa que se misturam num gradiente que confere uma grande dinâmica ao logótipo visto o circulo ser uma forma estática.
depois de maturado o logótipo, partimos para a elaboração de toda a identidade corporativa inclusivamente um desdobrável promocional e a decoração das montras no local do ginásio. Em breve colocaremos aqui elementos relativos a essa parte do trabalho.
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Na logotipo.pt acreditamos que os logótipos devem ter a maior carga simbólica possível para cada caso tentamos ligar o ícone que criamos à área de negócio do cliente.
O logótipo dos Medicamentos Genéricos neste ponto de vista é um caso paradigmático, os criadores deste logótipo conseguiram um símbolo que é baseado no G de Genéricos e ao mesmo tempo é a imagem gráfica de uma comprimido com a tipíca dobra de divisão em duas doses. Este jogo gráfico confere ao logótipo um poder conceptual e visual muito forte que aliando ao uso da cor púrpura uma cor com familiares ligações ao ramo farmacêutico se torna um ícone perfeito para o que se propõe representar.
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Como podemos observar e não sabemos qual dos logótipos é o mais antigo estes dois logótipos são algo semelhantes na forma sendo os dois a representação estilizada de um G. No caso da Generis se houve intenção de transformar o G num comprimido esta não é evidente e parece-nos que não é o caso, o travessão do G não está suficientemente vincado para parecer um comprimido, neste caso o G é um serpente (e agulha hipodérmica?) outro dos símbolos mais frequentes no ramo farmacêutico. Apesar de ter um simbolismo mais intrincado este logótipo não se encontra ao nível do dos Medicamentos Genéricos o design gráfico deste é muito superior em perícia ao da Generis e torna-se um modelo para qualquer designer gráfico que pretenda atingir um bom nível criativo e visual.
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A MSN é uma marca conhecida por um grande número de pessoas visto que está fortemente presente na internet com o seu programa de live chat. O antigo logótipo era de grande qualidade, uma borboleta colorida que acompanhava o título MSN em minúsculas na tipografia Arial Black Italic ou equivalente em azul. Este logótipo construía-se a partir do uso profuso de cores do lado esquerdo as frias em harmonia com o título e à direita as quentes contrapondo um pormenor de contraste que só dava força ao logo. A transparência e sobreposição de cores é utilizada de modo a permitir uma melhor fusão das quatro cores.
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O novo logótipo conseguiu acrescentar qualidade ao antigo a borboleta tornou-se mais abstracta, perdeu o corpo e ficaram apenas as asas com um grafismo mais fluido e mais moderno, o título vestiu a cor cinza e é usada um tipo de letra que não conseguimos identificar, (talvez seja uma construção propositada para o logo). Nas asas as cores quentes passaram a estar no lado esquerdo e as frias do lado direito, a nova coloração neutra do título permitiu que esta troca fosse feita. O logótipo parece-nos que seguiu o caminho natural na evolução, a marca é sobejamente conhecida e já foi interiorizada por todos, o novo logo vai pegar no supérfluo e retira-lo do grafismo, o resultado é um passo em frente, um símbolo facilmente identificável, mais actual, mais fresco e que aguenta bem a responsabilidade que carrega. A única falha que temos a apontar é o facto da perspectiva da borboleta dar a sensação que ela está atrás do título e não pousando no título vinda pela frente, como não é muito comum esta opção torna-se uma relação título/ símbolo um pouco estranha.
Vamos ver até onde esta borboleta vai voar visto que as críticas pela web não são nada favoráveis, facto que na Logotipo.pt não entendemos.
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A desgraça Ibérica!
