Identidade Papa Bento XVI Portugal 2010

A visita do Papa Bento XVI a Portugal é um evento deveras notório e notável para o nosso país, um evento deste calibre exige um trabalho de construção de uma identidade capaz de representar quer o Papa e a instituição que ele simboliza quer o talento e criatividade portugueses.

O logótipo construído para este evento esteve a cargo de Xavier Nunes experiente designer que nos explica que procurou acima de tudo simplicidade, sobriedade e positividade. O logótipo dá atenção em primeiro lugar ao nome do Papa “Bento XVI” em segundo lugar o título “Papa” e por fim o local e data da visita “Portugal 2010”, para completar a composição existe uma cruz grega na parte superior. Estes elementos tipográficos estão dispostos de maneira a formar uma cruz, ou o “sinal da bênção” usando as palavras do próprio designer, uma solução que apesar de óbvia nos parece muito bem conseguida uma vez que a cruz tem alguma complexidade e dinâmica não tendo a geometria “correcta” da cruz latina, isto é um dos braços laterais é maior que o outro. A tipografia utilizada na construção do logótipo é a “Prelo” do designer português Dino dos Santos um tipo de letra sóbrio, legível, contemporâneo e com uma grande variedade de espessuras o que lhe dá uma polivalência importante num trabalho desta natureza.

Esta versão insere o logo original numa forma ovaloíde de cor dourada que nos parece ter ido buscar o contorno do “O”, a cruz grega que pontua o topo da composição sobe até à borda do fundo. Nesta versão encontramos um pormenor que nos deixa um pouco reticentes, a cruz no local onde foi colocada dá uma ligeira impressão de ter o braço do topo um pouco mais comprido e por isso configura uma cruz invertida, claro que isto é um pormenor que ninguém vai considerar e que só notamos aquando uma análise mais profunda como a que estamos a elaborar com este texto.

Concluindo, consideramos este trabalho muito bem conseguido, houve uma ideia forte que configurou o logótipo e que tem toda a legitimidade, foi escolhida uma tipografia que além de ter muito potencial para o caso ganha mais valor por ser de um designer português, as cores são bem escolhidas tendo em conta a natureza do evento e acabamos por referir que é um prazer ver trabalhos deste calibre a representar eventos cuja notabilidade é inquestionável mesmo sendo Portugal um país laico.

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Podem ver o manual de normas da identidade nesta ligação:

http://www.bentoxviportugal.pt/pdf/BentoXVI_NormaGrafica.pdf

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E uma curta entrevista a Xavier Nunes aqui:

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logotipo – design e criação de logotipos

Nova imagem da Oliveira da Serra

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A Oliveira da Serra renovou a sua imagem, “Porque não?” é a epígrafe que inspira esta mudança. O director de marketing da marca, Luís Santos conta que “porque acreditamos que é possível fazer com que o olival e o azeite em Portugal nasçam de novo” a marca renova-se para acompanhar este novo rumo, acrescenta que “nos últimos 20 anos, muitos dos olivais portugueses foram abandonados e a maioria dos que não o foram ficaram parados no tempo e foram perdendo produtividade. Chegámos mesmo a um ponto em que a produção nacional deixou de ser suficiente para o consumo interno, pondo em risco o futuro do azeite português”. Assim, “mais do que defender o nosso negócio, acreditamos que é possível que Portugal volte a ser um grande produtor de azeite”. Esta intenção apresenta-se como nobre, dinâmica,  empreendedora e muito válida, a Sovena empresa que detém a marca Oliveira da Serra quer ter o maior e melhor lagar de azeite do mundo e está a apostar forte para o conseguir. O rumo é ambicioso e o futuro promissor, no entanto, na logótipo ficamos surpreendidos pela negativa quando vimos pela primeira vez a nova imagem da marca. Era consensual no nosso estúdio que a Oliveira da Serra possuía a par do azeite Gallo uma das melhores identidades gráficas do azeite português e até do panorama internacional, o seu logo era muito bem estruturado, com um  aspecto actual, simples e directo. O logótipo que vemos na imagem é caracterizado pela conjugação de duas formas ovalóides irregulares que emolduram o título numa tipografia rigorosa e com um certo formalismo encimado por quatro folhas estilizadas de oliveira. Este logótipo era de uma qualidade inegável produto da mente criativa dum  estúdio que não conseguimos apurar qual devido a informações contraditórias na web, mas suspeitamos que seja da mesma que criou o novo logo, ou seja, a Pearlfischer London. A campanha publicitária e estratégia da marca foi desenvolvida pela Mcann Erickson  outra empresa londrina com estúdio também em Portugal.   Oponomo-nos no nosso estúdio veementemente à contratação de empresas estrangeiras para este tipo de trabalhos, não por acharmos que estas empresas não têm capacidades mas por achar que em Portugal temos agências com iguais capacidades com a vantagem de serem portuguesas. Agravando esta situação é a aposta desta marca na exaltação de valores portugueses, como a tradição do azeite e a sua qualidade acima da média.

