Novo logótipo da SIC

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A subtileza do “tudo na mesma”.

A SIC, Sociedade Independente de Comunicação, fez 26 anos muito recentemente e com esse aniversário houve uma mudança de imagem gráfica, ainda que subtil. O logo da SIC tem o aspecto gráfico quase inalterado desde 92, o ano de aparecimento da SIC, a nova versão mantém esse grafismo. O logótipo inicial foi criado pelo designer alemão sediado no Brasil, Hans Donner. Este designer é conhecido pelos seus trabalhos na rede Globo. É seu o design do logótipo da Globo de 1975 e que ainda hoje é utilizado com as devidas actualizações ao longo das décadas.

O logo inicial de Donner e o mais actual do mesmo designer.
O logo inicial de Donner e o mais actual do mesmo designer.

O logótipo da SIC desde 92 conta com as 3 letras SIC com uma ligação em arco que vai do S ao C. A cor do logo lembra o exuberante arco íris da Globo mas é mais contido, um gradiente que vai do azul ao amarelo, passando pelo roxo, vermelho e laranja. Nos anos 80 e 90 havia uma tendência para este tipo de cromatismo e as identidades gráficas de televisões muitas vezes recorriam a este excesso cromático devido ao paralelismo com a tecnologia dos ecrãs CRT que misturavam o verde, vermelho e azul.

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Há pouco a dizer sobre a evolução do logo nestes 26 anos, sendo que esta última é a mais visível. O tipo de letra é diferente, mais simples e legível, e o ângulo de perspectiva do arco torna-se menor. Dá para ver bem esse ajuste no vídeo em baixo. O trabalho foi desenvolvido internamente, pela equipa de design gráfico da SIC.

https://sicnoticias.sapo.pt/cultura/2018-10-06-Esta-e-a-nova-imagem-da-SIC

Pelo que percebemos a mudança foi bem recebida pelo público geral que normalmente é pouco atreito a grandes mudanças e que com certeza nem vai dar pela diferença nos seus ecrãs. Entre os profissionais de design a recepção do novo logo foi mais conturbada, este foi acusado de ter sido uma mudança sem coragem e que mantém uma imagem atávica que segue as tendências dos anos 90 em vez de se actualizar para o tipo de design actual que se baseia da bidimensionalidade e simplicidade.

A nossa opinião é que o logótipo está melhor que o seu antecessor, gostamos do ajuste na perspectiva tridimensional e simplificação das letras. Apesar disso consideramos que a evolução poderia ter sido mais ousada mesmo não sucumbindo aos “dogmas” das tendências actuais. Entendemos a pressão das tendências gráficas do momento e lidamos com elas todos os dias no nosso trabalho. No entanto não concordamos que essas tendências devam ser seguidas “cegamente” porque há o risco da uniformidade do panorama gráfico e isso retira impacto às marcas.

Conclusão, entende-se a vontade de evoluir e de se actualizar da SIC mas de uma forma subtil que não ousa perder o fio condutor da sua história. Há uma clara continuidade com o passado e uma recusa da ruptura gráfica. “Nihil novi sub sole”.

Ficamos a aguardar o próximo passo nesta história visual da SIC.

Como criar um bom logótipo | 10 Passos

 

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A nossa odisseia criativa desvendada!

Este artigo vai mostrar o nosso método de trabalho recorrendo ao processo de criação do logótipo do hostel Espírito Santo Flats em Angra do Heroísmo nos Açores. Este logotipo foi criado há alguns meses e foi um trabalho que deu imenso prazer desenvolver devido às premissas do cliente que se relacionavam com o local onde se implanta o edifício do hostel.


10 Passos para Criar um Logotipo

1. Ter as ferramentas correctas

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Uma das coisas mais importantes para quem trabalha na área de design de logótipos e identidades gráficas é o software que utiliza. É uma questão bastante sensível mas o consenso é que o Adobe Illustrator é o melhor software para trabalhar com desenho vectorial. Este tipo de desenho permite ser replicado em qualquer tamanho sem perder qualidade em monitor ou na impressão.
Existem outros programas como o Corel Draw (pago tal como o Adobe Illustrator) e ainda outros como o Inkscape (gratuito/ open-source).
Além do software e respectivo computador uma boa caneta (ou lápis…) e um bom caderno também ajudam bastante a testar ideias e a desenvolver a criatividade. O desenho à mão é uma excelente maneira de materializar o pensamento e testá-lo ao mesmo tempo.

Nota: programas como Word, Powerpoint, Paint e outros desta natureza não são ideais nem aconselhados para criar um bom logotipo e portanto normalmente o resultado de trabalhos neste tipo de software é mau a nível de grafismos e a nível de qualidade de impressão.

2. Obter a informação certa da parte do cliente

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Este passo é extremamente importante porque é aqui que vamos obter do cliente aquilo que ele tem em mente. Mesmo que o cliente não saiba o que quer podemos saber, pelo menos, o que ele não quer.

Ter preparado um bom questionário com perguntas directas e sucintas é uma ferramenta excelente para ter uma boa base de trabalho para obter um resultado de qualidade e que vá de encontro àquilo que o cliente quer.

Aqui na Logotipo.pt o questionário inicial que enviamos aos nossos clientes é :

  • Nome específico da empresa e subtítulo da mesma se tiver;
  • r: Espírito Santo Flats
  • Área de actuação da empresa;
  • r: Empresa de Alojamento Local, que detém neste momento três apartamentos
  • Se tem algum exemplo dentro ou fora do nosso portefólio que ache pertinente mencionar;
  • r: Não tenho
  • Se há alguma cor de uso obrigatório
  • r: As cores que tenho preferência, são verde e branco, mas não sendo obrigatório 
  • Se há algum símbolo ou forma de uso obrigatório;
  • r: Não tenho qualquer símbolo obrigatório mas nesta zona há uma bela paisagem, muita história e muita arquitectura interessante
  • Outra informação que considere importante;
  • r: Não tenho

Nota: Algumas vezes um cliente diz-nos que nós é que somos os criativos e por isso não nos vai dar pistas. Esta atitude por parte do cliente é errada e meio caminho andado para que o designer não consiga perceber o que o cliente procura. Nestes casos devemos insistir na obtenção de informação ou então arriscamo-nos a não conseguir apresentar esboços satisfatórios ao cliente.

Temos outro questionário mais extenso para os serviços que incluem o naming (criação de nome da marca) como ponto de partida. Encontrar um bom nome para uma empresa é uma tarefa muito complexa e requer muita informação acerca da mesma.

3. Pesquisar sobre os vários aspectos do contexto

 

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Depois de obter a informação sobre a empresa e preferências do cliente o primeiro passo é pesquisar acerca da mesma e do contexto na qual se insere. No caso do Espírito Santo Flats houve uma pesquisa não só acerca de hostels mas também acerca do local onde este hostel específico se insere. Neste caso tivemos que investigar Angra do Heroísmo visto que o edifício está num local muito pitoresco imediatamente ao lado da Igreja da Misericórdia. Existe uma vista espectacular para a Baía da Angra e para o icónico Monte Brasil. Além da paisagem e do património arquitectónico da vizinhança como a belíssima Igreja da Misericórdia e o pátio da Misericórdia, o próprio edifício do hostel tem muito charme e uma cor característica que contrasta e ao mesmo tempo se harmoniza com as inúmeras soluções cromáticas do edificado vizinho. Nesta pesquisa obtivemos tudo aquilo que necessitávamos para a criatividade começar a fluir. Chegamos ao pormenor de ver detalhes decorativos do edifício visto que é um edifício especial e com história.

Pesquisamos também acerca da denominação, Espírito Santo, o porquê de o nome ser este e até como é que durante a história o Espírito Santo foi representado pela arte. Tipicamente como uma pomba branca.

4. Começar sempre a esboçar à mão

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Se quer criar um bom logótipo, no inicio do processo criativo deixe o computador para depois, começar a esboçar não é uma actividade que apareça apenas depois da pesquisa, normalmente mal temos uma encomenda as ideias começam de imediato a surgir e a ser esboçadas em papel. Quem gosta de desenhar tem uma grande vantagem e usa o desenho como auxiliar do pensamento e da criatividade. Há muitas vezes clichés clássicos que aparecem mal se fala num determinado contexto. Neste caso a tal Pomba Branca a representar o Espírito Santo. A pesquisa vai fazer brotar muitas ideias algumas das quais vão coincidir com as ideias iniciais mas outras vão ser mais qualificadas e mais originais porque se inspiram em dados mais específicos. Começamos por estudar a igreja da Misericórdia visto que tem um tipo de arquitectura muito próprio dos Açores e tem uma cor muito sui generis que dá logo representatividade ao local e ao hostel. Depois de olhar para o hostel desde a praça, no Google Street View, decidimos olhar para a paisagem da baía e depois de dentro do edifício para fora e retratar a baía da Angra do Heroísmo. Também fomos ao pormenor decorativo tal como já tínhamos mencionado no ponto anterior. As guardas das varandas do edifício do hostel têm um motivo interessante que é uma espécie de nó geométrico ao estilo Art Deco que nos pareceu ter potencial.

Clichés clássicos normalmente dão origem a bons logótipos

Visto que são clichés porque se encontram no imaginário colectivo de uma determinada comunidade. Há clichés tão cimentados que tornam certo tipo de logótipo uma espécie de pictograma informativo, por exemplo, os stands utilizam até à exaustão a silhueta do carro! Ou as farmácias e a típica cruz verde. Há uma “luta” constante entre a dose de originalidade e a dose de familiaridade de uma marca. Por um lado as marcas querem ser originais, por outro querem ser representativas, isto apresenta um dilema a quem desenha o logótipo de uma marca visto que muitas vezes a boa representatividade está ligada a símbolos usados demasiadamente.

5. Esboçar no computador

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Após estarmos satisfeitos com um grupo de ideias queremos testá-las no ambiente do software de desenho vectorial, no nosso caso o Adobe Illustrator. Muitas vezes uma excelente ideia desenhada à mão não funciona com o rigor do computador e muitas vezes uma ideia que nos parece má num esboço manual pode resultar muito bem no computador. Trabalhar no computador nesta fase é muito bom para testar formas, cores e configurações visto que o software permite fazê-lo de forma muito rápida e competente. Outra questão é que paradoxalmente há ideias muito boas que não funcionam para certos casos e há ideias muito boas que não funcionam por falha do grafismo. Normalmente todos os estudos que fazemos são guardados de uma forma mais ou menos cronológica porque uma ideia que hoje nos parece má amanhã, com um pequeno pormenor diferente, pode melhorar e resultar bem.

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As cores deste local em particular são muito fortes e representativas e um dos esboços era basicamente uma estilização por nivelamento da rua onde se insere o hostel. Vemos o plano “azul real” à esquerda o plano amarelo-torrado do vizinho do hostel e com destaque no centro do círculo a moldura verde, o plano do chão num cinza escuro a representar os cubos de pedra da rua.

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O segundo esboço foi buscar a paisagem muito estilizada do monte Brasil e o seu reflexo na água com uma pomba “luminosa” representando o espírito santo, estes dois elementos são colocados dentro de um rectângulo no verde da tinta do edifício do hostel. Esta imagem é uma associação da paisagem ao edifício.

