Logótipo para Campanha de Voluntariado da Cáritas

 


Fomos contactados pela Cáritas de Vila Viçosa para desenvolver a identidade gráfica da sua campanha de Natal de 2010 e seminário com o tema do Voluntariado. Foi com um enorme prazer que aceitamos o desafio. O repto foi-nos colocado com o objectivo de inicialmente criar um logótipo representativo do Voluntariado e Espírito de Solidariedade e de Ajuda ao Próximo. Posteriormente era também pedido o cartaz da mesma campanha e respectivo spot televisivo.

Falando do logótipo podemos dizer que foi criado com o intuito de simbolizar o espírito da Cáritas, de união, caridade, empreendedorismo e ajuda ao próximo. A ideia é clara, um círculo onde aparecem inúmeras mãos de diversas cores a criar uma imagem de união, na geometria deste logótipo podemos "ver" a matriz do logótipo da Cáritas (a cruz em baixo), ou seja, a cruz com as chamas.

 

 

O que procuramos foi um logo que retratasse bem aquilo que se proponha, isto é, o "chamamento" de voluntários para ajudar quem mais precisa. O logo teria que ser alegre, teria que representar diversidade e acima de tudo apelar ao sentido de civismo e responsabilidade que todos temos para com os nossos concidadãos mais necessitados que, neste momento de crise se multiplicaram em relação a outros anos.

 

 

A Cáritas gostou bastante das várias propostas que lhes esboçamos e ficaram com um segundo logótipo para o seu Banco de Voluntários. Este logótipo é como podem reparar mais uma vez baseado na forma do logo da instituição com uma cruz "em negativo" de onde irradiam raios de cor a substituir as chamas.

 

Este é o cartaz da campanha da Cáritas.

Podem ver o "spot" nesta ligação:


 
 
 

Identidade Papa Bento XVI Portugal 2010

A visita do Papa Bento XVI a Portugal é um evento deveras notório e notável para o nosso país, um evento deste calibre exige um trabalho de construção de uma identidade capaz de representar quer o Papa e a instituição que ele simboliza quer o talento e criatividade portugueses.

O logótipo construído para este evento esteve a cargo de Xavier Nunes experiente designer que nos explica que procurou acima de tudo simplicidade, sobriedade e positividade. O logótipo dá atenção em primeiro lugar ao nome do Papa “Bento XVI” em segundo lugar o título “Papa” e por fim o local e data da visita “Portugal 2010”, para completar a composição existe uma cruz grega na parte superior. Estes elementos tipográficos estão dispostos de maneira a formar uma cruz, ou o “sinal da bênção” usando as palavras do próprio designer, uma solução que apesar de óbvia nos parece muito bem conseguida uma vez que a cruz tem alguma complexidade e dinâmica não tendo a geometria “correcta” da cruz latina, isto é um dos braços laterais é maior que o outro. A tipografia utilizada na construção do logótipo é a “Prelo” do designer português Dino dos Santos um tipo de letra sóbrio, legível, contemporâneo e com uma grande variedade de espessuras o que lhe dá uma polivalência importante num trabalho desta natureza.

Esta versão insere o logo original numa forma ovaloíde de cor dourada que nos parece ter ido buscar o contorno do “O”, a cruz grega que pontua o topo da composição sobe até à borda do fundo. Nesta versão encontramos um pormenor que nos deixa um pouco reticentes, a cruz no local onde foi colocada dá uma ligeira impressão de ter o braço do topo um pouco mais comprido e por isso configura uma cruz invertida, claro que isto é um pormenor que ninguém vai considerar e que só notamos aquando uma análise mais profunda como a que estamos a elaborar com este texto.

Concluindo, consideramos este trabalho muito bem conseguido, houve uma ideia forte que configurou o logótipo e que tem toda a legitimidade, foi escolhida uma tipografia que além de ter muito potencial para o caso ganha mais valor por ser de um designer português, as cores são bem escolhidas tendo em conta a natureza do evento e acabamos por referir que é um prazer ver trabalhos deste calibre a representar eventos cuja notabilidade é inquestionável mesmo sendo Portugal um país laico.

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Podem ver o manual de normas da identidade nesta ligação:

http://www.bentoxviportugal.pt/pdf/BentoXVI_NormaGrafica.pdf

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E uma curta entrevista a Xavier Nunes aqui:

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logotipo – design e criação de logotipos

Logótipos preferidos pelos nossos designers #2: Genéricos

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Na logotipo.pt acreditamos que os logótipos devem ter a maior carga simbólica possível para cada caso tentamos ligar o ícone que criamos à área de negócio do cliente.

O logótipo dos Medicamentos Genéricos neste ponto de vista é um caso paradigmático, os criadores deste logótipo conseguiram um símbolo que é baseado no G de Genéricos e ao mesmo tempo é a imagem gráfica de uma comprimido com a tipíca dobra de divisão em duas doses. Este jogo gráfico confere ao logótipo um poder conceptual e visual muito forte que aliando ao uso da cor púrpura uma cor com familiares ligações ao ramo farmacêutico se torna um ícone perfeito para o que se propõe representar.