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Passemos a falar da nova imagem, esta apresenta-se aos nossos olhos e pensamento no geral como bastante inferior à anterior. Começando pelo novo logótipo, é uma abordagem interessante que explora o “O” como moldura para o título e um ramo de oliveira com duas azeitonas, todos estes elementos num grafismo de aspecto “gasto” e com imperfeições. Os elementos continuam a ser os mesmos se compararmos ao anterior logo (à excepção das azeitonas) mas agora estes aparecem-nos mais “toscos” sem o requinte e rigor anteriormente conseguido.  O novo logo aplicado nas garrafas de azeite surte um efeito “retro” as garrafas passam a aparecer fora de contexto quase como se em vez de ser a nova imagem da Oliveira da Serra fosse uma imagem antiga, isto é, anterior à que a precede. Houve uma espécie de recuo no tempo, não podemos afirmar que a nova imagem não tenha qualidade mas podemos ter a convicção que a imagem anterior estava adiante da que a marca apresentou hoje. Talvez seja uma estratégia de marketing apostar num design mais datado e nostálgico, ir de encontro à moda retro que inunda as prateleiras dos supermercados, os cabides da moda ou mais pontualmente as marcas de automóveis, o futuro dirá se apostar no passado foi vantajoso.

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p.s.  Lembramo-nos da Oliva por razões óbvias, a forma do “O” , a tal imagem datada.

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Novidade Logótipos: Microsoft Office

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microsoft_office_logo

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O Microsoft Office tem um logótipo novo,  o título manteve-se intacto e o símbolo mudou substancialmente. Mantém-se a essência do anterior as quatro partes formando uma espécie de flor mas desta vez as quatro partes são da mesma cor embora de tamanhos diferenciados como na versão antiga. Um aspecto positivo na ideia da renovação do logo é que este agora configura um X formado por varias setas que fazem graficamente um jogo de correspondências entres as quatro partes do símbolo, representando a interactividade entre os vários programas do Office. Ao mesmo tempo este cruzar de setas em espaço negativo cria uma certa estranheza ao logo não o deixando ter grande força como marca gráfica. Pensamos que é um passo em frente, até porque o design gráfico da Microsoft não conta com uma história de exemplos positivos deixando-se sempre ficar pelo mediano e comercial.

Logótipos preferidos pelos nossos designers #2: Genéricos

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Na logotipo.pt acreditamos que os logótipos devem ter a maior carga simbólica possível para cada caso tentamos ligar o ícone que criamos à área de negócio do cliente.