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A terceira proposta mostra a vista de uma janela para a baía como se fosse de dentro do hostel. Não é uma visão realista mas leva a relação do edifício com a paisagem um pouco mais longe visto que neste esboço temos a moldura verde do edifício.

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A nossa quarta proposta foi o tal pormenor da guarda das varandas dentro de um círculo, é um símbolo muito menos representativo do local mas muito mais íntimo para quem já conhece o edifício. Como se pode perceber tentamos sempre mostrar um leque diverso de opções para que o cliente possa perceber por onde prefere avançar.

 

6. Escolher uma boa tipografia 

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Uma coisa que surge de forma natural é a parceria símbolo/tipografia, muitas vezes mal desenhamos um símbolo já temos em mente o melhor tipo de letra para ele. No nosso modus operandi e salvo raras excepções tentamos sempre fazer com que o tipo de letra partilhe das características geométricas do símbolo. Um símbolo com ângulos vincados e uma geometria pura pede uma tipografia igualmente geométrica com ângulos vincados como a Futura por exemplo. Um desenho mais espontâneo e livre pede um tipo de letra manual como a Moon Flower, um símbolo clássico pede um tipo de letra com serifas como a Caslon, um símbolo simples e bidimensional pede um tipo de letra sem serifas e simples como a Avenir ou Frutiger. Por vezes queremos que haja um contraste entre o símbolo e a tipografia por alguma razão que justifique mas é raro isso acontecer. De referir que um símbolo simples e “minimal” pode ficar bem com qualquer tipo de letra.

Uma coisa que também influencia a escolha do tipo de letra é a extensão do título, se for muito extenso convém que seja um tipo de letra condensado para não ficar muito desproporcionado em relação ao ícone e formarem uma composição equilibrada.

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No caso do Espírito Santos Flats com o esboço 3 ( que foi o escolhido pelo cliente) utilizamos um tipo de letra muito simples e bem legível, a Montserrat. Como temos um símbolo com bastante “vida” a tipografia é sóbria, eficaz e partilha das características geométricas do desenho.

 

Para criar um bom logotipo deve evitar o uso de tipografias de má qualidade ou utilizadas excessivamente

Comic Sans, Papyrus, Calibri, Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana e maior parte das tipografias de sistema. Em caso de indefinição o melhor é sempre utilizar uma tipografia simples de boa qualidade como a Graphik ou a Montserrat.

 

7. Posição da tipografia em relação ao ícone 

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Este passo normalmente é dado com muita naturalidade entre duas opções, colocar o símbolo por cima do texto ou ao lado esquerdo do texto, estas são as duas configurações mais normais e que são “sentidas” como a regra de 99% dos logótipos. Apesar disso há outras opções mais originais, há logótipos que a própria tipografia contém um pormenor que lhe dá personalidade e que configura um logo, temos o exemplo da NOS, há também posicionamentos pouco ortodoxos com o texto por cima do símbolo como a Gucci, de símbolos à direita do texto como a Yelp.

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Nos que apresentamos para o Espírito Santo Flats utilizamos sempre o posicionamento tradicional do símbolo à esquerda e texto à direita muito por causa da extensão do texto que é muito comprido e que por isso dividimos em três linhas equilibrando a composição com o rectângulo da “janela”. Este posicionamento permite as aplicações em website, papel de carta etc sem grandes conflitos de equilíbrio da composição.

Nota: Muitas vezes uma das maneiras que temos de diversificar os esboços iniciais é fazer várias configurações, do tipo, fazer um esboço baseado apenas no texto do título da marca, opções com a associação de um ícone e um título que podem estar lado a lado ou por cima um do outro. Muito raramente o ícone é colocado à direita do título ou por baixo do mesmo devido a uma questão de “tradição” as marcas que o fazem correm o risco de serem consideradas “anormais” em vez do tão desejado original. Existem ainda outras opções como o texto estar inserido no próprio símbolo, o texto em torno do símbolo e todas as outras soluções que a criatividade de cada um permitir.


8. Escolher uma boa cor para o projecto

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Normalmente os nossos esboços de Logótipo à mão livre em papel não têm cor mas logo que começamos a esboçar no computador é de imediato adicionada uma ideia de cor que vai sendo trabalhada ao longo da maturação das formas. Se os clientes têm alguma preferência tentamos arranjar a melhor solução para a cor que indicaram, se consideramos que as cores escolhidas pelo cliente não vão funcionar tentamos alertar o cliente e oferecer alternativas. Existem muitas teorias acerca da cor que devemos conhecer mas que temos que ter espírito crítico acerca das mesmas porque existem estudos credíveis mas também proliferam na internet afirmações sem nexo. Muitas vezes estas afirmações estão ligadas a actividades sem qualquer validação científica como cromoterapia, Feng Shui entre outros. Há coisas óbvias como o azul ser uma cor com efeito apaziguador (por isso utilizada em contexto hospitalar) e o vermelho pelo contrário ser uma cor excitante. Existem teorias que uma empresa de sucesso em certa área ter que utilizar certa cor mas isso é contradito quando existem outras teorias que dizem que as empresas devem demarcar-se dos concorrentes pela diferença. Concluindo, no campo da cores, nós tentamos utilizar o bom senso para equilibrar a procura da representatividade com a procura da originalidade (tal como já mencionamos nas notas do ponto 4).

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No Espírito Santo Flats a cor era um elemento bastante importante porque o local onde se implanta é muito pitoresco e com cores muito sui generis. Para ligar de imediato o edifício físico ao logótipo decidimos utilizar a cor da pintura das molduras do edifício para simbolizar a janela e dentro da mesma colocamos o verde do monte Brasil e o azul do mar. Uma combinação de cores em harmonia que vai encontrar um paralelismo nas cores utilizadas no texto que fica do lado direito do símbolo.

9. Testar o potencial do logótipo em tamanhos pequenos, sobre fundos diversos

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Um passo muito importante para criar um bom logótipo é o teste de tamanhos, impressões, no monitor etc. Antes de testar nunca podemos estar certos de que um logótipo vai funcionar bem. O texto, subtítulos e pormenores deverão ser bem visíveis num tamanho mínimo, os contrastes deverão funcionar bem em fundo escuro e se isso não acontecer as cores deverão ser revistas para isso acontecer. Normalmente um logótipo sobre fundo escuro funciona de forma diferente da maneira que se relaciona com um fundo claro. É uma constatação básica da teoria da cor, o brilho e natureza dos tons varia se colocado num fundo branco ou fundo preto, os mesmos tons parecerão diferentes. Convém dentro dos mesmos tons afinar as cores que ficarão ligeiramente diferentes em cada um dos fundos (branco e preto).

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No caso do Espírito Santo Flats tivemos que fazer precisamente isto, o logótipo sobre fundo preto teve que mudar os tons para ter um bom contraste.

10. Fornecer os ficheiros correctos

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Depois de tudo estar definido falta apenas fornecer ao cliente todo o tipo de ficheiros que ele poderá necessitar para utilizar o logótipo e/ou identidade gráfica quer em suporte digital ou suporte físico. Fornecer ficheiros de alta definição e em formato vectorial é fulcral para que o cliente tenha a polivalência necessária para produzir o material que tiver em mente. É nosso hábito fornecer o ficheiro original editável em Adobe Illustrator e versões do mesmo em Pdf e Eps, fornecemos também imagens Jpeg e Png (imagem sem fundo) em alta definição.

Estes são os passos que utilizamos no nosso processo de construção de um logótipo, de referir que este processo não é linear como poderá parecer neste artigo, existe sempre um “vaivém” no qual enviamos os esboços, obtemos feedback do cliente e fazemos os acertos necessários. No processo de criação de logótipo é muito importante agirmos não só como executante do que o cliente pretende mas também como um consultor que aconselha as melhores opções e alerta o cliente para escolhas erradas. Como designers temos que perceber que maior parte das pessoas não estão familiarizadas com o nosso trabalho e muitas vezes querem soluções que não funcionam bem para as suas marcas. Um exemplo muito frequente é pedirem-nos para usar o amarelo sobre fundo branco, pedem também muitas vezes quando o símbolo é a letra inicial da marca para substituir a letra pelo símbolo, outro problema frequente são os subtítulos demasiado extensos. Quando o subtítulo é demasiado grande o logótipo em tamanhos pequenos não vai permitir que seja lido o subtítulo. O passo final nos nossos projectos é alertar o cliente para a possibilidade bastante presente que as impressões não coincidirem com o que o cliente está habituado a ver no monitor e que convém sempre que procederem a uma impressão de material pedirem prova de impressão para terem noção do resultado final. Como trabalhamos na maior parte dos casos à distãncia não costumamos escolher com o cliente o pantone. O que fazemos é dar uma sugestão e o cliente quando contacta uma gráfica afina as cores conforme acha melhor.

“um bom design parte sempre de um bom cliente”

Por fim, temos que dizer que o nosso objectivo é sempre que o cliente fique satisfeito e com um bom logótipo. Por vezes isso não é possível porque o cliente insiste numa solução má e aí tudo o que podemos fazer é levar o projecto até ao final.

 

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Novo logótipo da Fórmula 1

A toda a velocidade para trás?

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O novo logótipo da Fórmula 1 apareceu recentemente e de imediato gerou duas reacções antagónicas. O público em geral, na sua maioria detestou e pede para voltarem ao logo anterior, a maioria da “comunidade” dos designers gráficos adorou e acham-no muito mais flexível para desenvolver uma boa identidade corporativa! Alguns pilotos como Lewis Hamilton e Sebastian Vettel apareceram a dizer que preferiam o logo anterior por ser mais icónico.

Este novo logo foi desenhado pela Wieden+Kennedy e este está integrado numa estratégia de comunicação global da marca. Pelo que apuramos esta visão global de comunicação é uma estreia neste contexto. Anteriormente existia uma identidade corporativa mas sem um plano de aplicação com directrizes concretas.

Antes da decisão final que tornou oficial o logo em cima houve um trio de logos finalistas que podem ver em baixo. O que reuniu mais simpatia entre os designers gráficos foi o do meio. Por cá, dentro destas três propostas pensamos que subsistiu a melhor opção, a primeira.

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A polémica que se instalou entre os fãs de Fórmula 1 talvez se deva à grande qualidade do logótipo desenhado em 1987 pela Carter Wong Design.  Este tinha bastante representatividade apostando na simplicidade gráfica e num jogo inteligente de espaço negativo que encaixava o “F” no “1” de uma forma muito bem conseguida. O conjunto era completado por um rasto vermelho que indicava velocidade. A tipografia que acompanhava o logo estava muito bem integrada utilizando o ângulo do símbolo “F1”. Esta solução permitia manter a ilusão de velocidade dada pela inclinação da tipografia e pelo rasto vermelho.

artigo-F1-antigoO novo logótipo é demasiado abstracto para ser reconhecido enquanto “F1”. A leitura dos caracteres não é imediata e pode ser facilmente confundida com “FI”. Pensamos que os autores deste design quiseram demarcar-se demasiado da imagem antiga. Essa demarcação originou um choque entre o público fã da Fórmula 1. Talvez tivesse sido sensata uma opção que misturasse a ideia do logo antigo com um layout mais alongado como o novo. Poderiam ter modernizado o logo anterior mantendo a sua personalidade visto que não há nenhuma razão aparente para apostar numa ruptura tão vincada.

