Estão aí as Presidenciais De 2011 e com este acontecimento aparecem os logótipos das candidaturas e as cores da nossa bandeira são postas à prova. Como é evidente uma imagem de marca para um candidato à presidência de um país passa pela procura da identidade desse país e as cores da nação são as cores da bandeira, uma combinação que já tivemos oportunidade de referir que é muito difícil de trabalhar visto ao contraste muito acentuado entre o vermelho e o verde uma vez que são cores complementares. Vamos falar muito superficialmente dos vários casos das candidaturas que empregaram design gráfico profissional, os demais apenas podemos dizer que entendemos a falta de recursos. Para não ferir susceptibilidades optamos por colocar os candidatos por ordem alfabética mediante a designação no logo.
Em primeiro lugar temos o logótipo do actual presidente Aníbal Cavaco Silva onde optaram de uma maneira muito simples colocar três elementos coloridos, como três bandeiras uma de cada cor recorrentemente utilizadas para representar Portugal, isto é, o verde, o amarelo e o vermelho. Estes elementos têm uma simulação de movimento e terceira dimensão pela configuração ondulante das tiras coloridas como se estivessem a sofrer a acção do vento. A tipografia utilizada é de aspecto muito formal, serifada representando muito bem o carácter da candidatura.
Em segundo lugar temos na nossa opinião o logótipo mais original, um logo que recusou o uso das cores convencionais e focou-se apenas nos tons quentes. O símbolo que acompanha o título parece-nos ser uma espécie de flor que apresenta um grafismo bem trabalhado que inclusivamente tem uma simulação 3D em que vemos uma das pétalas a sobrepor sombra a outra. A tipografia é forte, bem marcada, aposta numa modernidade com um pouco de formalismo, mais uma vez pensamos que captaram bem a essência da candidatura de Fernando Nobre.
O logótipo do candidato Francisco Lopes é o único que não utiliza o duo símbolo/ tipografia, aqui optaram por colocar a identidade portuguesa no "11" do 2011. Os dois algarismos transformaram-se em duas pinceladas espontâneas que muito singelamente introduzem o contexto e cerimónia do evento. Neste logo vemos o único traço "handwritten" do conjunto das candidaturas. A tipografia neste caso é o elemento principal da composição cujo enfoque está no 2011 como já vimos, o nome do candidato é bem legível num tipo de letra sofisticado, com formalidade mas ao mesmo tempo com actualidade.
Concluindo, as campanhas fazem-se como de habitual com as cores da bandeira, as cores que vemos nos logótipos relativos ao governo e aos eventos nacionais, existe a excepção da candidatura de Fernando Nobre que curiosamente é o único candidato que entra na política com esta campanha. A qualidade destes logótipos é indubitável e podemos perceber como o design gráfico e o marketing tem poder no processo de convencimento do público-alvo que neste caso são todos os eleitores.