O logótipo dos Medicamentos Genéricos neste ponto de vista é um caso paradigmático, os criadores deste logótipo conseguiram um símbolo que é baseado no G de Genéricos e ao mesmo tempo é a imagem gráfica de uma comprimido com a tipíca dobra de divisão em duas doses. Este jogo gráfico confere ao logótipo um poder conceptual e visual muito forte que aliando ao uso da cor púrpura uma cor com familiares ligações ao ramo farmacêutico se torna um ícone perfeito para o que se propõe representar.

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Como podemos observar e não sabemos qual dos logótipos é o mais antigo estes dois logótipos são algo semelhantes na forma sendo os dois a representação estilizada de um G.  No caso da Generis se houve intenção de transformar o G num comprimido esta não é evidente e parece-nos que não é o caso, o travessão do G não está suficientemente vincado para parecer um comprimido, neste caso o G é um serpente (e agulha hipodérmica?) outro dos símbolos mais frequentes no ramo farmacêutico. Apesar de ter um simbolismo mais intrincado este logótipo não se encontra ao nível do dos Medicamentos Genéricos o design gráfico deste é muito superior em perícia ao da Generis e torna-se um modelo para qualquer designer gráfico que pretenda atingir um bom nível criativo e visual.

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História dos Logótipos: Mitsubishi

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A imagem de marca da Mitsubishi surgiu a partir do símbolo da companhia que a precedeu a Tsukumo Shokai que usava três losangos sobrepostos nas bandeiras dos seus navios, estilizações de uma planta aquática asiática. Este símbolo resultava do Kamon (“brasão”) da família do fundador da empresa Yataro Iwasaki e graficamente em conjunto com o kamon da família de Yamanouchi do clã de Tosa originou cruamente a forma que o logótipo tem hoje. Depois esta forma transforma-se a partir de um processo de depuração geométrica no símbolo baseado num triângulo equilátero que se mantém até hoje.

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mitsubishi

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A Mitsubishi só se passou a denominar desta forma algum tempo depois e só passou a ter um título juntamente com o ícone em 1955 e este era provido em kanji ( caracteres japoneses) numa tipografia chamada Mitarashi-ryu que foi utilizada até 1963.

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No ano seguinte o logo passou a ter um slogan mas inicialmente só no território japonês com o intuito de criar empatia com o grande público de consumo do Japão e reforçar a sua presença no mercado daquele país. O slogan era ” Convosco hoje e amanha” e visualmente traduz-se na imagem em baixo.

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O slogan seguinte ” À frente e sempre avançando” foi implementado em 1968 pelo presidente da empresa em vista de exportar a qualidade que foi crescendo na Mitsubishi. É nesta altura que começa a haver uma separação entre a imagem corporativa em território japonês e uma outra imagem para o resto do mundo e mais concretamente o ocidente.

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No ano de 1985 dá-se uma verdadeira ruptura entre o logótipo utilizado no Japão e aquele que é já mundialmente conhecido, no seu país de origem este torna-se apenas a palavra Mitsubishi na tipografia Helvetica num tom azul suave com o slogan ” Socio-tech: melhorando estilos de vida através da tecnologia”. Para fora do Japão é criado o tão popular símbolo que hoje conhecemos bem, os três losangos vermelhos que formam geometricamente um triângulo equilátero com o título em Helvetica, quanto ao slogan continua o mesmo neste caso. É nesta altura que também se opera uma importante mudança os logótipos passam a ter cor, azul no Japão e o vermelho no resto do mundo.

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É mais recentemente e pelo octogésimo aniversário da companhia que se reavaliam as valências da imagem corporativa e fazem-se mudanças superficiais à marca  mudando o slogan que passa a ser tanto no Japão como no ocidente ” Mudança para melhor”. No Japão continua a ser usado o logótipo mais simples em azul enquanto que internacionalmente como bem sabemos é usado o logótipo vermelho.