Apesar de haver uma boa aceitação pelos designers gráficos há bastantes versões “melhoradas” por estes, podem ver em baixo 3 dessas versões. Nitidamente não há um consenso quanto à melhor configuração do símbolo “F1” e há no geral uma tentativa de clarificar o “1”. Na nossa opinião a harmonia entre símbolo e tipografia é muito má visto que junta um logo “itálico” com bastante “velocidade” a um tipo de letra estacionário. A solução do logo anterior cuja inclinação do título estava em sintonia com o símbolo perde-se e cria-se uma contradição que opõe movimento e imobilidade.

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A nossa versão do logótipo actual mais perceptível seria esta e passaria também por tornar evidente o “1”:

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Entre os designers gráficos falou-se também bastante nas parecenças com logótipos como o do jogo Wipeout (embora não consigamos perceber onde!) e respectiva tipografia e  mais flagrantemente com a marca Futuro da 3M.

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Concluindo, apesar deste logótipo ter sido bem recebido pelo mundo restrito do design gráfico este começa muito mal no que diz respeito aos fãs da Fórmula 1 e é até ameaçado de ser processado pela 3M.

Na nossa opinião o símbolo tem qualidade mas fica a perder quando comparado com o anterior que comunicava muito mais com os abservadores.

Para completar este artigo fizemos uma pesquisa pelos logótipos de modalidades dentro da FIA que podem ver em baixo. Como podemos analisar a FIA tanto tem logos bastante bem conseguidos e outros menos bem. Há uma falta de coerência entre todos que poderia fazer sentido.

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Logótipo antigo da EDP agora é Smiffys

Plagiaram o Plagiador!?

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Há alguns anos houve uma batalha “gráfica” que esteve nas luzes da ribalta. Essa batalha opunha uma empresa de metalomecânica chamada O Feliz e a EDP. A razão da disputa era um logótipo onde podíamos vislumbrar um quadrado vermelho com um sorriso estilizado em branco. As parecenças eram óbvias apesar de terem estilos diferentes. O Feliz era baseado num grafismo de ângulos rectos com tipografia a condizer. A EDP pelo contrário apostava num grafismo arredondado com respectiva tipografia arredondada.

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Esse caso causou bastante burburinho e uma das causas desse burburinho foi a vitória da empresa pequena, O Feliz, contra o gigante EDP.

 

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Em 2011 aparece então pelas mãos/cabeça de Stephan Sagmeister a nova identidade gráfica da EDP. Como sabemos essa identidade está dividida em diferentes marcas do grupo sempre com uma linha de coerência forte baseada no vermelho, nas transparências e no mesmo tipo de letra “semi-caligráfico”.

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Neste artigo estamos a lembrar essa situação porque há pouco tempo descobrimos que aparentemente o caso não estava encerrado! Descobrimos uma marca do Reino Unido com um nível parecença incrivelmente similar ao logo antigo da EDP. Uma marca de artigos de festa e disfarces chamada Smiffys cujo registo da imagem gráfica data de 2014, ou seja 3 anos após a EDP ter mudado de imagem.

Comparando o logo da Smiffys com o antigo EDP o que temos é 99% de similaridade no ícone. Um quadrado vermelho de cantos arredondados com um sorriso enviesado e pontas arredondadas. Sobrepondo os dois quadrados com o sorriso – como fizemos em cima – verificamos que coincide em tudo excepto na medida do arredondamento dos cantos e a intensidade do vermelho! É incrivelmente parecido! O sorriso está exactamente na mesma posição e com a mesma proporção!

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Que conclusão podemos retirar daqui? A Smiffys fez reciclagem? Se não fez é uma insólita coincidência! Não conseguimos compreender porque é que uma empresa de sucesso recorreria a uma imagem gráfica contestada em tribunal mas não podemos deixar de suspeitar do plágio.

O que acham do caso? É possível tal coincidência?

A história do logótipo dos Oscars

90 anos de evolução gráfica

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Em primeiro lugar temos que referir que foi uma tarefa nada fácil encontrar informação credível acerca do design gráfico relativo aos Oscars. Há muitas fontes que tocam o assunto de uma forma muito descomprometida e muitas vezes com informação que contradiz o website oficial Oscars.org. Talvez pela importância que a entrega destes prémios tem o design gráfico é posto em segundo (ou terceiro) plano sendo muito pouco abordado.

De seguida vamos expor as conclusões que retiramos. Analisando com algum cuidado essas fontes de modo a tentar passar informação correcta

A entrega dos Oscars é um dos eventos anuais mais aguardados e que tem maiores audiências do mundo. A ideia que dá origem à Academia surge em 1927 num jantar de amigos em casa presidente da Metro Goldwyn Mayer. Nesse jantar fica cimentada a ideia de criar um grupo para beneficiar e promover a indústria filmográfica que estava em franco crescimento na altura. Passado uma semana foi feito um evento para propor a criação da International Academy of Motion Picture Arts and Sciences. Muito pouco tempo depois estava organizada a “Academia”.

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A primeira entrega de prémios ocorreu em 1928 com 12 categorias mas os primeiros Oscars propriamente ditos aparecem em 1929.  A cerimónia da Academia teve lugar no dia 16 de Maio no Roosevelt Hotel e contou com a presença de 270 pessoas ligadas à indústria. O nome oficial do galardão passa a ser Prémio de Mérito da Academia. Neste primeiro evento materializa-se a figura em 3 dimensões que ganhou o apelido de Oscar poucos anos depois. Diz a “lenda” oficial que a estatueta recebeu esse apelido porque Margaret Herrick – uma figura cimeira – da academia referiu que a estatueta lhe lembrava o seu tio Oscar. A alcunha foi-se generalizando e em 1939 tornou-se oficial.

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O logótipo faz a sua estreia no volume 1 da revista da Academia em 1927 criado por alguém cujas iniciais são JK! Infelizmente não conseguimos apurar quem seria esse JK. Como se pode ver em cima a imagem é um nu masculino com expressão e pose bastante rígidas a segurar uma espada com um halo atrás. Nesse halo vemos uma espécie de estrela de 5 pontas adornada com motivos vegetais. Essa estrela é uma referência à bobine dos filmes que tem 5 raios, cada raio significando um ramo da Academia – Actores, Realizadores, Produtores, Técnicos e Argumentistas. Em torno dessa estrela aparece a denominação Academy of Motion Picture Arts & Sciences. O design obedece à tendência Art Deco cujo apogeu se estava a verificar na altura.

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É um logótipo interessante, funcional e com bastante mestria na ilustração. Este desenho deu origem à estatueta do Oscar. De notar que os braços deste ícone estão com os cotovelos estendidos para os lados ao contrário da estatueta que tem os cotovelos junto ao torso muito provavelmente para evitar pontos frágeis na estatueta. Inicialmente a construção do prémio era muita mais rudimentar do que actualmente que é feita pela técnica de impressão 3D a bronze com banho em ouro de 24 quilates. Como podemos ver em baixo numa estatueta de 1935 verificamos que tem a cabeça e base rachados denunciando a fragilidade da mesma.

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A estatueta foi desenhada em 1928 por Cedric Gibbons (director artístico na MGM) e foi tornada tridimensional pelo escultor George Stanley. Manteve-se praticamente inalterado a nível visual desde a sua criação mudando apenas a sua composição material e detalhes como a base.

Podemos ver as diferenças entre os 4 oscars de Audrey hepburn ganhos em várias fases da evolução da estatueta.
Podemos ver as diferenças entre os 4 Oscars de Audrey Hepburn ganhos em várias fases da evolução da estatueta.

É também interessante notar as parecenças com a figura do cartaz do filme de 1927 Metropolis de Fritz Lang, ou com as sólidas figuras das pinturas de Tamara de Lempicka

à esquerda o cartaz de Metropolis e à direita exemplos de obras de Lempicka
À esquerda o cartaz de Metropolis e à direita exemplos de obras de Lempicka

Esta estatueta tornou-se um dos ou o prémio mais reconhecidos do mundo e é paradigma para quase todas as cerimónias de prémios relacionadas com a indústria do cinema, televisão, música e teatro  mundial. Basta pensar nos Bafta, nos Brit Awards, os Golden Lions, Golden Bear, Golden Palm, Golden Globes, Emmy, Grammy entre outros.

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Voltando ao ícone em duas dimensões, este modificou-se por volta de 1939 como podemos ver no documento em baixo embora ainda houvesse documentos com o design anterior. Nesta actualização vemos a imagem fidedigna de uma estatueta tal como ela é em 3 dimensões, era basicamente uma fotografia do galardão com uma coloração amarela para simular o ouro.

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Em 1941 à imagem fotográfica da estatueta é acrescentado um círculo com a denominação retomando a ideia inicial de 1927. De notar que nesta altura o design gráfico enquanto disciplina ainda estava em desenvolvimento e não havia rigor na coerência que hoje em dia costumamos ver nas marcas. Esta versão não teve muito uso visto que nos anos seguintes as publicações oficiais aparecem sem o círculo.

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A imagem de 1939 mantém-se até aos anos 70 quando a referência visual ao Oscar desaparece das publicações.

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Em 2009 aparece um novo logótipo desenhado pela agência de  Sean Adams and Noreen Morioka . Este ano marca uma nova etapa em termos de design no que diz respeito à academia que não primava pelo cuidado visual. Este novo logótipo mostra a silhueta do Oscar dentro da letra O( de OScar), de acordo com algumas fontes esse O significaria um foco de luz apontado à estatueta. O tipo de letra que acompanhava esse ícone é uma versão modificada da Craw modern reminiscente da Bodoni e na nossa opinião uma má combinação entre uma tipografia clássica e um logótipo com um aspecto bastante moderno.

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Em 2014 aparece o logótipo actual utilizado pela Academia e que em relação ao anterior modifica apenas a forma onde se insere a silhueta do Oscar e a tipografia utilizada é a futura ligeiramente modificada nos terminais e mais visivelmente no M. O foco que estava apontado detrás da estatueta e que formava um O agora está por cima da mesma e forma um A (de Academia). Os autores desta mudança foram o estúdio californiano 180LA.

Em 2014 na nossa opinião finalmente a academia fica com  uma imagem gráfica à altura do seu prestígio. Um acontecimento tão visível mundialmente como a entrega dos Oscars deve ter muito cuidado na sua apresentação e ao longo dos anos como podemos constatar houve muito maior cuidado com a encenação das cerimónias e com a criação de um ritual do que com a identidade gráfica do evento e da Academia.

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Curiosidade: em 2010 fizemos o logótipo em cima e colocamo-lo no Logopond. Obviamente não estamos a acusar ninguém de plágio mas foi engraçado ver aparecer um logo bastante parecido com o nosso 4 anos depois e ainda mais sendo o logo de uma entidade tão famosa. O nosso logótipo colocava a deusa Athena dentro da letra “A” por ser a inicial dessa palavra. O espaço negativo entre as perna do “A” sugeria o pedestal. Foi um logótipo feito apenas por divertimento e que surgiu a meio de um projecto de um cliente.

Logótipo do F.A.D.O.

A inovação procurou a simbologia da tradição.