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Como podemos observar e não sabemos qual dos logótipos é o mais antigo estes dois logótipos são algo semelhantes na forma sendo os dois a representação estilizada de um G.  No caso da Generis se houve intenção de transformar o G num comprimido esta não é evidente e parece-nos que não é o caso, o travessão do G não está suficientemente vincado para parecer um comprimido, neste caso o G é um serpente (e agulha hipodérmica?) outro dos símbolos mais frequentes no ramo farmacêutico. Apesar de ter um simbolismo mais intrincado este logótipo não se encontra ao nível do dos Medicamentos Genéricos o design gráfico deste é muito superior em perícia ao da Generis e torna-se um modelo para qualquer designer gráfico que pretenda atingir um bom nível criativo e visual.

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Logótipo da candidatura Ibérica ao mundial de futebol 2018-2022

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A desgraça Ibérica!

Falamos em desgraça porque vemos neste símbolo gráfico toda a mediocridade que por vezes somos capazes de transmitir ao mundo! Carlos Queirós treinador da nossa selecção deixa-nos estas sábias palavras “Temos de ser os melhores em tudo, logótipo, organização, preparação, jogadores, treinadores, público, imprensa. Há a necessidade de sermos todos responsabilizados”. O problema é que começamos mal, o logótipo não me parece ser o melhor,  pode suceder que os demais candidatos tenham o infortúnio de conseguir provas gráficas piores, mas é pouco provável e os responsáveis são os júris dos dois países ibéricos que escolheram este logótipo de entre 5 outras hipóteses apresentadas por 3 empresas espanholas e 3 portuguesas segundo a imprensa mais informada.

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Não é nosso hábito criticar sem apresentar argumentos construtivos e começamos por atestar o bom nível de design da empresa criadora do logótipo, a Euro RSCG que criou anteriormente o excelente  logótipo do Portugal Euro 2004 e é a agência escolhida para o design de grandes clubes de futebol como é o Benfica.

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euro2004

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Apesar da gritante e evidente falta de profissionalismo e nível gráfico, a  ideia de juntar os dois países num símbolo parece-nos óbvia e acertada, as cores de igual modo são resultado natural desta junção de bandeiras, a forma circular está explicado pelo próprio contexto. O resultado é a nosso ver medíocre e amador e passo a explicar a nossa perspectiva de designers profissionais: o logótipo vive de sobreposições, as “pinceladas” que os autores foram buscar aos pintores Joan Miró espanhol e José de Guimarães português, pares segundo a agência de design, ímpares a nosso ver quer a nível cronológico quer a nível representativo.  Miró é uma referência mundial vastamente conhecida e estudada, um dos artistas mais importantes do século XX, José de Guimarães apesar de ser um artista inovador, original e estar no expoente máximo da pintura e escultura actual portuguesa não chega a ser o Miró português e é aqui que a comparação entre os estilos de pintura entre estes dois óptimos artistas nos parece fortuita e pouco honesta, parece-nos ser um argumento arranjado para explicar o trabalho e não um argumento da sua geração. Os  criadores deste símbolo chegaram a  um resultado que nos sugere a confusão visual e sem pregnância, a qualidade gráfica das “pinceladas” revela-se  numa falta de veracidade e coerência em que umas pinceladas têm transparências e outras não, as pinceladas maiores que simbolizam a bandeira lusa são a mesma forma o que não é muito usual quando pintamos uma vez que todas as pinceladas têm configurações diferentes. As partes do todo tornam-se simplesmente formas irregulares e dificilmente reconhecidas como elementos da obra dos pintores acima referenciados. É uma tarefa muito difícil criar um bom logótipo com estas três cores pois são muito contrastantes e pouco harmoniosas, talvez por isso o logótipo do Euro 2004 não usasse esta combinação, é uma tarefa difícil mas não impossível. neste caso as cores não foram combinadas da melhor forma nem nas proporções mais aconselháveis, podemos ver um exemplo de um bom logótipo com estas cores:

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Neste logótipo temos representada a nossa bandeira de uma forma subtil em que o amarelo é habilmente incluído no verde.

Em termos mais pragmáticos, (voltando ao logótipo em questão), o título 2018- 2022 tem uma grande falta de legibilidade pois o branco sobre fundo amarelo é uma situação a evitar para texto uma vez que são dois tons que se fundem e as letras perdem a forma.

Não aprofundando muito  o assunto, lamentamos ser este a nossa “cara” perante o mundo que vai ser o nosso juiz para nos conferir a honra e oportunidade de voltarmos a ser (embora que fraternalmente com os “nuestros hermanos”) anfitriões do maior evento futebolístico do globo. As premissas do conceito para a criação do logótipo parecem-nos boas mas o resultado é francamente aquém do que nos precisamos para sermos os melhores mas é “Uma escolha que a organização considerou ser a mais feliz”, talvez a incompetência maior esteja em quem escolheu! E que belo era o logótipo do Euro 2004, dirão os nostálgicos. A Euro RSCG está em baixo de forma dirão as mentes mais futebolísticas.

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