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Este logótipo teve um percurso muito consistente, teve uma origem muito interessante baseada na excelente geometria e simplicidade dos kamon. ( Os kamon japoneses são um manancial excelente de lições em relação ao design gráfico de marcas e brevemente abordaremos num artigo o seu valor.) A intemporalidade da identidade da Mitsubishi deve-se à simplicidade dos seus elementos, o símbolo que é basicamente um triângulo equilátero cortado por outros três mais pequenos de forma a criar uma espécie de ventoínha estática, o uso de um tipo de letra como a Helvetica com formas despretenciosas e de uma geometria muito elementar. Esta conjugação do essencial resultou num logótipo que se mantem forte após quase 90 anos da criação da empresa que representa.

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Logótipo da candidatura Ibérica ao mundial de futebol 2018-2022

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A desgraça Ibérica!

Falamos em desgraça porque vemos neste símbolo gráfico toda a mediocridade que por vezes somos capazes de transmitir ao mundo! Carlos Queirós treinador da nossa selecção deixa-nos estas sábias palavras “Temos de ser os melhores em tudo, logótipo, organização, preparação, jogadores, treinadores, público, imprensa. Há a necessidade de sermos todos responsabilizados”. O problema é que começamos mal, o logótipo não me parece ser o melhor,  pode suceder que os demais candidatos tenham o infortúnio de conseguir provas gráficas piores, mas é pouco provável e os responsáveis são os júris dos dois países ibéricos que escolheram este logótipo de entre 5 outras hipóteses apresentadas por 3 empresas espanholas e 3 portuguesas segundo a imprensa mais informada.

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Não é nosso hábito criticar sem apresentar argumentos construtivos e começamos por atestar o bom nível de design da empresa criadora do logótipo, a Euro RSCG que criou anteriormente o excelente  logótipo do Portugal Euro 2004 e é a agência escolhida para o design de grandes clubes de futebol como é o Benfica.

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euro2004

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Apesar da gritante e evidente falta de profissionalismo e nível gráfico, a  ideia de juntar os dois países num símbolo parece-nos óbvia e acertada, as cores de igual modo são resultado natural desta junção de bandeiras, a forma circular está explicado pelo próprio contexto. O resultado é a nosso ver medíocre e amador e passo a explicar a nossa perspectiva de designers profissionais: o logótipo vive de sobreposições, as “pinceladas” que os autores foram buscar aos pintores Joan Miró espanhol e José de Guimarães português, pares segundo a agência de design, ímpares a nosso ver quer a nível cronológico quer a nível representativo.  Miró é uma referência mundial vastamente conhecida e estudada, um dos artistas mais importantes do século XX, José de Guimarães apesar de ser um artista inovador, original e estar no expoente máximo da pintura e escultura actual portuguesa não chega a ser o Miró português e é aqui que a comparação entre os estilos de pintura entre estes dois óptimos artistas nos parece fortuita e pouco honesta, parece-nos ser um argumento arranjado para explicar o trabalho e não um argumento da sua geração. Os  criadores deste símbolo chegaram a  um resultado que nos sugere a confusão visual e sem pregnância, a qualidade gráfica das “pinceladas” revela-se  numa falta de veracidade e coerência em que umas pinceladas têm transparências e outras não, as pinceladas maiores que simbolizam a bandeira lusa são a mesma forma o que não é muito usual quando pintamos uma vez que todas as pinceladas têm configurações diferentes. As partes do todo tornam-se simplesmente formas irregulares e dificilmente reconhecidas como elementos da obra dos pintores acima referenciados. É uma tarefa muito difícil criar um bom logótipo com estas três cores pois são muito contrastantes e pouco harmoniosas, talvez por isso o logótipo do Euro 2004 não usasse esta combinação, é uma tarefa difícil mas não impossível. neste caso as cores não foram combinadas da melhor forma nem nas proporções mais aconselháveis, podemos ver um exemplo de um bom logótipo com estas cores:

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Neste logótipo temos representada a nossa bandeira de uma forma subtil em que o amarelo é habilmente incluído no verde.