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O logótipo em cima representa um projecto inusitado que é um avanço considerável na exploração do universo. O F.A.D.O. é uma nova técnica que alia o conhecimento em genética à exploração espacial. Foi desenvolvido pelo brasileiro Jean Michel Gomes e pelo grego Polychronis Papaderos, astrofísicos no português Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA). Podem saber mais sobre este projecto inovador no website da Visão, aqui.

Este projecto teve um processo muito diferente do que é normal visto que o logótipo propriamente dito já vinha idealizado pelos clientes. Estes trouxeram um desenho bastante bom do que pretendiam. A autora do desenho é a esposa (arquitecta) do Jean Michel Gomes. Nós tivemos apenas que transformar um desenho a lápis numa linguagem sintética e mais eficaz para funcionar como logótipo.

Podem ver o esboço a lápis em baixo:

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A ideia do logótipo é a conexão de três coisas, o fado, representado pela guitarra portuguesa, a genética representada pelo braço da guitarra que se distorce como uma espiral de ADN e a astrofísica que é representada pela galáxia no corpo da guitarra.

A ideia era muito boa, o esboço muito bem conseguido e a transformação para o logótipo que vemos em cima foi eficaz. Depois de termos o símbolo com uma configuração satisfatória chegou a altura de juntar a denominação F.A.D.O. e o subtítulo “Fitting Analysis using Differential evolution Optimization” .

Para contrapor ao desequilíbrio advindo da inclinação da guitarra houve a necessidade de formar um bloco “rectangular” com o texto de modo a estabilizar a composição gráfica.

Como é apanágio num logótipo, deixámos apenas o essencial para se perceber as intenções da marca.

É um projecto que nos deu muito gozo participar. No nosso estúdio somos bastante atentos ao mundo científico e uma inovação como esta deixa-nos muito orgulhosos enquanto portugueses e enquanto designers que ajudaram a criar a cara de um projecto que tem ecos globais (e mais além).

Logótipo Got Talent Portugal

Já repararam no logótipo do Got Talent Portugal?

logotipo-pt-got-talent-portugal-blog-logo A solução gráfica eleita para acrescentar a palavra “Portugal” no logótipo do “Got Talent Portugal” é muito discutível porque o que lemos – segundo as leis básicas de gramática – é “Got Portugal Talent”!

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De início achamos que seria apenas em Portugal que existia este problema mas após uma curta pesquisa percebemos que esta é uma solução genérica aplicada em vários países. Em baixo podemos ver a versão espanhola e brasileira que partilham o mesmo alinhamento. A ideia do programa criada por Simon Cowell para a televisão britânica estendeu-se pelo mundo inteiro e o logo original (em cima) foi sofrendo variações para se adaptar aos diferentes países. É um logo bastante básico que utiliza a tipografia “Aurora” na palavra “TALENT” e a “Big Noodle titling” na palavra “GOT”. O único pormenor que se destaca é a letra “A” se transformar numa estrela. Estrela esta que dificulta bastante a introdução de novos elementos na linha superior. Talvez por essa razão haja versões do logo com pouca qualidade.

Como o programa é um sucesso mundial temos uma oportunidade interessante de ver como cada país se adapta a um design inicial.

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O layout mais lógico, a nosso ver, seria o adoptado pela Grã-Bretanha, Estados Unidos, Austrália, África do Sul, Canada, Itália, entre outros. Nesta solução temos a fórmula “nome do país + Got Talent”, ver em baixo.

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O primeiro país onde o programa teve sucesso foram os Estados Unidos da América. Na imagem infra vemos um design completamente modificado onde se modificou tipo de letra e hierarquias. É utilizada a “Helvética” numa solução extremamente “americanizada”, com as cores nacionais e purpurinas. A palavra “America” passa a ter muito mais protagonismo do que o “Got Talent”. Apesar desta transformação americana, quando o programa se estendeu pelo mundo voltou a utilizar o logótipo base que já mencionamos em cima.

Como podemos ver na imagem, nos EUA - primeiro país a apostar a sério no pograma- o design foi completamente modificado. Utiliza a Helvética numa solução extremamente "americanizada".

Outro layout utilizado é a palavra “Talent” com o nome do país por baixo deixando de parte a palavra “GOT”.  Temos o exemplo “Talent Suomi” na Finlândia, “Talang Sverige” na Suécia. Na Noruega ficou “Norske Talenter”. Na Argentina simplesmente “Talento Argentino”.

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E um caso muito especial da França que se transforma em “La France a un Incroyable Talent”! Uma solução textual bastante exuberante mas que funciona bem em termos de legibilidade.

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Depois desta “volta ao mundo” percebemos que a versão adoptada por Portugal é a mais fraca e por isso deixamos a nossa sugestão para a próxima temporada:

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Visto que em Portugal a expressão ” Got Talent Portugal” já entrou no quotidiano dos portugueses a solução seria simplesmente passar a palavra Portugal para baixo.

Nova imagem gráfica da Caixa Geral de Depósitos

O logótipo da Caixa Geral de Depósitos, portuguesa, com pinceladas!

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A Caixa Geral de Depósitos tem estado a ser motivo de debate na praça pública. Por motivos administrativos e políticos todos temos ouvido falar deste banco. Talvez por isso, apareceu recentemente com uma nova estratégia de marketing que engloba modificações na sua linha gráfica. Embora ainda não haja informação concreta, existem já alguns exemplos de aplicação, nomeadamente no website da CGD e nas suas agências.

A nova CGD quer aproximar-se do cidadão português. Para isso recorre às cores da bandeira, a um slogan bem familiar e a uma imagética de portugalidade, como a loiça Bordallo Pinheiro, corações de filigrana e citações de Fernando Pessoa.

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O logótipo “CGD” recentemente foi tido como um dos membros do restrito grupo das marcas que não precisam de texto para serem identificadas ( uma marca como a Apple, Nike, Mercedes entre outras ). Se repararem, desde 2014, no material publicitário da marca não aparece o texto “Caixa Geral de Depósitos”. O logo agora aparece com duas pinceladas no topo superior esquerdo, uma verde e outra vermelha, bem ao gosto do nacionalismo pretendido.

As cores da bandeira aparecem também em cartazes a acompanhar o slogan novo, “A Caixa. Portuguesa, com certeza”. Nuns casos com o mesmo tipo de pincelada do logo noutros casos num grafismo mais formal. Uma questão que surgiu na nossa pesquisa acerca desta mudança, é que existe um produto d’Antiga Barbearia do Bairro que utiliza um slogan quase igual “ É uma caixa portuguesa com certeza!”, podem ver aqui. Apesar das duas marcas estarem em panoramas completamente diferentes é um factor que enfraquece o marketing da CGD.

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Existiam pistas a indicar esta mudança. Por exemplo, este novo slogan é uma variação do anterior “ Na caixa, com certeza”. Lembram-se da Maria Rueff a repetir isto até à exaustão no anúncio de TV?

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A nova linha gráfica global da CGD aparece sensivelmente um mês após aparecer num “palco secundário”. Nos produtos de Habitação, Depósito a Prazo e Saúde. Podem ver os exemplos em baixo.

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A vontade de aproximar via marketing a marca aos portugueses através do marketing é legítima e vantajosa mas não foi levada a cabo da melhor maneira por vários motivos, que expomos em baixo.

A adição das pinceladas parece-nos mal conseguida na sua relação com o ícone “CGD” e numa crítica mais pormenorizada as duas pinceladas no logo são graficamente a mesma, ou seja, é o mesmo elemento gráfico reproduzido em diferentes cores e proporções.

Houve apenas uma distorção perdendo-se assim a espontaneidade que se quer passar quando se utilizam pinceladas em design gráfico.

As pinceladas também perturbam o equilíbrio concêntrico da forma da sigla CGD criando uma atenção excessiva à esquerda.

As cores da nossa bandeira são muito difíceis de trabalhar a nível de design gráfico. Muito frequentemente acabam por dar um aspecto simplório e “popularucho” às marcas que se arriscam a utilizá-las.

Outro motivo, é a memória imediata da Portugália com as duas pinceladas nos aviões, como podemos ver na imagem.

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Temos uma suspeita de que este pormenor das pinceladas é somente um artifício decorativo que não vai chegar a ser oficial. Na página de Facebook da Caixa continua o logo normal apesar de já terem partilhado imagens com a nova versão. Nas agências do banco todos os cartazes têm o logo com as pinceladas.

Conclusão, a nova imagem da CGD aparece de uma forma confusa procurando apelar ao espírito nacionalista, numa tentativa de reconciliação após a “telenovela” da administração que não queria desvendar os seus rendimentos. Resumindo, o logo mudou para pior, o slogan mudou ligeiramente e a comunicação passa a apelar essencialmente aos valores da portugalidade.

 

Logótipos amarelos e azuis

Ouro sobre Azul!

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Um dos logótipos mais icónicos dentro desta combinação de cores. Nesta marca é muito fácil perceber o porquê da sua utilização porque se baseia na bandeira sueca, país de onde a marca é oriunda.

Não sabemos bem porque existem tantas marcas que escolhem para as suas cores corporativas a combinação azul/amarelo mas o facto é que são muitas. A primeira e lógica justificação é que são duas cores com um bom contraste e muito perto da complementaridade cromática. Neste artigo resolvemos mostrar algumas das marcas deste tipo mais “visíveis” no panorama português.

Talvez a expressão “ouro sobre azul” tenha alguma coisa a ver com esta “mística”, esta expressão surgiu no século 17/18, no período Barroco por causa da talha dourada em contraste com os azulejos típicos do barroco português. Existem outras teorias acerca da expressão, esta parece-nos ser a mais fiável. Resumidamente, a teoria número 2: devido à complementaridade do azul e amarelo os vestuários reais utilizavam muito o azul para o ouro das jóias contrastar. A teoria nº3 diz que nas espingardarias as inscrições douradas sobre o metal azulado das espingardas deu origem a este ditame.

Na nossa colecção, uns são mais escuros, outros mais claros, uns azul sobre amarelo e outros amarelo sobre azul. Uns até juntam à festa o vermelho!

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Outro logo muito familiar para os portugueses, o da companhia aérea low cost Ryanair
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Uma presença antiga no contexto gráfico dos portugueses. Embora também tenha vermelho o logo do Lidl é marcante pela combinação amarelo sobre azul.
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A Lufthansa também utiliza a fórmula Amarelo sobre azul embora numa versão menos luminosa.
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O contexto das viagens utiliza muito este duo cromático.
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Apesar de menos exuberante do que o logótipo anterior a Multiopticas manteve as cores corporativas da marca neste novo logo.
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Mais uma companhia aérea com este esquema de cores.
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Uma imagem mítica do imaginário gráfico de Portugal.
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Uma das marcas mais fortes que vemos nas recauchutagens.
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Até o potente Subaru Impreza utilizava a combinação azul amarelo nos seu icónico carro.

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Uma marca que vemos pelas oficinas automóveis.
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Outra marca relacionada com automóveis, nomeadamente com as baterias dos mesmos.
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Uma marca hoteleira com bastante representação por todo país.
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Também os produtos que apelam ao “saudável” utilizam este esquema de cores. A Planta é outra marca neste panorama nos mesmos tons.
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Até ao pequeno almoço podemos encontrar exemplos desta colecção.
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Uma marca presente em quase todas as carteiras.

