7 Histórias incríveis sobre logótipos famosos

Estamos habituados a ver logótipos em toda a parte e muitas vezes questiona-mo-nos sobre o porquê de determinada marca ter optado por adotar a sua identidade visual.

Neste artigo damos-lhe a conhecer 7 histórias interessantes sobre os logótipos de 7 marcas conhecidas!

Chupa Chups 

A marca de chupas foi criada no ano de 1958 e é considerada sinónimo de guloseimas um pouco por todo o Mundo. O logótipo desta marca não passa despercebido e foi criado em 69 e mantém-se praticamente inalterável desde então. Salvador Dali foi o seu criador e isso explica a sua ótima qualidade! Salvador Dali era um grande amigo do dono da Chupa Chups e criou o logótipo em menos de uma hora, durante um almoço.

Logótipo Chupa Chups, designer: Salvador Dalí

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Starbucks 

A Starbucks é norte-americana e atualmente conta com cerca de 21 000 lojas espalhadas por 63 países em todo o Mundo. O nome escolhido teve como inspiração Starbuck, personagem do livro Moby Dick. Atualmente o logo tem uma sereia que tem duas caudas, mas não era assim no início. O logótipo inicial inspirou-se no século XVI – numa xilogravura da época – e a sereia aparecia com os seios à mostra. Esta imagem feriu suscetibilidades e o logo foi evoluindo ao longo dos anos, de modo a tapar todas as partes da sereia.

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Apple

É uma das marcas mais conhecidas do Mundo e muito se especula sobre a sua origem. Crê-se que a versão mais próxima da realidade tem que ver com o facto da maçã mordida ser uma homenagem ao matemático Alan Turing. Este cientista suicidou-se ao trincar uma maçã envenenada com cianeto, após ser vítima de preconceito por ser, supostamente, homossexual.  Alan Turing foi o pai da ciência da computação. Há quem diga que o nome Apple apenas diz respeito à dieta alimentar escolhida por Steve Jobs, que era um grande apreciador de frutas. Nesta versão, a maçã aparece mordida apenas para que bão se faça confusão com uma cereja.

Entrevista ao designer do logo da Apple, Rob Janoff

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Walt Disney 

A assinatura Walt Disney dos dias de hoje em nada se parece à assinatura do criador de do famoso rato Mickey. Na verdade, o símbolo não é baseado na assinatura do criador da marca mas sim numa versão de um funcionário da empresa. O sucesso da empresa era tanto que Walt não tinha tempo para assinar nada. Eledelegou essa tarefa para secretárias, designers e outros funcionários.

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Domino’s Pizza 

Esta rede americana iniciou a sua atividade em 1960, quando os seus fundadores adquiriram uma pequena pizzaria. O pequeno restaurante teve sucesso e passados alguns anos conseguiram abrir mais duas filiais. O logótipo da empresa inicialmente tinha três pontos que representavam as três lojas existentes em 1965. A intenção original dos fundadores era adicionar um ponto no logótipo da empresa por cada nova loja aberta. A marca teve tanto sucesso que esta ideia teve que ser colocada de lado pois não haveria espaço para tantos pontos! Hoje, o logótipo tem três pontos para representar as três lojas originais. O negócio cresceu muito e atualmente é a segunda maior rede nos Estados Unidos (depois da Pizza Hut) e é a maior no Mundo no segmento de pizzas, com mais de 10 mil lojas corporativas e franqueadas.

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McDonald’s

Podemos assegurar com 99.99% de certezas que não existe ninguém que não conhece o McDonald’s. O grande “M” dourado presente no logótipo é uma imagem inconfundível. Apesar de toda a gente achar que o “M” deriva do nome da marca, isso está errado. O grande “M” é uma alusão aos arcos dourados que estavam presentes nos primeiros edifícios da marca, para se destacarem dos outros restaurantes das redondezas. Estes arcos serviam também de abrigo para os clientes que estavam na rua à espera de serem atendidos. Em 1960 estabeleceu-se que esta seria a imagem de marca da McDonald’s.

Logótipo McDonald’s muda para verde

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Windows 

A janela do logótipo da Windows é inconfundível mas sofreu algumas mudanças ao longo dos anos. A versão atual do logótipo apresenta um estilo mais minimalista e adequado aos computadores modernos, e agora é mais parecido com uma janela do que antes, que se assemelhava a uma bandeira.

Novos logótipos, Windows

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O que pensa destas histórias? Já conhecia alguma? Se conhecer outra história interessante por trás da criação dos logótipos mais famosos, partilhe-a connosco!

 

Logótipo da Candidatura do FADO a Património da Humanidade

Está a ser discutido em Bali, Indonésia se o Fado deverá ser património Cultural Imaterial da Humanidade no panorama da UNESCO, estamos todos confiantes que isso irá acontecer visto que este tipo de música tem muita qualidade e representa um pouco da alma portuguesa e também devido aos comentários elogiosos á candidatura por parte da organização.

O nosso artigo não visa discutir esta possibilidade mas sim fazer um breve ensaio sobre o logótipo da candidatura.

A primeira coisa que queremos referir  é que não consideramos o logo à altura do desafio, pensamos que um símbolo de uma linguagem musical tão rica quanto o Fado deveria conter nele mais capacidade criativa e representativa da mesma. O logo configura-se a partir da palavra FADO numa tipografia que não sendo a Museo é muito aproximada tendo apenas a letra A diferente, ao F e ao A colocaram uma espécie de cachecol vermelho a substituir os travessões de ambas as letras ligando-as e criando um efeito de separação e segmanetação da palavra, ou seja FADO. Não conseguimos à partida encontrar nenhuma razão imediata a este pormenor, talvez seja uma referência aos lenços que o ícone do Fado Alfredo Marceneiro usava. Qualquer das formas este efeito de partição não nos parece nem propositado nem pertinente e cremos que tira a coesão da palavra e portanto retira um pouco de força ao conceito FADO.

Não podemos dizer que é um logótipo de má qualidade mas podemos dizer seguramente que o Fado tem na sua imagética símbolos poderosos ligados à nossa tradição como país que serviriam melhor de logótipo para uma candidatura como esta da maior importância para a personalidade e até turismo do país.

Retomamos os votos da integração do fado na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade e deixemos o design gráfico para segundo plano.

Silêncio que se está a decidir o nosso FADO!