Em termos mais pragmáticos, (voltando ao logótipo em questão), o título 2018- 2022 tem uma grande falta de legibilidade pois o branco sobre fundo amarelo é uma situação a evitar para texto uma vez que são dois tons que se fundem e as letras perdem a forma.

Não aprofundando muito  o assunto, lamentamos ser este a nossa “cara” perante o mundo que vai ser o nosso juiz para nos conferir a honra e oportunidade de voltarmos a ser (embora que fraternalmente com os “nuestros hermanos”) anfitriões do maior evento futebolístico do globo. As premissas do conceito para a criação do logótipo parecem-nos boas mas o resultado é francamente aquém do que nos precisamos para sermos os melhores mas é “Uma escolha que a organização considerou ser a mais feliz”, talvez a incompetência maior esteja em quem escolheu! E que belo era o logótipo do Euro 2004, dirão os nostálgicos. A Euro RSCG está em baixo de forma dirão as mentes mais futebolísticas.

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O outro lado do logotipo da Fedex

 

 

______A generalidade dos logotipos são criados para representar uma marca ou uma instituição. E na maioria dos casos o objectivo principal de quem os cria é atingir na sua composição uma mensagem com um sentido directo, e que vá de encontro sem dificuldades e complexidades visuais até ao receptor da mensagem. Por isso, e desta forma, normalmente são criados logotipos  pregnantes, simples, concisos e, claro, atraentes. Contrapondo este tipo de criações existe um logotipo em especial que se destaca do geral por carregar em si um sentido ambíguo e escondido à primeira vista, e estou-me a referir ao logotipo da FedEx. Durante anos eu olhei para este logotipo e várias vezes questionava como é que uma marca tão prestigiada internacionalmente como a FedEx poderia lançar no mercado um logotipo que fosse composto apenas por uma tipografia e uma combinação de duas cores, e tudo feito tão superficialmente. Quando ao invés, poderia ser um logotipo realizado sob uma série de possíveis combinações com símbolos capazes de enriquecer a composição geral substancialmente, pois afinal para mim eram apenas um conjunto de letras coloridas. Recentemente fiquei surpreendido quando encontrei uma descrição que explica o conceito deste logotipo. No espaço que existe entre a letra”E” e a letra “x” aparece representada uma seta. Um jogo de composição extremamente hábil e que denota uma perspicácia muito grande e olho bem aberto por parte de quem o criou, neste caso por parte do Sr. Lindon Leader.  Segundo as suas palavras a seta criaria na composição geral um sentido de precisão e rapidez, adjectivos estes que caracterizam muito bem a missão da empresa Federal Express.
Este tipo de composição lança alguma polémica em torno da ética criacionista de logotipos, isto porque a sua eficácia na chegada da mensagem ao receptor é substancialmente reduzida, logo à partida não cumpre a 100% a missão  esperada num logotipo em geral, que é a de comunicar evitando os ruídos. Por outro lado, é um tipo de criação que carrega em si uma espécie de segredo quando este é revelado ao receptor, tornando-se especial aos olhos de quem descobre este jogo tipográfico, porque afinal foi durante o tempo todo um logotipo com uma mensagem muito forte, mas que simplesmente correu algum risco por circular pela corda bamba.

O Fundamentalismo Gráfico da Apple!