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Quantas vezes vemos os camiões da Azkar a passar?
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E os da Dachser?
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E ainda os da GLS!
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A Jerónimo Martins também confia no contraste forte do amarelo e azul.
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A Sonae no logótipo antigo era uma das marcas da colecção. Hoje em dia teria que ficar na colecção de logótipos “às bolinhas”.
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Nos bancos temos o Montepio e os seus pelicanos amarelos sobre o titulo azul.
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A Fidelidade antes do “PitBull vermelho” também era “ouro sobre azul”.

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A Douro Azul sai um pouco do tom amarelo sendo mais dourado. No entanto decidimos incluir porque está claramente dentro da família.
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A concorrente Douro Acima utiliza os mesmos tons mas de uma forma muito mais luminosa.
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A reputada Vista Alegre sendo uma empresa do mundo das cerâmicas não poderia deixar de utilizar esta fórmula nesta versão do seu logo fazendo lembrar os tons dos azulejos.
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Uma marca muito presente nas nossas estradas nacionais.
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Os transportes públicos também estão presentes, em Lisboa.
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E no Porto também!

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As icónicas e de grande qualidade pousadas portuguesas.
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No contexto das bananas existem inúmeras marcas com esta combinação de tons. As da Madeira têm a bandeira do arquipélago para justificar.
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Este logo mudou um pouco recentemente mas manteve as cores. Foi adicionado um tom laranja nessa actualização gráfica.
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O homem do capacete amarelo é também bem conhecido dos portugueses.

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Outras bebida achocolatada com estas cores. tal como o Lidl junta-lhes o vermelho.
Outra bebida achocolatada com estas cores. Tal como o Lidl a Cola Cao junta-lhes o vermelho.

 

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O “Mondrian” da Mota Engil também confia o seu impacto cromático ao amarelo e azul.
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E o concorrente Soares da Costa também, embora em tons muito mais escuros.
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Uma marca recente em Portugal mas muito conhecida para quem gosta de ir ao cinema.
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Uma marca tradicional portuguesa cujas latas todos conhecemos.
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Um logo mítico das gerações dos anos 80 e que mais uma vez combina o nosso duo de cores com o vermelho.
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Por fim a bandeira da União Europeia com as suas estrelas amarelas sobre o azul escuro. Sabemos que não é um logótipo mas não podíamos deixar de mencionar visto que é um ponto de partida para inúmeros logótipos relacionados com a UE.

O logótipo do Aeroporto Cristiano Ronaldo

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Desde que mudaram o nome do aeroporto da Madeira para Aeroporto Cristiano Ronaldo já muito se falou e escreveu sobre o busto colocado no local e que é no mínimo caricato.

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O que pouca gente reparou é que além do nome e do busto o aeroporto também mudou outro pormenor. Teve uma adição de um logótipo, visto ser essa a nossa especialidade vamos fazer uma breve crítica ao mesmo.

O logótipo aparece como uma espécie de “pin” gigante que se acrescentou ao título “Aeroporto da Madeira” que encima o alçado de entrada do edifício. Este “pin” é muito simplório e a par com o busto parece ter sido uma solução feita “em cima do joelho” ou “às três pancadas”!

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Podemos descrevê-lo como um stencil bastante simplório feito a partir de um retrato do craque, muito provavelmente de forma automática por um software de desenho gráfico onde colocaram por baixo simplesmente o nome na tipografia Futura Bold Condensed. À volta do nome foi colocado um traço fino que o separa do círculo que contém o seu retrato.

Na nossa opinião o logótipo consegue ser um maior falhanço do que o busto que tanto tem corrido o mundo em forma de anedota.

O Cristiano Ronaldo, goste-se ou não dele, é uma figura mundialmente conhecida e com mérito no seu contexto profissional. É um sinónimo de trabalho, perseverança e rigor e o design gráfico que se desenvolve em seu nome deveria ser de qualidade. Apesar disso a qualidade não tem acompanhado o craque, a marca CR7 apareceu com um logótipo medíocre ligado a uma loja no Funchal, esse logo (ou uma variação) aparece na estátua dele que foi alvo de chacota por não se parecer minimamente com ele e por ter uma protuberância considerável nos calções. Este logótipo (uma variação com o “C” maior) como vemos em baixo também aparecia no chão do seu museu em calçada portuguesa.

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O logótipo que vemos em baixo aparece posteriormente e é a cara da sua marca de roupa interior e calçado. Apesar da qualidade ser notoriamente superior em relação ao logótipo em cima não tem originalidade sendo apenas uma tipografia extra condensada sem nenhum pormenor distintivo.

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Podemos afirmar que Cristiano só é “bem tratado” a nível de design gráfico quando está ligado a outras marcas como é o caso da Nike que tem a sua sigla CR7 desenhada com a ITC Avant Garde ou pelo seu museu que tem de novo a sigla CR7 num tipo de letra estilo stencil e que parece ter como base um tipo de letra semelhante à Avenir. Outras marcas como a Dan Cake e os hotéis Pestana também têm grafismos de qualidade com a sigla.

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Não temos noção se o Cristiano Ronaldo tem alguma empresa a aconselhá-lo acerca das questões de design gráfico mas se tem está a fazer um péssimo trabalho, se não tem deveria ter! Uma personalidade como o CR7 (maior número de fãs no Facebook do mundo!) deveria ter alguém a seu cargo com sensibilidade para perceber que o design gráfico das suas inúmeras marcas, do logótipo do aeroporto da Madeira ou até dos seus retratos esculpidos têm que transmitir confiança e qualidade tal como é seu apanágio.

Novo logótipo da TVI

A Televisão Independente renovou a sua imagem gráfica.

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A tvi fez 24 anos ontem surpreendendo os seus telespectadores com um novo logótipo, um novo grafismo e um novo estúdio do Jornal das 8. Para marcar esta data teve também uma visita do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa , antigo comentador da estação que conheceu em primeira mão a nova imagem gráfica.

A nova estratégia gráfica estende-se pelo canal principal , tvi, mas também pelos seus subsidiários, tvi 24, tvi ficção, tvi reality, tvi áfrica e tvi internacional.

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Os novos logos parecem ter ido buscar a sua lógica gráfica ao logo da tvi24 apresentado em Março de 2016 e contam com uma linha diagonal que divide o texto em dois sendo que a parte inferior é colorida.

tvi24No caso da tvi e da tvi internacional aparecem-nos as 3 típicas cores da marca, o azul , o vermelho e o amarelo. Nas restantes marcas apenas é usada uma cor como podemos ver na imagem de conjunto acima.

Nestes dois casos mencionados em cima existe também um efeito de luminosidade que os restantes canais não têm. Este efeito interrompe a unidade da composição e na nossa perspectiva não contribui para a qualidade do logo. O logo seria mais coerente se não utilizasse este efeito que contrasta bastante com a parte cinza que é plana enquanto que o brilho em baixo faz com que estes elementos pareçam que têm volume. Existem portanto duas linguagens antagónicas em conflito que enfraquecem o impacto do logótipo.

Os novos logos já foram classificados de “cleans” e “elegantes”, dois adjectivos que dificilmente atribuímos à estação de televisão em causa que mais depressa seria adjectivada de “berrante e popular”. Desta forma talvez este novo grafismo esteja depurado demais tendo em conta o público-alvo da tvi que poderíamos caracterizar como fã de entretenimento “fácil” como reality shows, telenovelas e programas “da manhã” e “da tarde”. Podemos ver o historial do logótipo da tvi em baixo que sempre teve bastantes cores contrastantes e mais recentemente efeitos 3D e brilhos, grafismos mais em sintonia com o tipo de conteúdos que transmite .

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O texto mantém-se em minúsculas e aparentemente no mesmo tipo de letra embora agora as letras tvi estejam ligadas ao contrário do logo anterior cujas letras estavam separadas. Este pormenor mais uma vez confirma que esta nova imagem geral advém do logo criado para a tvi24 no ano passado visto que já contava com esta solução.

Não temos muita informação sobre o processo de criação desta renovação gráfica nem dos seus autores visto que ainda não há muitos dados pela internet.

Concluindo, aos 24 anos a tvi apresenta-se mais moderna e mais “contida”, o que talvez indicie uma nova estratégia de conteúdos do canal. Temos que esperar para ver.

 

PS:

Este vídeo é bastante curioso visto que tem uma espécie de previsão deste novo grafismo com o recurso da diagonal e que pelo que entendemos foi criada também a partir do logo da tvi24 no ano passado.

Novo logótipo da Juventus

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O novo logótipo da Juventus apareceu há algumas semanas e causou algum burburinho porque se afasta do típico “livro de regras” do design de logótipos dos clubes de futebol italianos. È um trabalho bastante delicado visto que os clubes de futebol têm por trás grandes massas de fãs que são maior parte das vezes avessos à mudança.

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O novo logótipo é um jogo gráfico bastante inteligente que representa um “J” enquanto se conecta subtilmente com a simbologia tradicional do clube formando a silhueta de um escudo. Embora algumas fontes digam que o novo logo não tem as listas típicas da Juventus é visualmente evidente que este “J” é feito por essas mesmas listas! Se à primeira não as conseguimos ver talvez o vídeo em baixo ajude a descobri-las!

” O novo símbolo tem as cores do clube (preto e branco) com um “J” em destaque, e o nome ‘Juventus’ por cima da letra. No entanto, o novo logótipo não tem as listras tradicionais, que se encontravam no símbolo e nas camisolas do clube de Turim, desde 2014.” in desporto.sapo

Dentro do conjunto dos logos/símbolos da divisão principal da liga italiana o antigo logo da Juventus era já um dos mais refinados embora lembrasse bastante o do AC Siena (que suspeitamos ser inspirado no da Juventus!) era claramente de melhor qualidade.

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Esta modificação transporta definitivamente o logo para o século 21 e torna-o no logo mais arrojado do conjunto. Podemos referir que o do Napoli é também bastante díspar com os restantes mas tem um design bastante simplório e amador.

Esta mudança parece-nos bastante positiva e pensamos que pode criar um movimento de modernização da simbologia ligada aos clubes de futebol da Europa. O design esteve ao cargo da Interbrand de Milão que preparou um video a explicar as suas escolhas. A simplicidade, o preto e branco, o “J”, as listas, etc.

A tipografia que “coroa” o J foi concebida de raiz para este design e chama-se, muito a propósito, Juventus Fans. É uma tipografia alta e com uma geometria rigorosa que tem várias espessuras e duas variações como podem ver na imagem em baixo:

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Concluindo, este é um caso bastante interessante de branding e de design de logótipo que inclui uma bom trabalho de design de merchandising.

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Logótipos grátis

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Antes de criar um logótipo grátis para a sua empresa, negócio ou serviço, deve ler este artigo!

A primeira coisa que uma pessoa pensa quando abre um negócio é no nome e logo de seguida reflete sobre a melhor forma de representar o seu negócio visualmente. Um dos aspetos mais importantes da comunicação visual de uma marca é o logótipo. O design gráfico embora tenha crescido muito na última década, ainda se encontra numa fase inicial de aceitação pelo público e por isso é desvalorizado quando se pesam as finanças das empresas. Quando vai ao Google e procura criar um logótipo grátis, de imediato aparecem imensos sites a prometerem qualidade a custo zero mas como é óbvio, “o barato sai caro” e não poderia ser de outra forma.