Falamos em desgraça porque vemos neste símbolo gráfico toda a mediocridade que por vezes somos capazes de transmitir ao mundo! Carlos Queirós treinador da nossa selecção deixa-nos estas sábias palavras “Temos de ser os melhores em tudo, logótipo, organização, preparação, jogadores, treinadores, público, imprensa. Há a necessidade de sermos todos responsabilizados”. O problema é que começamos mal, o logótipo não me parece ser o melhor, pode suceder que os demais candidatos tenham o infortúnio de conseguir provas gráficas piores, mas é pouco provável e os responsáveis são os júris dos dois países ibéricos que escolheram este logótipo de entre 5 outras hipóteses apresentadas por 3 empresas espanholas e 3 portuguesas segundo a imprensa mais informada.
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Não é nosso hábito criticar sem apresentar argumentos construtivos e começamos por atestar o bom nível de design da empresa criadora do logótipo, a Euro RSCG que criou anteriormente o excelente logótipo do Portugal Euro 2004 e é a agência escolhida para o design de grandes clubes de futebol como é o Benfica.
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Apesar da gritante e evidente falta de profissionalismo e nível gráfico, a ideia de juntar os dois países num símbolo parece-nos óbvia e acertada, as cores de igual modo são resultado natural desta junção de bandeiras, a forma circular está explicado pelo próprio contexto. O resultado é a nosso ver medíocre e amador e passo a explicar a nossa perspectiva de designers profissionais: o logótipo vive de sobreposições, as “pinceladas” que os autores foram buscar aos pintores Joan Miró espanhol e José de Guimarães português, pares segundo a agência de design, ímpares a nosso ver quer a nível cronológico quer a nível representativo. Miró é uma referência mundial vastamente conhecida e estudada, um dos artistas mais importantes do século XX, José de Guimarães apesar de ser um artista inovador, original e estar no expoente máximo da pintura e escultura actual portuguesa não chega a ser o Miró português e é aqui que a comparação entre os estilos de pintura entre estes dois óptimos artistas nos parece fortuita e pouco honesta, parece-nos ser um argumento arranjado para explicar o trabalho e não um argumento da sua geração. Os criadores deste símbolo chegaram a um resultado que nos sugere a confusão visual e sem pregnância, a qualidade gráfica das “pinceladas” revela-se numa falta de veracidade e coerência em que umas pinceladas têm transparências e outras não, as pinceladas maiores que simbolizam a bandeira lusa são a mesma forma o que não é muito usual quando pintamos uma vez que todas as pinceladas têm configurações diferentes. As partes do todo tornam-se simplesmente formas irregulares e dificilmente reconhecidas como elementos da obra dos pintores acima referenciados. É uma tarefa muito difícil criar um bom logótipo com estas três cores pois são muito contrastantes e pouco harmoniosas, talvez por isso o logótipo do Euro 2004 não usasse esta combinação, é uma tarefa difícil mas não impossível. neste caso as cores não foram combinadas da melhor forma nem nas proporções mais aconselháveis, podemos ver um exemplo de um bom logótipo com estas cores:
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Neste logótipo temos representada a nossa bandeira de uma forma subtil em que o amarelo é habilmente incluído no verde.
Em termos mais pragmáticos, (voltando ao logótipo em questão), o título 2018- 2022 tem uma grande falta de legibilidade pois o branco sobre fundo amarelo é uma situação a evitar para texto uma vez que são dois tons que se fundem e as letras perdem a forma.
Não aprofundando muito o assunto, lamentamos ser este a nossa “cara” perante o mundo que vai ser o nosso juiz para nos conferir a honra e oportunidade de voltarmos a ser (embora que fraternalmente com os “nuestros hermanos”) anfitriões do maior evento futebolístico do globo. As premissas do conceito para a criação do logótipo parecem-nos boas mas o resultado é francamente aquém do que nos precisamos para sermos os melhores mas é “Uma escolha que a organização considerou ser a mais feliz”, talvez a incompetência maior esteja em quem escolheu! E que belo era o logótipo do Euro 2004, dirão os nostálgicos. A Euro RSCG está em baixo de forma dirão as mentes mais futebolísticas.
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