– – A Apple é uma marca muito conhecida entre o meio do design e que se está a expandir e a popularizar fortemente, este sucesso deve-se principalmente à qualidade que apresenta em todos os campos de actuação, os seus produtos. A questão que levantamos aqui é o seu proteccionismo exacerbado quanto à sua imagem gráfica, há pouco tempo tivemos conhecimento de um caso de tribunal entre a referida marca e uma escola canadiana que utilizava um logótipo de uma maçã medianamente similar à da marca Apple (ver figura em baixo). – – A Apple considerou este logótipo demasiado parecido com o seu e contactou a escola canadiana com uma carta dos seus advogados acusando a mesma de estar a usar o símbolo da sua empresa. – – – – Mais recentemente a Apple resolveu "implicar" com o logótipo da Woolworths uma marca de supermercados australiana, este logótipo foi desenhado pelo designer Hans Hulsbosch e na nossa opinião revela o extremismo da Apple uma vez que se no caso anterior víamos semelhanças claras entre o "acusado" e o original aqui continuamos a vê-las mas de uma forma tão ténue que se torna idiótico a conduta da empresa. O autor do logótipo da Woolworths disse que por esta lógica a Apple vai ter que processar muitas empresas de frutas. Conclusão, a Apple uma marca tão apreciada pela sua funcionalidade, desempenho técnico e design de topo em questões de território é de uma ferocidade incompreensível e fora de qualquer padrão aceitável. Nem sequer estas maças estão trincadas, logo não há pecado =D

site da apple

Logótipos preferidos pelos nossos designers #1

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Pensamos em criar um espaço neste blog onde mostramos os designs de logótipo preferidos pelos nossos colaboradores e uma breve explicação do porquê dessa preferência. (De sublinhar que os logótipos nestes artigos não são de nossa autoria.)

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O logótipo da Dhollandia é um dos nossos preferidos simplesmente porque retrata na perfeição o que representa, isto é, as plataformas de elevação de carga que vemos na traseira de inúmeros camiões. A tipografia já merecia uma actualização, não nos parece ser a melhor opção na conjugação com o símbolo que está muito bem conseguido. É um logótipo que não tem efeitos espectaculares mas que acertou em cheio no que o produto que retrata pedia.

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Cá está um exemplo do movimento que é recriado graficamente no logótipo.

Pictogramas Olímpicos do London 2012.

Os pictogramas dos jogos olímpicos de Londres 2012, segundo os designers foram inspirados pelo grafismo do mapa do metro da cidade e têm duas versões, uma em silhueta e outra em traços coloridos. Depois da enorme polémica que o logótipo deste evento gerou no Reino Unido e no globo vamos a ver o que diz a crítica popular acerca deste trabalho.

A polémica relativa ao logótipo dos próximos jogos olímpicos foi tal que uma empresa inglesa com uma grande indignação em relação ao orçamento gigantesco do trabalho gráfico dos jogos olímpicos e o resultado final lançou um concurso a nível mundial para criar um logótipo de qualidade superior por um preço muito inferior, este desafio foi aceite por designers e não designers de todo o mundo. A equipa da Logotipo.pt também participou, podem ver a nossa proposta e o logótipo oficial em baixo.

final icaro2b

Mais 10 livros de referência.

1,000 Retail Graphics: From Signage to Logos and Everything for In-Store

Logology

Decoding Design

The Secret Life of Logos: Behind the Design of 80 Great Logos

Really Good Logos Explained: Top Design Professionals Critique 500 Logos and Explain What Makes Them Work

The Little Book of Logo Recipes: Successful Designs and How to Create Them

Logo, Font & Lettering Bible

How to Design Logos, Symbols and Icons: 24 Internationally Renowned Studios Reveal How They Develop Trademarks for Print and New Media

Color Harmony: Logos: More Than 1,000 Color Ways for Logos that Work

Car Emblems: The Ultimate Guide to Automotive Logos Worldwide


No design de logótipos temos que nos manter sempre actualizados em relação ás tendências do mercado e inovações gráficas de maneira a conseguir manter a criatividade e a procura da imagem mais adequada a cada tipo de negócio e cliente.

Há que alimentar a nossa capacidade de criar.