A qualidade e o sucesso tem um preço, um logótipo de qualidade precisa de um designer profissional competente a ouvir o que o cliente pretende e a propor a melhor maneira de representar o seu negócio e a personalidade desse negócio. O design gráfico é uma questão de transformar as ideias, pensamentos e personalidade do cliente/empresa numa imagem gráfica de qualidade. O arquitecto prémio Pritzker Português Souto de Moura afirmou, quando lhe perguntaram acerca de um projeto, que uma pessoa quando está doente não vai confiar na cura que leu numa qualquer página de Internet e vai ao médico porque ele é a pessoa certa para resolver questões de saúde. O mesmo deve acontecer no design. No design gráfico a saúde da pessoa não está posta em causa mas a saúde da empresa sim e, por esse motivo, é necessário um especialista para chegar a um logótipo adequado, original e representativo e que torne a empresa saudável.

Muitas vezes é mais importante conhecer “o gosto” do público-alvo do negócio que o do próprio cliente e um designer tem a experiência necessária para conhecer todos os públicos-alvos e as suas características.

Um designer gráfico estudou vários anos para aprender a dominar as ferramentas que são necessárias para construir um logótipo funcional e perceber o que resulta melhor graficamente, os erros crassos a evitar e o equilíbrio a ter na composição.

Quais as desvantagens de criar um logótipo grátis?

logotipo gratis

– Será que os logótipos são mesmo gratuitos? no final vai verificar que não. Os sites que anunciam que pode criar um logo grátis no final do processo irão cobrar-lhe de outras formas, por exemplo se quiser o logótipo com qualidade para impressão, ou se pretender alguma alteração ao símbolo apresentado, eles irão cobrar por isso. Está mesmo disposto a pagar, mesmo que um valor baixo por um logótipo que não tem originalidade e vai ser igual a toda a gente que também adquiriu esse símbolo?

– Vai ter um logótipo igual a milhares de outras pessoas, empresas ou serviços que optaram por recorrer a um serviço online de logótipos grátis, pois a única coisa que esses serviços oferecem é um símbolo que vai ser igual para todos, mudando apenas a designação comercial (texto).

Nunca irá poder registar a sua marca/logótipo, pois o INPI não aceitará marcas/logótipos iguais ou com grande semelhança.

– Se obteve um símbolo/logótipo grátis, pense que outras pessoas também terão feito o mesmo e obtiveram um logótipo igual ao seu, em casos extremos se essa entidade conseguiu registar o logótipo, poderá vir a levantar um processo legal contra si. Prefere arriscar pagar uma indemnização avultada no futuro, só porque optou por não gastar dinheiro com profissionais para a criação da sua imagem de marca?

– Terá um design antiquado pois todos os serviços de criação de logótipos gratuitos oferecem modelos de logótipos bastante datados em relação às tendências do design actual. A maior parte dos logótipos que são oferecidos por sites onde se pode obter um design grátis fazem lembrar os famosos “Clipart”, aqueles desenhos antigos do Microsoft Office.

– O logótipo grátis nunca irá transmitir o espírito da sua empresa, pois será algo que não é pensado e criado de raiz por um profissional.

Exemplo de empresas diferentes com logótipo igual!
Exemplo de empresas diferentes com logótipo igual!

Quais as vantagens de criar um logótipo com uma empresa de logótipos, ou com um designer profissional?

– Originalidade: um trabalho é  feito à medida do cliente conforme as especificidades do seu negócio. As empresas não são todas iguais e para singrar num mercado voraz e competitivo temos que usar todas as armas possíveis para nos destacarmos dos outros. Um bom logótipo normalmente é acompanhado de uma boa história acerca da sua origem.

– Além de desenhar, um designer tem que agir como um consultor que vai aconselhar e dialogar com o cliente até terem a solução ideal para o negócio em questão, ou seja, terá um serviço especializado em que as suas preferências são tidas em conta.

– Os ficheiros que são fornecidos são polivalentes, de alta qualidade e editáveis.

– O logótipo tem várias versões: a original colorida, a versão a escala de cinzas e a versão monocromática. Só tendo este conjunto é que se poderá prever todas as aplicações sobre os mais diversos fundos.

– A assistência técnica está assegurada e sempre que for necessário tirar um dúvida ou fazer um pequena alteração terá um profissional disponível para o efeito.

– A aplicação do logótipo numa identidade gráfica será pensada e adequada mais uma vez à personalidade da empresa do cliente. Obterá uma identidade coerente com as potencialidades do logótipo criado e com impacto.

A questão está em dar importância ao negócio que estamos a criar, e pensarmos que ele merece investimento para ter qualidade a nível visual porque essa marca vai ser o rosto com que a empresa vai ter perante o público alvo.

 

Preparado para criar um logótipo profissional, único, original e que seja a imagem da sua marca por muitos anos?

Clique para criar logótipo profissional

 

E se eu quiser fazer o meu próprio logo?

Se ainda assim não pretende pagar por um logótipo criado por profissionais, não arrisque criar um logótipo grátis online pois já saberá à partida que vai ser igual a muitos outros,  temos algumas sugestões para tentar fazer o próprio logótipo :

Fazer download do software adequado, em termos de software profissional o (Download Adobe Illustrator) é o melhor, pode também optar pelo Corel draw ou um software de alguma qualidade grátis que é o inkscape.

O primeiro passo é pegar em lápis e papel e começar a dar asas à sua imaginação!

 

Polémica da identidade do Porto, Berlim ou Praga

A polémica “estourou” pela internet e como de costume por trás dos computadores todos somos justiceiros e campeões da honestidade apontando com leviandade o dedo a inocentes da mesma forma que apontamos o dedo aos culpados. Como temos bastantes anos de experiência neste campo do design gráfico queremos apresentar uma perspectiva mais contida e realista do que poderá ter-se passado. Não queremos assumir uma posição de detentores da verdade, só queremos falar do que poderá ter-se passado num cenário no qual não existiu cópia mas sim uma coincidência.

A nova identidade gráfica do Porto galardoada com vários prémios de design foi alegadamente copiada por um estúdio alemão denomidado de 3BKE para um evento que visa promover o bairro de Friedrichshain-Kreuzberg  de Berlim. Os portugueses indignaram-se em massa e estão a tecer todo o tipo de comentários pouco abonatórios dos designers alemães que entretanto retiraram o seu trabalho da web, encerrando a página do Facebook onde mostravam a sua identidade gráfica que de facto é extremamente semelhante à do Porto como podem ver na imagem em baixo. Como soa toda a gente: ” até o ponto tem!”

fair berlin

O que maior parte das pessoas não sabe é que há alguns meses tinha sido o White Studio a ser “acusado” de copiar uma identidade gráfica de uma escola de design de Praga que data de 2012, imagem em baixo:

prague-id

Nós quando apareceu a imagem do Porto até referimos no nosso artigo a semelhança nas abordagens entre o White Studio e um dos outros estúdios que participaram no concurso o Atelier Martiño e Jana que também apostava num inúmero universo de ícones que mudavam e caracterizavam a cidade na sua múltipla condição.

A questão da cópia não é nova, sempre existiu e está bem presente numa frase conhecida de Picasso que diz que os “bons artistas copiam, grandes artistas roubam.” A inspiração nos outros sempre foi um método de evolução artística e desde que o homem começou a pintar as silhuetas das próprias mãos nas paredes das cavernas que o vizinho fez o mesmo. O artista seguinte imita o anterior e vai desenvolvendo o que o anterior tinha feito e assim a arte foi evoluindo feita de inspirações e revoluções.

Durante a nossa actividade já deparamos com algumas “cópias” do nosso trabalho e já “copiamos” inadvertidamente outros. Estão neste momento milhares de designers a ter ideias e a concretiza-las nos seus computadores, cadernos de desenho ou toalhas de mesa, como é óbvio alguns deles estão a desenhar exactamente a mesma coisa.

Não acreditamos nem que o “Porto” tenha copiado “Praga” nem que “Berlim” tenha copiado o “Porto”, o que se passou a nosso ver foi uma coincidência de fontes de inspiração. No design gráfico tal como nos outros campos do design existem tendências e o gosto dos designers vai sendo “moldado” por essas premissas, num ano é bom utilizar transparências e efeitos 3d no outro já temos que recorrer á bidimensionalidade e cores planas (basta vermos a linguagem Metro que hoje em dia tem um reinado forte no mundo do design gráfico e no qual estas imagens se inserem).

Se pensarmos como um processo de criação de uma identidade se desenrola, a complexidade que tem conseguimos vislumbrar que o estúdio berlinense não iria arriscar ao copiar a identidade portuense sobe a pena de ter o cliente insatisfeito e o seu bom nome na “lama”. Quanto à questão de retirarem o trabalho de cena como é óbvio mesmo que não tenham copiado não é bom para o evento este tipo de polémica, nem toda a publicidade é boa publicidade para contrariar  Brendan Behan.

Já nos aconteceu um caso parecido e por isso podemos falar na primeira pessoa, um cliente satisfeito e com um trabalho de qualidade (porque nem todos os clientes permitem um resultado de qualidade) passados alguns meses contacta-nos irado porque tinha visto em Londres um logótipo igual ao seu. A reacção dele foi pensar que tínhamos copiado o londrino e exigiu o dinheiro de volta ameaçando-nos processar se assim não acontecesse. Tentamos explicar da melhor maneira que este tipo de coincidências acontece e que com tantos logótipos a serem criados todos os dias é óbvio que tem que haver trabalhos semelhantes. Como não queremos ter logótipos no portefólio similares ao de outras empresas mesmo sendo noutro país propusemos ao cliente redesenhar a sua marca sem custos e optando por um design mais complexo e difícil de coincidir com alguma coisa já desenhada.

No mundo do design, quer seja gráfico, de produto, de moda, de arquitectura etc a probabilidade de estarmos a copiar inadvertidamente alguém é muito grande e temos que distinguir os que roubam dos que coincidem.

Por exemplo:

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Harpa dourada Transportes vs Ryan Air

bk

Barbosa Kebab vs Burger King ( versão BK )

 

Outra coisa que temos que ter em mente é que a escala das marcas conta nestes casos. Isto é se um evento em Berlim usa uma imagem (copiada ou não) semelhante à do Porto existe um conflito de marcas porque ambos têm visibilidade num mundo cada vez mais globalizado. Mas o logótipo de uma lojinha de rua  no Porto pode perfeitamente conviver com um logo semelhante de uma lojinha de rua de Berlim. No caso da Harpa Dourada e do Barbosa Kebab o uso flagrante de logótipos que toda gente conhece é um erro crasso visto que não tenta sequer disfarçar a apropriação indevida do trabalho/marca dos outros mas apenas personaliza a marca de acordo com a empresa do “ladrão”.

Concluindo, a proliferação de designers e a crescente procura dos seus serviços junto com as tendências ditadas por “iluminados” do design faz com que a coincidência de identidade gráficas seja cada vez mais uma realidade que temos que distinguir da apropriação ilegal de marcas.

 

 

 

A Worten tem novo logótipo

w-worten

A Worten faz 20 anos e para celebrar aparece com um logo novo e novas estratégias de comunicação. As cores continuam as mesmas e a mudança limitam-se à mudança de tipografia da palavra cujo “W” aparece como ícone indiciando uma dupla de corações pelo que percebemos pelo anúncio de tv em baixo (se repararem no segundo 40 o “W” pulsa):

Desde que abriu em 1996 a primeira loja, a Worten já mudou duas vezes a sua imagem gráfica, o logótipo anterior aparece em 2007 e como sabem consiste na palavra Worten dentro de um rectângulo vermelho (alaranjado). Este logo contava com uma tipografia actual cujo “W” estava claramente em desequilíbrio e fazia lembrar o “M” do logótipo do McDonalds. Apesar destes detalhes menos bem conseguidos o logo tinha uma boa legibilidade e foi-se integrando no quotidiano dos consumidores portugueses (e espanhóis).

worten
worten-antigo

worten-old

O novo logo novamente consiste apenas na palavra worten sobre fundo vermelho e mais uma vez o “W” parece um pouco desfasado das “regras” das restantes letras. Este desfasamento pode funcionar como um pormenor de originalidade e facilitar a opção de usar o W como ícone representante da marca. Em Espanha a imagem é diferente embora tenha os mesmos princípios, se repararem em baixo o “W” da palavra “worten” (inscrita no “W” grande) é diferente da versão portuguesa e claramente mais bem integrada com as restantes letras.

É bastante interessante ver que a marca optou por ter duas imagens diferentes para Portugal e Espanha e embora essas imagens tenham muitos pontos em comum tornam-se bastante diferentes nas suas aplicações. Os websites dos dois países são muito diferentes, em Espanha temos o logo colado ao topo do browser e a palavra está inserida num rectângulo redondo à direita enquanto que no site Português o logo está inserido num rectângulo simples.

O topo direito do site Português que utiliza apenas o vermelho
Legenda: O topo direito do site Português que utiliza apenas o vermelho
O caso espanhol que usa o azul em grande força juntamente com alguns detalhes vermelhos.
Legenda: O caso espanhol que usa o azul em grande força juntamente com alguns detalhes vermelhos.

A agência apontada como autora desta nova imagem é Fuel Lisboa mas não sabemos se fez apenas a parte portuguesa ou o trabalho global. Seria interessante saber o porquê das diferenças entres os dois países onde a Worten comercializa os seus produtos. Será que passa por uma questão cultural ou é apenas uma evolução testada em Espanha visto que por lá a mudança ocorreu mais cedo?

A mudança é positiva, o novo logótipo ganhou alguma personalidade e a ideia do ícone dos dois corações adiciona um pouco de complexidade e profundidade à imagem que continua com qualidade.

Além das mudanças gráficas houve uma modificação nas estratégias de publicidade da marca que deixa de contar com a cara da Daniela Ruah para promover os seus produtos e substitui o “Worten sempre” por um longo e pouco icónico “Não queremos ser apenas a sua Worten hoje, queremos ser a sua Worten Sempre”.

Novo logótipo da Câmara Municipal do Porto

porto

 

Foi com ansiedade que aguardamos a nova imagem gráfica da Câmara Municipal do Porto visto que a anterior deixava muito a desejar e a cidade tem tudo para inspirar um bom trabalho. As expectativas eram muito altas e não foram preenchidas pelo projecto gráfico apresentado ontem na câmara e que podemos ver no website da mesma.

A C.M. do Porto tinha um logo bastante banal e sem alma onde víamos a silhueta do topo da torre dos clérigos dentro de uma oval inclinada num verde atávico e sem grande legibilidade ou representatividade. Toda a “família” gráfica da câmara era bastante fraca, incoerente e com falta de cuidado estético. No logo principal estava retratado o ex-líbris mais reconhecido da linha edificada do porto mas faltava-lhe personalidade, dinâmica e a vida excitante que o Porto adquiriu nestes últimos anos em que o turismo tomou conta da cidade trazendo consigo muita vitalidade e acontecimentos culturais um pouco por toda a cidade.

«Legenda: A antiga "família" gráfica do da C.M. Porto»
«Legenda: A antiga “família” gráfica do da C.M. Porto»

O Porto está vibrante e pedia um trabalho igualmente vibrante. Quando soubemos que a imagem gráfica da câmara ia mudar agradou-nos bastante a ideia e tivemos a certeza que ia ser um trabalho de grande qualidade tal como a cidade merece. Esta certeza aumentou quando soubemos que era um gabinete como o White Studio que estava incumbido dessa tarefa e fê-lo por 40 mil Euros segundo o portal Porto24.
A intenção do White Studio é bem contemporânea e consistiu em fazer um grande número de ícones dentro da mesma linguagem gráfica retratando os vários edifícios marcantes, pontes, vivências e momentos da cidade, como seria de esperar o logo propriamente dito é um ícone que simboliza a câmara. Este edifício neoclássico pontua o lado norte da Avenida dos Aliados e caracteriza-se por um corpo horizontal com 6 pisos que é coroado por uma torre esbelta que chega aos 70 metros e que nos faz pensar na Torre dos Clérigos, foi projectado pelo arquitecto António Correia da Silva e a sua construção alongou-se desde 1920 até 1957.
“Porto é Porto, ponto.” é o slogan desta nova imagem e é uma frase que diz muito da cidade. Este mote dá origem à forma do logótipo mais elementar que é a palavra Porto com um ponto final enquadrado num rectângulo que podemos ver em baixo.

«Legenda: Um exemplo do grafismo aplicado num painel de "azulejos".»
«Legenda: Um exemplo do grafismo aplicado num painel de “azulejos”.»

No geral a estratégia parece-nos bem pensada, tem a vitalidade que a cidade pedia, mostra muito do seu património cultural e turístico mas na execução gráfica ficou aquém do que seria de esperar. O trabalho de depuração dos ícones parece-nos muito mal conseguido deixando uma geometria, crua e rígida tomar conta das subtilezas visuais dos ex-libris da cidade. Começando pelo ícone da câmara, este é tão “nivelado” que quase não conseguimos vislumbrar o edifício real e ficamos com a sensação de estar a ver um edifício “minimalista” saído do movimento modernista. O alçado sul da câmara já tinha sido o logo da instituição e estava bastante bem reproduzido, deixando apenas o fulcral para perceber a natureza complexa do edifício e o seu estilo arquitectónico. No novo ícone apenas ficamos a “saber” que tem dois andares e uma torre com uma janela no topo, ou seja, uma análise visual muito fraca e que não corresponde à realidade. O edifício da câmara tem elementos bastante identificativos que permitiriam um ícone mais funcional.

«Legenda: Uma comparação do alçado da câmara com o novo ícone e o antigo logo.»
«Legenda: Uma comparação do alçado da câmara com o novo ícone e o antigo logo.»

Os ícones no geral estão muito grosseiros, é este o problema deste projecto, se o pensamento que dá origem à identidade gráfica foi bom a materialização dos ícones é má. Eles resultam bastante bem em conjunto, os cartazes e painéis que publicitam esta mudança estão muito interessantes mas quando vemos os ícones isolados temos a sensação que poderiam ser muito melhores. O traço é muito grosso e as opções geométricas estranhas e pouco harmoniosas resultam em imagens toscas e pobres que não conseguem transmitir a “alma” portuense. Uma potencial influência para este grafismo poderá ter sido o excelente logótipo do Metro do Porto que partilha o tom azul e o traço grosso e de espessura contínua que vemos nestes ícones. A diferença é que no caso do Metro está técnica funciona perfeitamente e nos ícones nem por isso.
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As várias repartições da câmara têm o seu próprio logo com um ícone relacionado com essa área de intervenção dos serviços camarários. Mais uma vez esta solução parece-nos bem pensada mas mais uma vez os ícones estão muito crus e com pouco cuidado a nível de desenho. O coração que vemos no logo da Porto Lazer tem uma incrível falta de harmonia no desenho e forma um ícone muito estranho e fora do comum.

A cor azul percebe-se perfeitamente, a ligação aos azulejos que povoam a cidade e fazem as delícias das máquinas fotográficas dos turistas e talvez a ligação ao Futebol Clube do Porto uma das instituições mais fortes e mais apreciadas da cidade. Esta cor permite que se façam grafismos excelentes que nos remetem de imediato para o imaginário da azulejaria, no entanto utilizando apenas o azul pensamos que se perde muita da riqueza cromática do Porto.

«Legenda: O conjunto gráfico apresentado ontem.»
«Legenda: O conjunto gráfico apresentado ontem.»

O carácter participativo da nova imagem gráfica também nos parece bastante interessante visto que os autores convidam toda a gente a fazer os seus próprios ícones do Porto e a participar de modo a completar o enorme azulejo que é o Porto.

Tivemos conhecimento de uma outra proposta para esta identidade gráfica por parte do Atelier Martino & Jaña também do Porto e a abordagem era algo semelhante apostando em ícones que permitiam uma constante mutação. Podem ver o vídeo de apresentação desse trabalho em baixo:

Concluindo, consideramos que o Porto, uma cidade que tem muita importância no nosso país e tem uma história rica na vanguarda artística merecia um trabalho mais cuidado ao nível do pormenor gráfico. Esta cidade é actualmente o destino de eleição de inúmeros visitantes de inúmeros países desde a China até ao Canadá e deveria ter uma identidade gráfica mais trabalhada, talvez mais colorida e não tão restritiva e condicionada.

Foi sem dúvida um grande passo em frente em relação à situação anterior mas soube a pouco, vamos ver como este grafismo evolui e como se comporta no futuro.

Os nossos logótipos: Pluriconsult

O logótipo da Pluriconsult – Consultoria Técnica em Angola partiu do pressuposto que era necessário representar uma empresa de rigor e excelência no campo da arquitectura e urbanismo a operar em Angola. Pediram-nos um logótipo forte que representasse um espírito optimista e que funcionasse como uma imagem de marca que se pretende estender pelo contexto visual gráfico de Angola.

O logótipo é muito simples baseado no uso da tipografia Klavika à qual é acrescentado um pormenor ao título Pluriconsult por cima do “U” que configura em espaço negativo uma seta em sentido ascendente. Com esta seta a apontar para o alto quisemos passar uma imagem de uma empresa que ambiciona crescer e ajudar os clientes a crescer. Este pormenor de espaço negativo pretende também ser visto como uma estilização de um telhado de uma casa visto que a empresa opera no ramo da construção e trabalha desde o estudo prévio, projecto, fiscalização até à avaliação imobiliária e planeamento urbanístico. Apesar da simplicidade da composição deste logo o pormenor no “U” tem um grafismo que simula a sobreposição de dois triângulos criando um detalhe em 3d com alguma complexidade o que confere ao logótipo algum requinte e modernidade.

 

 

Além do logótipo fizemos todo o material de divulgação e estacionário da empresa que vai desde o papel de carta até ao layout dos relatórios da empresa passando pelos cartões da empresa, envelopes, assinatura de e-mail entre outros. Optamos por criar uma linha sólida que aposta no pormenor do logótipo que já referimos transformando-o numa textura que faz lembrar um bairro de casas estilizado. A ideia é mostrar coerência e apostar numa linha consistente de design que seja fácil para qualquer observador ligar imediatamente à marca criada.

A Pluriconsult – Consultoria Técnica apostou forte em ter uma imagem cuidada para se destacar dos seus concorrentes do mercado Angolano que cada vez mais está a valorizar-se e a ascender em qualidade gráfica e profissional. O futuro de Angola está em boas mãos.