10 livros de referência para design de logótipos

Los Logo series

The Big Book of Logos Series

LogoLounge Series


Logo Design Books

Identity Crisis: 100 Redesigns That Transformed Stale Identities into Successful Brands

Logo

Logo Design Workbook: A Hands-On Guide to Creating Logos

Logo Savvy: Top Brand Design Firms Share their Naming and Identity Strategies

Marks of Excellence

Marks of Excellence

Master of Design: Logos and Identity

A pesquisa e o conhecimento  da história e tendências do design gráfico de logótipos é um aspecto fundamental para a elaboração deste tipo de projectos. A Logotipo.pt premeia os seus colaboradores com livros acerca de design de logótipos pois é nossa política o incentivo à educação e informação dos nossos designers de modo a que eles possam fazer o melhor trabalho possível a nível de logótipos, imagens corporativas, publicidade, webdesign, decoração de viaturas e todos os outros trabalhos que se elaboram no nosso estúdio.

Brevemente colocaremos aqui mais livros de referência no campo dos logótipos.

44 regras para a criação de logotipos

http://img4.imageshack.us/img4/2896/logotiporegrasj.jpg

No design de logótipos vale tudo mas nem tudo fica bem como é óbvio, fica aqui um conjunto de dicas que pode auxiliar o processo;

1. Perceber bem as intenções do cliente e dialogar com ele

2. Pesquisar o mercado para ver o que já existe no campo

3. Começar o projecto com lápis e papel em vez de começar directamente no computador

4. Tentar atingir a funcionalidade, simplicidade e essencialidade

5. Os logótipos tem que ser facilmente interiorizados e reconhecidos pelos observadores

6. Pensar de início todas a versões do logo (grande, pequeno, fundo de cor, fundo preto..)

7. Os logótipos tem que manter a consistência em fundo branco e em fundo preto

8. O logótipos devem ser facilmente reconhecíveis, mesmo invertidos

9. Ter atenção às proporções entre as partes do logótipo para ser facilmente legível em qualquer tamanho

10. Ter atenção à geometria implícita do logo

11. Todos os elementos do logótipo devem estar alinhados entre si

12. A composição tem que ser equilibrada

13. O logo deverá ter uma relação directa com o que representa

14. O logo deve ter solidez gráfica

15. O logo deve ser de fácil descrição

16. O logo deve ser directo e honesto no que representa

17. A consistência do logótipo tem que ser boa em qualquer tipo de plataforma

18. Ter em consideração os diferentes suportes de aplicação do logo

19. Não inovar fortuitamente, a função deve estar acima de tudo

20. Não achar que se conseguiu na primeira tentativa, quanto mais se trabalhar um logo mais hipótese tem de ser um bom logo

21. Não usar mais de três cores

22. O logotipo deve ser facilmente reconhecido com cores invertidas

23. Evitar cores muito fortes e cores muito apagadas

24. Usar no grafismo apenas o absolutamente necessário

25. A tipografia tem que ser muito bem legível

26. Conjugar com cuidado o símbolo com a tipografia do logo, ter atenção à composição

27. Não usar mais do que duas tipografias

28. Ter rigor e cuidado a colocar os subtítulos se os houver

29. Pedir opinião a várias pessoas acerca do logo

30. Não combinar elementos de logótipos famosos e achar que é muito original

31. Evitar as modas, em vez disso tentar dar um aspecto intemporal ao grafismo

32. Não usar clipart em nenhuma circunstância (muito importante)

33. Ter cuidado ao usar efeitos especiais como os gradientes, brilhos, sobreposições, etc

34. Evitar grafismos demasiado complicados

35. O logótipo deve transmitir rigor, confiança, originalidade e arrojo

36. Usar linhas fortes para negócios fortes e linhas suaves para negócios suaves

37. Uma foto geralmente não resulta como logo

38. Ter convicção quando se apresenta o logo ao cliente

39. Adequar o logo ao cliente

40. Se o nome da empresa é bastante forte, usar o nome da empresa como logo

41. O logótipo deve ter aprovação geral e não só do cliente. Não desenhar apenas para o cliente

42. Ter a humildade de perceber que nenhum logo é perfeito

43. Ter habilitações académicas para o design gráfico.

44. Ser profissional.