Site.pt | Precisa criar um site?

Necessita de criar um Site, agora temos a solução!

À imagem do sucesso alcançado com a LOGOTIPO.PT na criação de logótipos e imagens corporativas profissionais a um baixo custo, a IDEOMA DESIGN decidiu apostar em uma das suas vertentes mais fortes, a criação de web sites.

E foi desta forma que foi lançado o SITE.PT,  uma nova ferramenta online que permite aos clientes criar um site e usufruírem da mesma qualidade e preços competitivos que já eram prestados pela Logotipo.pt.

A Site.pt oferece desta forma um serviço de qualidade, colocando a disposição do cliente 3 modelos de negócio, permitindo a este escolher qual o melhor se adequa ao seu ramo de actuação na Internet. Este modelo de negócio é bastante semelhante ao já praticado anteriormente na Logotipo.pt, o que após alguns anos de experiência nos garante a eficácia e satisfação por parte do cliente no final da sua encomenda. Todo o processo de desenvolvimento do web site é acompanhado por um profissional que será responsável pela recolha de informação ao cliente, desde a activação do projecto até à sua finalização e colocação online.

Quais são as soluções apresentadas na SITE.PT para poder criar um site?

A SITE.PT,  apresenta à partida  3 modelos de escolha (Site Light, Site Pro e Site Loja Online).

O Site Light como o nome indica é a solução mais básica e de custo reduzido para quem apenas pretende ter uma presença na internet, destinado a pequenos negócios, profissionais independentes ou eventos pontuais, o Site Light é como se fosse o seu cartão de visita online. (tempo de realização médio de 7 dias)

SITE PRO

O Site Pro é o plano profissional por excelência, este modelo apresenta uma robustez que lhe permite ter um site bastante dinâmico, apelativo, com uma presença forte na internet e total gestão dos conteúdos. Com o site pro poderá divulgar e promover os seus serviços e produtos na internet de uma forma cuidada e atractiva, cativando desta forma a atenção de potenciais clientes e reforçando a sua imagem perante os seus clientes mais antigos. (tempo de realização médio de 12 dias)

SITE LOJA ONLINE

O Site Loja Online é a solução de vendas online perfeita, com este modelo poderá "transportar" o seu negócio tradicional para a Internet, fazendo desta a sua montra de negocio. Com total gestão de produtos, stocks, encomendas e clientes, pode agora aumentar de forma significativa as suas vendas 24h por dia, 8 dias por semana. (tempo de realização médio de 20 dias)

Em todos os modelos apresentados é oferecido o alojamento e contas de e-mal grátis até 300 Megas durante 12 Meses.

Outros serviços oferecidos pela SITE.PT

Além dos modelos destacados, se o cliente pretender criar um site à sua medida diferente das apresentadas, é oferecido  um serviço personalizado de criação de website, onde poderá configurar o site à sua medida, com todas as funcionalidades que pretende, com um design e estrutura exclusivos. Além disto, o cliente pode requisitar outros serviços como: criação de domínio e alojamento web, criação de e-mails personalizados,  campanhas publicidade adWords, optimização nos motores de busca, newsletters, criação de páginas de facebook, twitter e linkedin, criação de conteúdos, entre outros…

Porque é importante uma empresa ou negócio ter um site na internet? Tal como saber negociar tem muita importância, ter um site cuidado e com qualidade é fulcral para ter a credibilidade do público-alvo, desta forma estamos na inteira disponibilidade de o ajudar a impulsionar o seu negócio na internet, consulte-nos.

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Site.pt  | Design e Criação de Web Sites

Novos logótipos, Windows

Foi com ansiedade que aguardamos  a saída do design para o novo logo do Windows e foi com decepção que o vemos materializado. Todos sabemos que existe uma feroz rivalidade entre a Microsoft (detentora do Windows) e a Apple estando esta última um passo  sempre à frente, quer em termos de design quer em termos de qualidade e fiabilidade. O novo design Windows é bastante singelo e tem como apanágio um retorno às origens. A pergunta chave que anda a percorrer a net foi feita pela Paula Scher autora do novo logo e famosa designer nova iorquina da companhia Pentagram: "Se o vosso nome é janelas (Windows) porque é que têm como símbolo uma bandeira?". Logo à partida esta parece-nos uma visão muito simplista do logo ainda em vigor do Windows que obviamente que para além de uma bandeira o logo é uma janela e que pela sua ondulação nos parece ser uma janela original e fora do comum auspício de um produto inovador. Ao longo dos anos o logótipo do Windows tal como é normal foi tendo actualizações ele que começou por ser um rectângulo com os cantos arredondados com um conjunto de linhas a cortar o mesmo que nos fazem lembrar a geometria de um quadro de Piet Mondrian (neoplasticismo) num tom de azul suave, a analogia com as janelas ainda não era completamente clara aqui. Com o desenvolvimento do software e das potencialidades dos sistemas operativos do Windows os seus logos foram-se transformando e ficando cada vez mais complexos a janela estática tornando-se num híbrido janela/bandeira que persistiu até esta mudança com as devidas actualizações que cada vez mais tornasvam o logo numa simulação de 3D.

Apesar de gostarmos do estilo gráfico do novo logo que busca a origem, a bidimensinalidade, a simplicidade e funcionalidade temos que apontar vários aspectos que nos parecem mal pensados. O primeiro é o conjunto entre o ícone da janela e o título estar mal conseguido dando a ilusão do título estar por trás da janela visto esta estar em perspectiva , a solução para este problema era básica bastando inverter o ponto de fuga da mesma (em baixo).

Aliás se virmos o próprio "banner" no website da Microsoft temos um "tablet" disposto desta forma em relação ao texto informativo!

Outro aspecto é a escolha da cor, vimos um comentário na net que fazia uma piada com os famosos ecrãs azuis dos sistemas Windows que como sabemos quando aparecem é muito mau sinal e daí o logo poder ser conotado com falta de qualidade e de rigor. Por outro lado todo o processo explicado no website da Pentagram mostra-se muito débil, com apresentações e esquemas muitos rudimentares para justificar as opções tomadas o que vem confirmar em certa medida a suspeita de que o processo não foi tão bem maturado quanto uma marca como a windows necessitaria.

 

"As coisas das quais nos livramos são coisas que as pessoas ligadas á industria tech pensam que os grafismos têm que ter gradientes e fogo de artíficio"

O novo design veio complementar a filosofia de Design Metro da Microsoft que se baseia no uso de uma tipografia com os princípios de funcionalidade e simplicidade do design suiço clássico. Paula scher diz que o título Windows 8 foi fornecido pela equipa da Microsoft metro e que o trabalho da Pentagram foi desenhar o ícone. A tipografia utilizada é baseada na Segoe UI e tem um desenho bastante simples com uma legibilidade optimizada ao máximo.

 

 

 

"Windows é realmente uma bela metáfora para o mundo da informática e com o novo logo nós quisemos celebrar a ideia de uma janela em perspectiva" diz Sam Moreau um director da Microsoft.

Concluindo, o novo logo da Windows desenhado pela Paula Scher parece-nos aquém do que poderia ser, concordamos com o que a designer diz sobre um logo de uma entidade como a Windows não tem que ser necessariamente um mostruário de efeitos de desenho vectorial mas a solução que ela apresentou além de não ter personalidade suficiente não tem a melhor fundamentação teórica. A janela não nos mostrou a melhor perspectiva!

Os símbolos da Maçonaria

A Maçonaria está mais popular do que nunca devido às insistentes notícias que falam da invasão de maçons na política portuguesa e consequentemente da vantagem que é pertencer a uma destas "lojas" cujos valores parecem deturpados nos dias que correm.

A origem desta organização remonta à antiguidade e aos tempos medievais e tem origens ligadas à construção e supostamente assenta em princípios de secretismo que fazem pouco sentido hoje em dia, como alguém disse à pouco tempo" deixou de ser secreta para ser discreta" .

O lema da Maçonaria é o mesmo que está na fundação da república francesa, ou seja: Igualdade, Liberdade,Fraternidade. Esta entidade é baseada em princípios nobres e aparentemente bastante válidos a julgar pelo que nos diz a wikipédia.

O símbolo máximo desta sociedade discreta é uma composição rudimentar onde um esquadro e um compasso se cruzam e pode ter a letra G enquadrada pelos mesmos. O compasso e o esquadro são utensílios basilares da atividade da construção e o seu simbolismo de busca de perfeição é fácil de entender se conhecermos minimamente os ideais maçónicos que procuram a evolução e melhoramento do Homem não fazendo distinção de classes ou raças.

Da nossa parte temos apenas a dizer que em termos de qualidade de grafismo a maçonaria não parece ter evoluído durante os séculos da sua existência. Os seus símbolos caraterizam-se por uma enorme falta de sensibilidade geométrica e cromática nada coincidente com a mestria dos pedreiros/arquitetos que supostamente lhe deram o impulso genérico. Pelo que apuramos o G foi escolhido por ser geralmente a sétima letra dos alfabetos e portanto simboliza a perfeição, pela lógica mais valia utilizar o número 7.  A letra G tem vários significados sendo inicial de uma série de virtudes preconizadas pela filosofia maçónica.

Existe uma imagética muito "sui generis" neste contexto mas esta é cheia de artifícios e simbolismos que fazem lembrar a conceptualização atual do design gráfico. Será que não existe um Designer Gráfico que pertença à maçonaria capaz de dotar  a mesma de qualidade nos seus símbolos?

Logótipo da Candidatura do FADO a Património da Humanidade

Está a ser discutido em Bali, Indonésia se o Fado deverá ser património Cultural Imaterial da Humanidade no panorama da UNESCO, estamos todos confiantes que isso irá acontecer visto que este tipo de música tem muita qualidade e representa um pouco da alma portuguesa e também devido aos comentários elogiosos á candidatura por parte da organização.

O nosso artigo não visa discutir esta possibilidade mas sim fazer um breve ensaio sobre o logótipo da candidatura.

A primeira coisa que queremos referir  é que não consideramos o logo à altura do desafio, pensamos que um símbolo de uma linguagem musical tão rica quanto o Fado deveria conter nele mais capacidade criativa e representativa da mesma. O logo configura-se a partir da palavra FADO numa tipografia que não sendo a Museo é muito aproximada tendo apenas a letra A diferente, ao F e ao A colocaram uma espécie de cachecol vermelho a substituir os travessões de ambas as letras ligando-as e criando um efeito de separação e segmanetação da palavra, ou seja FADO. Não conseguimos à partida encontrar nenhuma razão imediata a este pormenor, talvez seja uma referência aos lenços que o ícone do Fado Alfredo Marceneiro usava. Qualquer das formas este efeito de partição não nos parece nem propositado nem pertinente e cremos que tira a coesão da palavra e portanto retira um pouco de força ao conceito FADO.

Não podemos dizer que é um logótipo de má qualidade mas podemos dizer seguramente que o Fado tem na sua imagética símbolos poderosos ligados à nossa tradição como país que serviriam melhor de logótipo para uma candidatura como esta da maior importância para a personalidade e até turismo do país.

Retomamos os votos da integração do fado na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade e deixemos o design gráfico para segundo plano.

Silêncio que se está a decidir o nosso FADO!